segunda-feira, 17 de novembro de 2014

REUNIÃO DIOCESANA DE OUTUBRO (25/10/2014)

25/10/2014, Reunião mensal de representantes paroquiais de catequese, feita numa sala de aula no andar térreo. 
    O padre Thiago fez a ACOLHIDA de todos os presentes, perguntando o nome e a paróquia de cada um. Em seguida, conduziu a ORAÇÃO INICIAL, fazendo memória a São Frei Galvão  e a partilha do evangelho (Mateus 22,34-40). Deus nos chama à partilha, à ação junto ao irmão (próximo), o que leva ao amadurecimento na fé. Nossa FÉ é alicerçada na Igreja. A fé contém um aspecto subjetivo, pessoal = dom que Deus dá a cada um, e um aspecto objetivo = conteúdo. Precisamos considerar os dois aspectos para que haja “entendimento” e possamos “testemunhar” o que acreditamos em gestos concretos. 

  O TEMA da formação foi “Espiritualidade do catequista”, baseado no livro “Discípulos catequistas” (Pe. Vicente Frisullo, Paulinas). O termo “espiritualidade” nos remete à condição espiritual (alma, coração) e à vida no Espírito (cf. Rm 8,1-17). A Catequese pode ser entendida como vida espiritual que se partilha, que se doa, mesmo que incompleta (a caminho). A Catequese tem o momento da preparação, do “encontro” propriamente dito e da oração; é um processo que se alimenta continuamente porque se constrói na caminhada e que ocorre na oração. No Batismo, é aberto o caminho para o céu; recebemos uma marca que não se apaga, porque é inscrita em nosso coração; somos configurados a Cristo nas atitudes e no empenho diário. A espiritualidade cristã contempla a “humildade” = imagem (não é a mesma coisa, não tem a mesma natureza, é parecido) e semelhança de Deus (dependência amorosa Dele, “sem mim, nada podeis fazer”); e a “confiança” = lançar-se, abandono (como a criança que confia na avó e chora, sente-se abandonada, se ela não estiver mais quando a criança voltar); “A minh’alma tem sede de vós, como terra sedenta e sem água!”, cf. Salmo 42 (41). Dimensões da espiritualidade: “cristocêntrica” = trinitária (= comunidade de amor), “sacramental” = eucaristia e reconciliação (= cultivo espiritual), “oração”, “bíblica”, “eclesial”, “mariana” e “solidária”. 


   Encerrado o tema, fizemos a PARTILHA das experiências sobre a passagem da Bíblia peregrina nas paróquias: na N. Sra. Carmo (Itaquá), fizeram gincana; na Santos Apóstolos (Itaquá), cada comunidade trouxe uma Bíblia para ser enviada; na Santa Isabel (S. Isabel), a Bíblia fez peregrinação, acompanhando a imagem de S. Isabel nas comunidades, passando também pelas pastorais, uma procissão como Ato Penitencial (e com slides para reflexão); na Bom Jesus e na N. Sra. Aparecida (Arujá), trouxeram as fotos dos eventos da Bíblia peregrina; etc. 

Encerrada a partilha, encerramos a reunião com uma Oração e com o lanche.

SEMANA TEOLÓGICA

A teologia Latino-americana, encarnada na história do povo*
Prof. Ms. Maria Angélica Moreira

·        Teologias europeias: Teoria Dialética e Teoria da Práxis;
·        Concílio de Trento: dogmático;
·        Concílio Vaticano II: pastoral.

Eventos que preparam o Concílio Vaticano II:
·        Crescimento da importância dos leigos na vida da Igreja;
·        Novo florescimento pastoral (experiências novas, diante da realidade urbana);
·        Movimento catequético: perspectiva bíblica, litúrgica e missionária;
·        Movimento bíblico: exegeta católico.

Precedentes sócio-econômico-políticos na América Latina
·        Consolidação do processo industrial;
·        Aumento da diferença entre ricos e pobres (aumento dos pobres);
·        Teoria da dependência (sociólogos): América Latina num processo de subdesenvolvimento à há interesse em manter a dependência (Medelin, pobreza 1-2: pede aos pastores a libertação).

Precedentes eclesiais
·        Ação católica chega ao Brasil (1935): recristianizar através dos leigos;
·        Ação católica especializada (1945): ver-julgar-agir-celebrar (Pe. José Cardim) e movimentos sociais = JAC (Juventude Agraria Católica), JEC (Juventude Estudantil Católica), JIC (Juventude Independente Católica), JOC (Juventude Operária Católica) e JUC (Juventude Universitária Católica);
·        Movimento de Natal (Dom Eugenio Sales): escolas radiofônicas;
·        Bispos começam a se envolver com as questões sociais: estudam fora do país e voltam com vontade de pensar.
·        Concílio Vaticano II (1962-1965): Aggiornamento = atualização da Igreja e diálogo com o mundo moderno
·        Mendelin: adaptar o Vaticano II à realidade do povo marcada por relações de injustiça;
·        Pacto das catacumbas (Domitila, 39 bispos): pobres no centro do ministério pastoral.


(incompleto)

OBS:* Anotações minhas sobre a palestra do dia 22/10/2014, na Semana Teológica da Faculdade Paulo VI. Rossana

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA 22/10, NÃO HAVERÁ AULA NA ESCOLA DIOCESANA DE CATEQUESE. CONVIDAMOS OS ALUNOS E TODOS OS DEMAIS INTERESSADOS QUE PARTICIPEM DA SEMANA TEOLÓGICA, PROMOVIDA PELA FACULDADE PAULO VI. 
(Mais detalhes, veja no site da diocese.)
http://www.diocesedemogi.org.br/nossa_diocese_noticia.php?id=97

INICIAÇÃO, Aula 6. O ESPAÇO CELEBRATIVO

(aula ministrada pelo Professor Gabriel Frade em 15/10/2014)

Observação: Este material, intitulado "Programa iconográfico para espaços celebrativos", foi elaborado por outro professor com imagens da internet.









INICIAÇÃO CRISTÃ NO RICA

(Anotações referentes às aulas de Agosto, Setembro e 01/10)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

CATEQUÉTICA, Aula 4. METODOLOGIA NA CATEQUESE

(aula ministrada pela Professora NAZIR RAMOS em 24/09/2014)

“Nenhuma metodologia dispensa a pessoa do catequista no processo da catequese. A alma de todo método está no carisma do catequista, na sua sólida espiritualidade, em seu transparente testemunho de vida, no seu amor aos catequizandos, na sua competência quanto ao  conteúdo, ao método e à linguagem. O catequista é um mediador que facilita a comunicação  entre os catequizandos e o mistério de Deus, das pessoas entre si e com a comunidade”   (DNC 172)
1. IMPORTÂNCIA DA METODOLOGIA NA AÇÃO CATEQUÉTICA
Uma das preocupações mais intrigantes para os catequistas é com relação à Metodologia. Cada vez mais nos defrontamos com a necessidade de melhorarmos e crescermos na missão catequética. Ao preparar um encontro catequético sempre vêm à mente aquelas perguntas: “Como vou preparar o meu encontro?”,  “De que maneira vou trabalhar com os catequizandos?”,  “Qual o caminho a percorrer?”.
A palavra método é uma palavra de origem grega (méthodos, do grego – odós, caminho), que quer dizer caminho, estrada que ajuda a chegar aonde que se quer, isto é, alcançar a meta proposta.
O método catequético supõe uma ação de planejamento, o qual requer:
a) “domínio” do conteúdo a ser transmitido (O QUÊ?)
b) conhecimento da realidade e da vida dos catequizandos (QUEM?)
c) objetivos claros e concretos (PARA QUÊ?)
d) discernimento para escolher o melhor caminho, o método mais apropriado (COMO?)
e) capacidade para agendar as datas e administrar bem o tempo (QUANDO?)
f) clareza quanto à razão da sua missão e do caminho a ser percorrido (POR QUÊ?)
A catequese pode ter vários métodos. Assim, como para se chegar a um endereço determinado, pode-se fazer uma longa caminhada, passar por desvios e pontes desnecessários ou encontrar a maneira mais rápida para chegar à meta proposta.
Na educação da fé pode acontecer o mesmo. Quando não temos objetivos claros e nem sabemos como realizar o que desejamos, podemos nos perder no caminho sem chegar a alcançar a meta proposta. Na catequese, precisamos percorrer os caminhos mais adequados para vivenciar um processo eficaz: “Para isto, é preciso não esquecer que além dos objetivos, precisamos ter em mente a realidade em que trabalhamos (rural, periferia, urbana), os destinatários com suas experiências, cultura, idade, os conteúdos a ser refletidos, vivenciados, o uso de uma linguagem adequada, e a comunidade que é fonte, lugar e meta da catequese” 
 A Conferência de Aparecida fez, sobre a caminhada da Igreja Latino-Americana, uma séria reflexão sobre os métodos utilizados pela Igreja na Catequese e na Ação Evangelizadora.
Depois de elencar as conquistas e os aspectos positivos (a animação bíblica da pastoral, renovação litúrgica, empenho dos ministros ordenados e dos leigos e religiosos, a ação missionária e a renovação pastoral da Igreja), a conferência apresentou algumas sombras e retrocessos (reducionismos, enfraquecimento da vida cristã, falta de acompanhamento aos leigos, florescimento de espiritualidade de cunho intimista, linguagem distante da Igreja, escassez de vocações, católicos afastados, trânsito religioso, pluralismo religioso, afastamento e falta de coragem e perseverança na fé). Dentre os quais, elencamos duas:
       “Percebemos uma evangelização com pouco ardor e sem novos métodos e expressões, uma ênfase no ritualismo sem o conveniente caminho de formação, descuidando outras tarefas pastorais” (DAp 100 c).
       “Na evangelização, na catequese e, em geral, na pastoral persistem também linguagens pouco significativas para a cultura atual e em particular para os jovens. (...) As mudanças culturais dificultam a transmissão da Fé por parte da família e da sociedade” (DAp 100 d).
      Tal constatação nos convida a re-pensar nossa ação catequética, procurando novos caminhos e novos meios para transmitir a mensagem de fé. Sobre a importância do método, convém refletir alguns aspectos:
a)    Método Catequético supõe um caminho a ser trilhado, a ser construído. Como diz o provérbio: “não há caminho pronto, caminho se faz ao caminhar”.
b)    O catequista faz parte do Método Catequético: seu jeito de ser, olhar, escutar, falar, sorrir, questionar, trabalhar, pontuar e agir;
c)    O Método supõe sempre uma ação comunitária: ele passa pela partilha em grupo e aproveita os espaços onde há reflexão, planejamento, ação e avaliação;
d)    Método é uma experiência de convivência e de amizade. O método transforma as pessoas, de desconhecidas a bons amigos. Aqui não há espaço para isolamento, inimizades ou monólogos. Jesus fez do seu seguimento um método bastante eficaz para os seus discípulos. Ele mesmo se colocou como caminho (Jo 14, 6);
e)    Método é procedimento: acolher, ver, iluminar, agir, celebrar e avaliar;
f)     Método é interação: Fé, Vida e Comunidade;
g)    Método é aprendizagem (aprender-fazendo, aprender-ensinando) e oportunidade para aprimorar a escuta (ouvir-rezando; ouvir-sentindo e ouvir-amando).
h)    Método é comunicação através da linguagem verbal e não verbal (gestos e símbolos);
i)      Método é ação criativa e dinâmica. É caminho de construção, instrução e desconstrução.
2. O ENCONTRO CATEQUÉTICO
“A pedagogia catequética tem uma originalidade específica, pois seu objetivo é ajudar as pessoas no caminho rumo à maturidade na fé, no amor e na esperança”. (DNC 146)
O encontro de catequese não é uma aula, e não há aluno e professor, mas catequizando e catequista. O encontro catequético é um encontro de fé, espaço privilegiado de educação e amadurecimento da fé.
O encontro é uma feliz oportunidade para aprender, ensinar, sentir, criar, descobrir e experenciar. A catequese é exigente! Não dá para ficar com aquela ideia de que basta ter boa vontade para fazê-la. Todos devem estar preparados para a catequese: o catequizando, o qual deve estar motivado para participar e o catequista, o qual deve ter preparo e testemunho de fé. A comunidade também tem um papel importante para a catequese, como escola de comunhão e acolhida e ambiente propício para a iniciação e o testemunho da fé.
A metodologia da Catequese é a metodologia da Igreja. Ela contempla alguns passos importantes: VER – ILUMINAR – AGIR – CELEBRAR - AVALIAR.
Dentro do encontro catequético, estes momentos podem ser contemplados.
 Mais do que nunca, o século XXI exige de nós catequistas uma nova maneira de evangelizar e catequizar as crianças, jovens e adultos. Sonhamos com uma catequese que parta da realidade, que seja iluminada pala Palavra de Deus. Sonhamos com uma catequese que valoriza os laços de amizade e os sentimentos. Sonhamos com uma catequese comprometida com os valores do Reino de Deus. Sonhamos com uma catequese que conduza nossos catequizandos a serem autênticos e fiéis seguidores de nosso Mestre Jesus.
 Para que isso aconteça, não existem receitas prontas. Existem caminhos que precisam ser trilhados. Cabe a cada catequista, de acordo com sua realidade, descobrir qual o melhor método (caminho) a ser seguido para que a catequese alcance seu objetivo de construir comunidades.
Eis algumas dicas para melhorar a qualidade do encontro catequético:
1. Conheça o seu grupo de catequizandos, chamando-os pelo nome. Interesse-se por conhecer cada família e a realidade de cada um.
2. Busque apoio em alguém para resolver as dificuldades surgidas; seu coordenador deve estar a par de tudo.
3. Procure variar a disposição dos lugares na hora do encontro. A disposição em semicírculo é sempre muito boa: todos se olham de frente.
4. Evite as improvisações. Prepara cada encontro com antecedência. Tenha seu caderno de preparação e avaliação sempre em dia e em ordem.
5. Evite a rotina. Aproveite para isso as celebrações e revisões. Quando sentir que o grupo está desinteressando, prepare um encontro-surpresa: passeio, confraternização, jogo...
6. Procure conhecer o conjunto da programação e do material que pode ser utilizado na catequese. Isso lhe dará segurança.
7. Use com critério e criatividade o seu material à sua disposição. Saiba inculturar de acordo com a realidade de cada um.
8. Procure valorizar e acompanhar os catequizandos, dando-lhes algumas responsabilidades e oportunidades para participar ativamente do encontro catequético.
9. Esteja sempre em contato com a coordenação. Ela ajudará você a resolver suas dúvidas e você sentirá que não está sozinho nessa obra. Não desanime! O trabalho que vale a pena, sempre exige compromisso e sacrifício.
10. Não se interesse pelo catequizando somente no momento do encontro. Ele precisa ter a certeza de que você está pensando nele, querendo o seu bem. Procure saber do que ele gosta, quais seus problemas.
11. Participe intensamente de sua comunidade. Carregue no coração a alegria de pertencer a uma comunidade cristã, mesmo com suas dificuldades. Lembre-se de que você é um legítimo representante e servidor da Igreja, no ministério do anúncio da Palavra.
12. Seja uma pessoa de oração. Reze. A Palavra de Deus deve ser para você um livro de meditação diária. Não uma oração alienada da realidade, mas uma oração comprometida com a vida e a realidade.
13. Seja frequente nos encontros de formação de catequese, correspondendo ao chamado de Deus com responsabilidade. Seja presente e atuante na vida da sua comunidade. Seu testemunho de vida é a forma mais eloquente para viver o ministério.
3. COMO PREPARAR UM ENCONTRO CATEQUÉTICO:
Visto os meios e recursos disponíveis, o catequista deve preparar antecipadamente o encontro. E como preparar um encontro de Catequese? Eis alguns passos:
1. Olhar a realidade: quem são? Crianças? Adolescentes e Jovens? Adultos? Onde vivem?
2. Traçar o objetivo do encontro: o que se pretende alcançar com esse encontro? Qual sua finalidade? Tente formular um objetivo bastante simples e bem concreto. Algo bem “pé no chão”.
3. Escolher o conteúdo: qual a mensagem a ser anunciada? Que tema trata o encontro? Qual o texto da Palavra de Deus será proclamado e refletido no encontro? Quais as perguntas que poderão ser feitas a fim de ajudar a entender o texto?
4. Selecionar o método apropriado: como chegar lá? Quais os meios e recursos serão utilizados para transmitir a mensagem?
5. Executar o que foi planejado: colocar em prática tudo aquilo que foi preparado com antecedência.
6. Avaliar o encontro: o objetivo do encontro foi alcançado? Se não foi, por quê? Houve imprevistos? O que não ficou claro e precisa ser esclarecido? Houve uma boa participação?
4. REGRAS DE OURO PARA O BOM ÊXITO DE UM ENCONTRO:
a) Divida bem o tempo do encontro, de modo que a metade seja ocupada pelos catequizandos, incentivando sua participação e entrosamento nos temas abordados.
b) Evite atrasos. Saiba chegar com antecedência para os encontros. Assim você terá oportunidade para preparar o ambiente e acolher cada catequizando que chega.
c) Inicie sempre os encontros com uma oração. Pode-se invocar o Espírito Santo, fazer uma oração espontânea. Faça uma pequena recordação da vida, para colocar na oração intenções, nomes de pessoas ou fatos ocorridos na semana e que merecem nossa atenção.
d) Procure primeiro OUVIR. Retenha seu saber para despertar nos outros o prazer pela busca, pela partilha e pela construção de novas ideias.
e) Valorize as colaborações dos catequizandos, mesmo que suas ideias não estejam muito claras. Saiba dar o devido valor à partilha e ao trabalho do grupo.
f) Tente inspirar confiança, respeito e alegria através da sua presença. Não tente inibir o catequizando com o seu olhar e outras posturas.
g) Valorize a diversidade e os dons de cada um. Você não é poeta? Algum catequizando talvez seja. Você não canta? Algum talvez cante.
h) Quando for necessário dialogar, não queira que a sua ideia ou sua cabeça prevaleça. Aponte caminhos, mas nunca feche assuntos e questões.
i) O catequista também ensina, em nome da Igreja, por isso, apresenta a verdade de fé, não segundo suas intuições, mas de acordo com o que a Igreja prega e ensina.
j) Ao escolher uma criatividade ou dinâmica para os encontros procure variar, levando em conta os cincos sentidos: ouvir (audição); ver (visão); degustar (paladar); cheirar (olfato); trabalhar as mãos (tato). É bom variar pra não cansar explorando somente um sentido!
k) Saiba criar dinâmicas de acordo com as idades dos catequizandos: desenhos, gestos, cantos, gincanas, jogral, encenação, trabalhos em grupos, gravuras, recortes de jornal, slides, fantoches, histórias em quadrinhos, audiovisuais, filmes, poemas, cartazes, pintura, etc...
l) Saiba colocar um toque de humor em cada encontro. O encontro de catequese não pode ser uma reunião séria, como se fosse uma reunião de executivos. Tem que haver descontração, deve saber equilibrar, oferecendo possibilidades de desenvolver o lúdico.
m) Se os catequizandos falam alto demais, fale mais baixo. Você adquire o silêncio, sem ter que perder a paciência, ou pior sem ter que berrar achando que vai apaziguar a situação.
n) Não humilhe, não despreze e nem deixe ninguém de lado. Saiba controlar aqueles que facilmente participam para não intimidar mais ainda os que ficam muito quietos e sem iniciativa.
o) Cada um é um. Por isso, evite fazer comparações entre os catequizandos.
p) Quando der alguma atividade em grupo, procure perceber se está havendo a participação de todos, ou se tem algum que não se envolve. Procure ter essa sensibilidade para não deixar essa situação atrapalhar a participação e a aprendizagem de todos.
q) Saiba ser presença junto a cada catequizando, ao longo do encontro. Manter uma comunicação com cada um é a melhor forma de obter disciplina. Você poderá se comunicar efusivamente com o olhar, um gesto, um sorriso e uma palavra, sem soar como se estivesse vigiando ou desconfiando da capacidade do catequizando.
r) Apresente os objetivos do encontro de forma atraente e desejável. Nunca falar claramente, deixe sempre um enigma a desvendar no final.
s) Terminar o encontro com uma oração e sempre que puder ajudar o grupo a assumir um propósito para ser realizado naquela semana e que esteja em sintonia com o tema que foi refletido.
5. A LINGUAGEM NA CATEQUESE
Vivemos na sociedade da informação e da tecnologia, marcada pelos impactos da globalização. E a catequese se coloca diante desse mundo plural com várias vozes e vários estereótipos. Junto aos areópagos da pós-modernidade, a catequese tem a missão de tornar não só clara e audível, mas também crível, a Palavra de Deus, precioso tesouro anunciado ao longo dos séculos pelos profetas, mártires, discípulos e discípulas que ardorosamente deram seu testemunho com coragem e alegria.
Não é possível pensar que hoje todos tenham de ter uma única linguagem, um mesmo jeito de falar e de anunciar a mensagem cristã. Contudo é possível que todos procurem entender a essência da mensagem e a ela possam aderir, transmitindo ao mundo pela fidelidade, a fé que edifica o Reino de Deus. Não há como haver uma única linguagem, mas é possível que todos estejam sintonizados na mesma frequência que oriunda do Evangelho.
 O Diretório Nacional de Catequese coloca como desafio: “formar catequistas como comunicadores de experiências de fé, comprometidos com o Senhor e sua Igreja, com uma linguagem inculturada que seja fiel à mensagem do Evangelho e compreensível, mobilizadora e relevante para as pessoas do mundo de hoje, na realidade pós-moderna, urbana e plural” (DNC 14b).
Enfim, falar de linguagem é falar de inculturação e esta prática torna-se cada vez mais irrenunciável para a ação catequética: “a catequese tem a missão permanente de inculturar-se, buscando uma linguagem capaz de comunicar a Palavra de Deus e a profissão de fé (Credo) da Igreja, conforme a realidade de cada pessoa” (DNC 149).
Documentos citados
DNC    Diretório Nacional de Catequese, documento 84 da CNBB, 2005
DAp     Documento de Aparecida, CELAM 2006
Do site: http://catequistabr.dominiotemporario.com/doc/CBV-CATEQUISTA-FORMACAO-DIO-PA-04.pdf


domingo, 7 de setembro de 2014

O SIGNIFICADO DA BÍBLIA PEREGRINA

A Bíblia é o Livro por excelência da evangelização cristã. Por isso, desde o mês de março, a Catequese tem levado a Bíblia peregrina a visitar as paróquias de nossa diocese, nos recordando a importância da Palavra de Deus na Catequese, na nossa vida cotidiana e em toda a caminhada da Comunidade. Afinal, a Família, a Catequese e a Comunidade são responsáveis por colocar no coração de crianças, jovens e adultos a alegria da Palavra de Deus.
“Que a Palavra de Deus transforme a nossa vida, porque queremos caminhar na Luz do Senhor!”


Acolhamos a Bíblia peregrina, símbolo da Palavra de Deus que vem até nós e nos fala na catequese e na nossa vida!
Vamos aproveitar para aprender mais sobre a Bíblia! É por meio da palavra que nos unimos e nos reunimos em nome de Deus.
Fique atento! Em muitas paróquias, neste mês haverá palestras e outras atividades, para nos recordar que a Palavra de Deus está no centro de nossa fé! Veja o que haverá em sua paróquia e nas paróquias vizinhas! E participe!

sábado, 6 de setembro de 2014

CATEQUÉTICA, Aula 3. CELEBRAÇÃO COM OS CATEQUISTAS

(Aula ministrada pela Professora NAZIR RAMOS EM 03/09/2014)

FELIZES POR PARTICIPAR
Leitor/a 1: Senhor, somos felizes porque ao redor da mesa onde está sua Palavra, queremos na alegria e na gratuidade do servir renovar o compromisso do ministério da catequese. O DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE diz que: “a catequese é um carisma e um ministério na Igreja. Uma força divina conferida a uma pessoa em vista das necessidades de uma comunidade. O catequista assume este ministério exercido em nome de Deus, da Igreja e da comunidade”.
Leitor/a 2: Ser catequista deve nos encher de alegria, pois somos participantes da construção da vida dos catequizandos e da sociedade de paz e de justiça. Nossa resposta ao chamado de Jesus provoca em nós um encantamento pela Palavra, pois Jesus é a Palavra viva que o mundo espera.
A PALAVRA NOS CONVOCA
Leitor/a 3:  A Bíblia é o livro que documenta a educação da fé do Povo de Deus ao longo de sua história. Não é um escrito de doutrinas, mas um escrito que nasce da experiência da vida e quer sustentar a caminhada da fé.
Leitor/a 4: A Palavra de Deus é semente que se espalha e cresce no mundo inteiro. Ela é mobilizadora de nossa ação. A Igreja atenta aos sinais da palavra nos chama a uma intimidade sempre maior com este presente de Deus.
Todos/as: Nós catequistas, como ministros da Palavra, procuraremos escutar, vivenciar e anunciar com paixão esta boa notícia aos catequizandos e ao mundo para que “ouvindo creia, crendo espera, esperando ame” (DV 1).
Leitor/a 5: Jesus, o Semeador do Reino, sai de casa onde estava com os discípulos e vai para o Mar da Galileia, fronteira com os gentios e ensina em Parábolas. Esta forma de ensinar aproximava o povo de Deus e de sua história. O catequista, a exemplo da pedagogia de Jesus, também deve ensinar de forma que o catequizando, seja ele criança, adolescente ou adulto, faça a experiência da fé para tornar-se seguidor de Jesus Cristo.
Leitor/a 6: Jesus é apresentado como o Semeador do Reino. Os discípulos O entendem porque convivem e compreendem a sua missão. Com isso eles assumem a prática da justiça. É necessário cuidar do terreno.
TODOS: Plantar a semente e cuidar do terreno é a maneira coerente de viver a comunhão do Reino de Deus.
(Leitor/a 7: Mateus 13, 1-9)
PARA REFLETIR:
1. Qual a mensagem da parábola para nós catequistas?
2. Nossa catequese é semeadora da Palavra? Produz muitos frutos?
A PALAVRA NOS FAZ AGIR
Leitor/a 8: É tempo de vivenciar e assumir o que celebramos na dinâmica da Palavra de Deus que nos convoca, nos fala e  nos envia. Isto exige de nós catequistas e catequizandos abertura e confiança em Deus, coerência entre fé e vida e a fortaleza para acolher as mudanças que são necessárias na caminhada pessoal, comunitária e social.
Espontaneamente, os catequistas pegam sementes e expressam concretamente o compromisso de semear com entusiasmo uma catequese mais vivencial e transformadora.
TODOS: Põe a semente na terra, não será em vão. Não te preocupe a colheita, plantas para o irmão.
Leitor/a 9: “Senhor, a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos (Mt 9, 37).
A todo instante tu nos chamas para tornar visível o teu Reino, em meio à grande messe do mundo.
TODOS: Nas nossas comunidades são muitos os adultos, os jovens e as crianças que tem sede de ti e para isto, necessitamos de muitos catequistas para aprofundar a sua fé de forma viva e convicta.
Leitor/a 10: Colocamo-nos como discípulos e discípulas na tua escola para aprender a caminhar nos teus passos, e vivendo o teu exemplo, sermos testemunhas do teu amor, da tua acolhida e da tua justiça.
Todos/as: Ajuda-nos a fazer ressoar a tua Palavra em todos os ambientes e situações.
Leitor/a 11: Aquece o nosso coração para partilhar o pão na busca de maior aprofundamento, reflexão e aprendizagem, juntamente com nossos irmãos e irmãs catequistas e com todos os catequizandos.
Todos/as: Dá-nos água da tua fonte para nos abastecer com tua mensagem, oração, espiritualidade, e prática comprometida com a vida, para que saciados, possamos permanecer perseverantes no teu seguimento.
Leitor/a 12: E como discípulos e discípulas queremos dizer com convicção: “em atenção à tua Palavra, lançaremos as redes”.
TODOS: Senhor, estamos convictos, que diante de nossa missão de catequizar, a todo instante repetes para nós: “não tenham medo!”. Mestre Jesus, manda-nos o teu Espírito de sabedoria e entendimento para compreendermos com alegria os teus ensinamentos. Amém.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

SETEMBRO: MÊS DA BÍBLIA

“A Igreja busca a sua vida e a sua força na Sagrada Escritura,
como quem busca água num poço” (Youcat n.19).

A Bíblia, também chamada Sagrada Escritura, é uma coleção de livros que foram escritos sob inspiração divina. Revelam a ação de Deus na história da humanidade, por meio da caminhada de um povo que procura viver a sua fé.
Nos primeiros tempos, a história da libertação do povo hebreu da escravidão no Egito foi transmitida oralmente, de geração em geração. Com o passar dos anos, porém, tornou-se necessário registrar por escrito, para que não se perdesse o sentido original da aliança de Deus com o povo.
Assim sugiram todos os livros que compõe a Bíblia católica: são 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento, formando uma lista (cânon) de 73 livros.
Deus coloca a sua palavra a nosso alcance (Dt 30,14), na Criação, na Bíblia, na Catequese, na nossa vida cotidiana e em toda a caminhada da Comunidade, para nós levarmos ao coração e à mente de crianças, jovens e adultos a alegria da Palavra de Deus.
A Bíblia apresenta o próprio Deus que nos ensina, comunicando-se conosco, em nossa história: “Nos encontros de Deus com o seu povo e seus profetas, é possível reconhecer essa estrutura da Revelação: Deus fala partindo de algo que os homens já conhecem, que pertence à experiência deles, e procura levá-los a descobrir e compreender algo novo do seu ser, do seu amor, da sua vontade. Ou ainda: Deus ilumina o seu povo e seus profetas para que compreendam o sentido da História que estão vivendo, dos acontecimentos que Deus quis ou permitiu.” (Catequese Renovada, n. 49).
A Bíblia conta a história de amor entre Deus e a humanidade, num diálogo especial que o Pai reserva a seus filhos, repleto de cuidado, compreensão, orientação, repreensão, correção necessária e ternura, para vivermos o dom da fé e da vida.

Que tal aproveitar este mês da Bíblia para aprender mais?
BIBLIOGRAFIA E SITES CONSULTADOS:
Catequese renovada, orações e conteúdo (CR), documento 29 da CNBB. Edições Paulinas, 1983.
Diretorio Nacional da Catequese (DNC), documento 84 da CNBB. Edições Paulinas, 2006.
Youcat – Brasil (catecismo jovem). Paulus editora, 2011.
thiagosimoes.net/blog/?p=15 – tipos de Bíblia