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segunda-feira, 9 de junho de 2014

BÍBLIA. Aula 5 - O EVANGELHO DE JOÃO

(aula do dia 04/06/2014, ministrada pelo diácono Ubirajara)
1º MOMENTO: Em grupo. Perguntas comuns a todos os grupos:
a) Qual é o sinal? b) Onde ocorre? Em que momento? c) Quais são os símbolos presentes neste sinal?
1) João 2,1-12. Qual é o papel de Maria nas Bodas de Caná da Galileia?
2) João 4,46-54. Por que Jesus não fez o sinal diretamente, indo à casa do funcionário do rei?
3) João 5,1-18. Quem é o paralítico hoje?
4) João 6,1-13: O que Jesus nos ensina com este sinal?
5) João 6,16-21. O que Jesus nos ensina neste relato?
6) João 9,1-7. Quem é o cego no dia de hoje?
7) João 11,38-44. O que Jesus nos ensina neste acontecimento?

2º MOMENTO:
O Evangelho de João é diferente dos três primeiros. Em João, encontramos sete sinais, que estão diretamente relacionados com a pessoa de Jesus. Os sinais são: 1- o vinho em Caná; 2-o filho do funcionário real; 3- o paralítico junto à piscina; 4- os pães na beira do lago; 5- o caminhar sobre o lago; 6- a cura de um cego; 7- a ressurreição de Lázaro.
O prólogo de João (Jo 1,1-18) lembra a introdução do Gênesis (Gn 1,1-31; 2,1-4a). No começo, antes da Criação, o Filho já existia em Deus, como expressão de Deus, voltado para o Pai. O Filho é a imagem do Pai e o Pai se vê totalmente no Filho, ambos num eterno diálogo de amor e mútua comunicação. É o mesmo princípio desde o início. O chamado de André (Jo 1,35-40) é o sexto dia, dia da criação do homem e da mulher.
1º Sinal: Bodas de Caná (Jo 2,1-12)O casamento é um evento que agrega muitas pessoas. É o primeiro sinal, que encabeça todos os outros sinais. Pelo sinal, os discípulos creem em Jesus. No casamento, Maria é uma convidada importante; com autoridade, translada os criados ao serviço de Jesus. No casamento messiânico (Cristo e Igreja), ela é a mãe do noivo. A mudança da água em vinho é a passagem da velha à nova aliança.
2º Sinal: Cura do funcionário do rei (Jo 4,43-54). Jesus não desce com o funcionário, mas diz: “Vai, teu filho vive!” (Jo 4,50). Jesus é Palavra de Vida (Jo 1,4).
3º Sinal: Cura do paralítico (Jo 5,1-18). O doente é um paralítico ou aleijado jônico. Não pode tomar iniciativa, ninguém o ajuda. Jesus toma a iniciativa e manda que o paralítico ande. Curar é parte de sua missão.
4º Sinal: Multiplicação dos pães (Jo 6,1-15). Jesus, o Pão da vida: prova o alimento cotidiano e se dá como alimento para a vida eterna = Eucaristia é partilha (retomado nos versículos 35ss).
5º Sinal: Jesus caminha sobre as águas (Jo 6,16-21). Pode-se chamar este relato de epifania ou cristofania, porque neles se manifesta sensivelmente a divindade poderosa: “Não temas, sou eu!”.
6º Sinal: O cego de nascença (Jo 9,1-41). Formula-se num jogo de paradoxos. Jesus vem dar vista aos que não veem e querem ver em profundidade e deixar cegos os que vendo não querem ver (Jo 9,39-41). Neste sinal, Jesus se revela como Luz do mundo. Dar a vista é iluminar, o cego passará da noite para o dia (9,4-5). Aquele que vem enviado para o céu e para a terra e com ela. Água lava e ilumina (Batismo). O cego curado começa a ser uma peça que incomoda, não manipulável e reconhece verdadeiramente Jesus como Senhor e não os poderosos manipuladores.
7º Sinal: a ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-57). Jesus é a ressurreição e a vida. O grito de Jesus é soberano. Como uma vocação pessoal, como chamado à vida, como palavra criadora: que dá vida aos mortos e chama a existência o que não existe. Desatar Lázaro é como que romper com a morte.

BÍBLIA. Aula 4. OS EVANGELHOS

(aula ministrada em 07/05/2014 pelo diácono Ubirajara)

O Novo Testamento (NT) é uma coleção de escritos de numerosas fontes e se concentra, na maioria das vezes, num único evento histórico: a concessão de uma “nova aliança”.
O cânon do Novo Testamento começa com quatro documentos que levam o nome de seus supostos autores: Mateus (Mt), Marcos (Mc), Lucas (Lc) e João (Jo). Parecem ter sido a primeira parte do NT a tornar-se canônica, pouco antes do final do século II d.C.
Quem eram esses autores – “Mateus”, “Marcos”, “Lucas” e João”? Ninguém sabe. Esses nomes eram comuns na época. Nenhum deles traz menção ao nome do autor. É bem mais produtivo perguntar: para quê foram escritos? A concepção de cada autor era, sem dúvida, compartilhada no círculo em que ele vivia e prestava culto.
O primeiro evangelho a ser escrito foi Marcos, cerca de 70 d.C. Depois de Marcos, vieram Lucas e Mateus, em alguma data entre 80 e 90 d.C. João foi escrito perto de 100 d.C.

OS EVANGELHOS SINÓTICOS
Os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) vinculam-se uns com os outros e com suas fontes de maneiras diversas. São chamados sinóticos porque possuem uma certa semelhança. João, porém, é um estilo único.
MARCOS: Aparentemente, era um cristão gentio que escrevia para outros cristãos gentios, numa época em que o distúrbio presente, em especial, era a guerra judaica de 66-70 d.C. Começa com um anúncio vigoroso e direto de Jesus Cristo como Filho de Deus. Marcos dirige a narrativa rapidamente para a crucificação porque para ele esse era o evento que dava sentido a todos os outros: Jesus nasceu para ser crucificado. Na versão de Marcos, Jesus passa pelo mundo sem ser percebido, a não ser pelas forças demoníacas. Seus discípulos não compreendem melhor do que os outros a sua natureza. Quando, no final, Jesus responde “Eu sou”, Marcos é o único evangelho qua registra essa resposta como uma afirmativa inequívoca Mc 14,61-62.
LUCAS. Lucas foi um cristão gentio de boa educação e de perspectiva cosmopolita, bem familiarizado com a “septuaginta”.
Lucas destaca a misericórdia do Pai (ovelha perdida, moeda perdida, filho pródigo) e um interesse especial pelas mulheres. Em sua história, elas tem muito mais proeminência e sempre sao apresentadas com simpatia e de modo verssímil.
MATEUS. O Jesus que Mateus apresenta é um profeta-mestre judeu, cuja autoridade peculiar vem tanto de ele ser Filho de Deus, como descendente direto de Davi, reunindo assim em sua pessoa todas as profecias messiânicas das Escrituras.
O evangelho de Mateus é dirigido aos leitores que tinham que estar, de tal modo come ele, convencido da autoridade do Antigo Testamento. O discurso principal do evangelho de Mateus é o Reino de Deus. Dividido em cinco partes, Mateus apresenta os sinais e etapas desse Reino.

BIBLIOGRAFIA:

A Bíblia como literatura, ed. Loyola.