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quarta-feira, 8 de abril de 2015

PÁSCOA


"Cristo ressuscitou! O sertão se abriu em flor. Da pedra água saiu! Era noite e o sol surgiu. Glória ao Senhor!"
(Assim diz um canto pascal.)

Estamos na oitava da Páscoa, grande festa da ressurreição do Senhor! Cristo morreu, mas ressuscitou! A Páscoa é uma verdade de fé!
Do desespero, nasce a esperança. Da tristeza, a alegria. Da morte, a vida. Das trevas, a luz! Sempre é possível recomeçar.
Deus nos ama. Fez o mundo e nos colocou no centro, para usufruir e cuidar. E não nos fez sozinhos, nos fez irmãos e está sempre conosco. Essa é a nossa fé!

Deus faz uma aliança com os homens, mas nós quebramos esta aliança de amor: nos colocamos no lugar de Deus, querendo saber mais que Ele; colocamos a culpa no outro e não reconhecemos a nossa própria responsabilidade; deixamo-nos vencer pelas tentações; e pecamos também de muitas outras formas. Mas Deus vem em nosso auxílio, nos salvar das profundezas do mar do vício, da indiferença, da intolerância, enfim, de todo pecado. 
Essa é a festa da Páscoa! Tempo de recordamos de forma solene e comunitária, a nossa origem e o infinito amor que Deus derrama sobre o povo ao longo de toda a história. Tempo de proclamarmos publicamente a nossa fé!

"Esse é o dia que o Senhor fez para nós! Alegremo-nos e nele exultemos!" (Sl 117,24)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

LITURGIA - Aula 4. ANO LITÚRGICO

(Anotações da aula de 14/05/2014, ministrada pelo diácono Arthur)

4.1 EXPERIÊNCIA NATURAL E SOBRENATURAL DO TEMPO

4.1.1 O TEMPO SAGRADO

Indefinidamente reversível: o tempo pode ser parado!
  • Festas
  • Comemorações
  • Ritos
  • Atualização dos primórdios
  • Tornar presente o tempo primordial

Chronós e Kairós

Novidade cristã
  • Historicidade da Pessoa de Jesus de Nazaré: Mt1,1-17; 2,1; Lc 1,5; 3,1-2; 3,23-38
  • Tempo histórico santificado pela Encarnação do Filho de Deus.

4.1.2 TEMPO PROFANO

Leis astronômicas dão unidades objetivos de Tempo:
  • Rotação da terra em volta do próprio eixo: +/- 24h (dia)
  • Transladação da Lua em torno da Terra: 29 dias e meio (mês)
  • Estações do ano

Vida humana regulada pela experiência da luz e da escuridão, do clima, etc.
  • Agricultura, viagem, pesca, pecuária, reguladas pelo calendário lunar (fases da lua)


4.2 FESTIVIDADES JUDAICAS
  • Fundamentos: Mandamentos bíblicos ou ensinamentos rabínicos ou história moderna de Israel
  • Natureza: Yom Tov (Dia Bom) Chag (Festival) ou Taanit (jejum)
  • Shabat (Sábado)
  • Festivais de Peregrinação: Pessach (Páscoa + Pães ázimos), Sucot (Tendas) e Shavuot (Semanas/ Pentecostes).

4.3 O CALENDÁRIO CRISTÃO

Coincidência, na Liturgia:
  • Ação representativa (hoje)
  • História da Salvação (ontem)
  • Plenitude da Salvação (amanhã)
Participação do homem (temporal) na eternidade de Deus – fatos não estão em paralelo (agora é isso, depois aquilo...), mas acontecem de uma única vez (ontem, hoje e amanhã).


Obra salvífica da Páscoa de Cristo:
  • Ilumina festividades judaicas
  • Trona-se o centro das festividades cristãs

Domingo: “Fazei isto em minha memória!”
  • Coincidência entre memória e tempo
  • Relações entre sábado e domingo
  • 1º dia e 8º dia
  • Páscoa Semanal
  • Fundamento e origem do Ano Litúrgico

CICLO DA PÁSCOA:
  • Quaresma (4ª feira de Cinzas – 5ª feira Santa);
  • Tríduo Pascal (Missa da Ceia do Senhor – Tarde do Domingo de Páscoa)
  • Tempo Pascal: até semana de Pentecostes.

CICLO DO NATAL:
  • Advento (s.IV – 1ª parte: vinda gloriosa + “novena”: 1ª vinda)
  • Natal e sua oitava (Domingo da Sagrada Família)
  • Epifania, 6 de janeiro (no Brasil o domingo entre 2 e 8 de janeiro) + Batismo do Senhor (domingo na oitava da Epifania);
Estreita ligação entre as três manifestações ou epifanias: na carne, às nações (magos) e aos judeus (Batismo).

TEMPO COMUM
  • Solenidades do Senhor (Corpus Christi, Sagrado Coração de Jesus, Cristo Rei)
  • Hierarquia das festas: Solenidades, Festas, Memórias, Comemorações
  • Festas de Nossa Senhora e calendário dos Santos

4.4 JESUS CRISTO, CENTRO DO ANO LITÚRGICO
Páscoa: Paixão, morte e Ressurreição de Jesus é o coração do Ano Litúrgico:
  • Todas as festas referem-se a este mistério, (inclusive o Natal!)
  • Reforma do Vaticano II pôs essa realidade em evidência em detrimento de um excesso de práticas piedosas e devoção aos santos


ANEXO: Oração das vésperas


segunda-feira, 5 de maio de 2014

BÍBLIA. Aula 3 - SIGNIFICADO DA PÁSCOA

(Anotações referentes à aula de 30/04/2014, ministrada pelo diácono Ubirajara, de Poá)
A cada ano, quando chega a primavera no hemisfério norte, cristãos e judeus celebram a festa da Páscoa. Ambas as celebrações coincidem no sentido libertador, do fato que comemoram e na vigência atual. No entanto, se diferenciam em outros aspectos. Primeiro, no próprio fato: saída do Egito, para os judeus; paixão, morte e ressurreição de Jesus, para os cristãos. Também em realção a seus protagonistas: Moisés e o núcleo do clã dos hebreus, que formam mais tarde o povo de Israel; Jesus e a totalidade dos homens chamados a formar a nova humanidade. 

ORIGEM DA PÁSCOA
O texto (Êxodo 12) tem toda a aparência de um relato histórico do acontecimento que teve lugar provavelmente na primeira metade do século XIII a.C., no tempo de Ramsés II (1290-1224 a.C.). Trata-se, na verdade, do ritual de sua celebração anual dos israelitas no “mês de abib”, “o primeiro dos meses do ano”.

A Páscoa dos nômades: com a chegada da primavera, as cabras e ovelhas, o gado menor dos pastores nômades, pariam e estes se dispunham a partir em busca de novas pastagens. Antes de se separarem, os nômades reuniam-se à noite de “plenilúnio” (ou seja, à lua cheia) e imolavam um cordeiro, a fim de assegurar a fecundidade do gado. O sangue do animal era untado nos paus das tendas para afastar os perigos que existiam na caminhada. Tais perigos personificavam-se nos demônios que, em sua imaginação, povoavam o deserto. As vezes, concretizava-se em um demônio determinado, o Destruidor. A própria descrição que o livro do Êxodo faz da Páscoa indica sua origem e sua condição na festa dos pastores.

A Festa dos pães ázimos: Nos povos sedentários, com a chegada da primavera e o início da colheita da cevada, tinha lugar também, um rito religioso: a oferenda da primícia da colheita, cujo fim era interpretar a abundância dos rebanhos e a fecundidade dos campos. Durante os setes dias seguintes, comia-se apenas pães sem fermento (isto é,  ázimos), feito com os grãos moídos das espigas recém-colhidas. A razão de se comer unicamente este pão ázimo pde estar relacionada com as antigas tradições que falavam de influências maléficas, evitando por isso utilizar o fermente que restou da colheita anterior para fazer fermentar o fruto da nova colheita.
Assim, no relato de Ex 12, essas festas da primavera agora se tornam um memorial da libertação do Egito, apoiada por Deus, através de seu servo Moisés.
Páscoa significa “passagem” do povo judeu, da escravidão para a libertação. Para nós, cristãos, Cristo é a nossa Páscoa, nossa “passagem” da morte para a vida.

OBSERVAÇÃO: No hemisfério norte, a primavera tem início no dia 23 de Março, assim, para os judeus, a páscoa é celebrada no primeiro sábado da lua cheia, a partir deste dia. Para nós, cristãos, é celebrada no primeiro domingo da “lua cheia”, a partir desta data, seguindo a antiga tradição.

sábado, 19 de abril de 2014

PÁSCOA DO SENHOR

Deixemos a liturgia deste tempo litúrgico falar por si mesma...

Na Quinta-feira Santa, iniciamos o tríduo, três dias que formam a celebração solene da Páscoa do Senhor. A Missa da Santa Ceia do Senhor nos traz a memória da Páscoa Judaica (Êxodo 12,1-8. 11-14), a graça da comunhão com Cristo (Salmo 115, “O cálice por nós abençoado é a nossa comunhão com o sangue de Jesus”), a instituição da Eucaristia (1ª Coríntios 11,23-26) e o lava-pés (João 13,1-15). O rito do lava-pés nos recorda que o amor de Deus é muito maior do que nossa limitada compreensão humana, e que a sua grandeza está na fraternidade,  na caridade, que se transformam em oração ao Pai.

“Ó Pai, estamos reunidos para a Santa Ceia, na qual seu Filho único, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja, um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém.” (Oração do dia, na Quinta-feira Santa)

A Sexta-feira Santa é dia de jejum e abstinência, em honra do Senhor. Preparamos todo o nosso ser (corpo e espírito) para celebrar dignamente o mistério pascal, reafirmando o nosso compromisso com o reino de Deus. O servo sofredor (Isaías 52,13-53,12 e Salmo 30, “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito!”) é o Filho obediente à vontade do Pai (Hebreus 4,14-26; 5,7-9 e João 18,1-19-42). Por isso, fazemos também a Oração Universal (na qual rezamos por todos) e o rito de Adoração da cruz (“Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo”).


“Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo destruístes a morte que o primeiro pecado transmitiu a todos. Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho e, assim como trouxemos pela natureza a imagem do homem terreno, possamos trazer pela graça a imagem do homem novo. Por Cristo, nosso Senhor.” (Oração do dia, na Sexta-feira Santa)


O Sábado Santo é o dia da Vigília Pascal. Em comunhão com toda a Criação, celebramos a Ressurreição de Jesus! 
Começamos fora da Igreja, com a Bênção do fogo (e preparação do círio pascal), a Procissão do Círio Pascal para dentro da Igreja e a proclamação da Páscoa (canto “Exulte”), que formam a CELEBRAÇÃO DA LUZ. 
A LITURGIA DA PALAVRA é composta por sete Leituras do Antigo Testamento acompanhadas por sete Salmos (Gênesis 1,1. 26-31 e Salmo 103; Gênesis 22,1-18 e Salmo 15; Êxodo 14,15-15,1 e Êxodo 15; Isaías 54,5-14 e Salmo 29; Isaías 55,1-11 e Isaías 12; Baruc 3,9-15.32-4,4 e Salmo 18B; Ez 36,16-28 e Salmo 41) e sete Orações; em seguida, o Glória solene (hino de louvor) e a Oração do Dia; então, a Epístola (Romanos 6,3-11), a Aclamação ao Evangelho (com o Salmo 117) e o Evangelho (Mateus 28,1-10). 
Na sequência, temos a LITURGIA BATISMAL, com a Ladainha de todos os santos, a Bênção da água batismal (com o mergulho do Círio Pascal), a Renovação das promessas do Batismo e os Batismos. 
E, finalmente, a LITURGIA EUCARÍSTICA (como de costume).


“Ó Deus, derramai em nós o vosso espírito de caridade, para que, saciados pelos sacramentos pascais, permaneçamos unidos no vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.”(Oração depois da comunhão, na Vigília Pascal)



A TODOS UMA FELIZ E SANTA PÁSCOA!