PAUTA DA REUNIÃO
1) Lectio divina (Leitura Orante da Bíblia)
* silêncio, oração, contemplação
* deixar que a Palavra fale ao meu coração
2) Distribuição da Programação 2015
3) Outros
(Atualizado em 18/02/2015)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Animação da Caminhada da Catequese 2014
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Escola de Formação para Leigos
Em 2015, a Escola será oferecida em Módulos Semestrais pela Faculdade Paulo VI. Divulguem e participem!
Onde? (polos em quatro cidades): Itaquaquecetuba, Poá, Suzano e Mogi das Cruzes (locais indicados no 2° cartaz).
Inscrições: já estão abertas, nas Paróquias em que ocorrerá o curso.
Horário: 19h30 às 21h30.
Dia da Semana: conforme o 2° cartaz
Início: 1ª Semana de Fevereiro
Valor Semestral: 6 x R$ 30,00
Feliz Natal!
A todos os amigos e colaboradores, desejamos um Feliz Natal!
Que o menino Jesus, que acolhemos no Natal, ilumine nossa caminhada também em 2015!
Que o menino Jesus, que acolhemos no Natal, ilumine nossa caminhada também em 2015!
domingo, 14 de dezembro de 2014
PROGRAMAÇÃO 2015
* Reduzimos a quantidade de Reuniões diocesanas, para privilegiar o trabalho nas paróquias e comunidades.
* A Escola Diocesana de Catequese será oferecida pela Faculdade Paulo VI, sob o nome de Curso de Teologia para Leigos, um curso modular, em 4 polos (Mogi das Cruzes, Suzano, Poá e Itaquaquecetuba). A cada semestre será oferecido um Módulo diferente. As aulas serão das 19h30 às 21h30, um dia por semana (estamos aguardando o calendário, que será fornecido pela Faculdade).
* A novidade será o Simpósio da Catequese Inclusiva, que contará com assessores especializados no assunto.
* A Jornada de Formação para Catequistas foi mantida, com o cronograma abaixo.
Divulguem e participem!
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Catequética, Aula 7 - A ARTE DE CONDUZIR ORAÇÕES: A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO
(aula ministrada por JOSÉ ROSILDO SANTOS, a partir de material elaborado por NAZIR RAMOS)
A oração é um dos elementos mais importantes no
encontro catequético. O catequista deve sempre ter em mente que é preciso
ensinar os catequizandos a rezar. Uma catequese que não desperte na turma uma
atitude de oração acabará sendo uma mera troca de informações e não criará uma
espiritualidade.
Rezar é conversar com Deus. Quando uma pessoa
tem dificuldade de conversar com Ele, isso pode significar que Deus, para essa
pessoa, ainda é um conceito distante, fora da realidade. Ao contrário, se a
pessoa consegue se expressar livremente, abrindo-se no diálogo com Deus, isso
pode significar que ela interiorizou a presença Dele em sua vida. Deus é, para
essa pessoa, alguém próximo com quem se pode dialogar.
É costume dizer que a melhor maneira de avaliar a
catequese é olhar a vida de oração dos catequizandos. Uma catequese superficial
dificilmente resultaria numa vida de oração profunda.
Portanto, o catequista, além de cuidar da
transmissão dos conteúdos da fé, precisará incentivar a vida de oração,
ensinando a turma a rezar. Dizemos "ensinar", porque oração é algo
que se aprende, com formas e métodos variados. O catequista ensinará a turma a
rezar, conduzindo momentos de oração. Ele próprio precisará rezar com
profundidade. Seu jeito de conversar com Deus será o principal estímulo para a
turma. Além disso, o catequista poderá – e deverá – usar várias metodologias
para conduzir orações.
Métodos
e formas são os diversos jeitos de rezar. É importante variar os momentos de
oração para enriquecê-los e evitar a rotina. Na catequese há inúmeras formas
possíveis. Neste texto, veremos alguns desses métodos, assim como dicas de como
trabalhar com eles para tornar o momento de oração mais rico e criativo.
ORAÇÕES DECORADAS
São aquelas orações tradicionais que a gente deve
saber de cor. Todo católico deve saber rezar o Pai-Nosso, a Ave- Maria e muitas
outras orações. Essas orações são importantes porque vêm de longa tradição na
Igreja, são rezadas em comum nas celebrações, possuem um conteúdo rico e
profundo. Entretanto, não devemos nos limitar a essas formas de oração. O
grande perigo, na catequese, é só rezar Pai-Nosso, Ave-Maria e Vinde
Espírito Santo e não desenvolver outras formas mais expressivas de
conversar com Deus. Outro grande perigo é essas orações se tornarem preces
mecânicas, repetidas com a memória, não com o coração, como se fossem
palavras soltas e sem sentido. Por causa disso, três atitudes são importantes
quando o catequista lida com orações decoradas:
a)
Alternar orações decoradas e espontâneas, variando a forma de rezar;
b)
Ajudar a turma a compreender e ter sempre em mente o sentido dessas
orações;
c)
Lembrar que a linguagem dessas orações nem sempre é acessível à turma, o que
faz supor a necessidade de estudar a oração para depois rezá-la.
ORAÇÕES REPETIDAS
São
orações espontâneas ou escritas que o catequista reza, frase por frase, para
que a turma vá repetindo em conjunto. É uma forma válida, porque leva a pessoa
a dizer e interiorizar coisas importantes dentro do tema do encontro, além de
ser uma forma intermediária entre a oração decorada e a totalmente
espontânea. A oração repetida deveria ser usada mais com grupos que ainda
têm certa dificuldade de rezar de modo espontâneo. Podem ser adultos, jovens ou
crianças. Esse tipo de oração tem certo caráter pedagógico:
enquanto vai repetindo a prece formulada pelo catequista, a pessoa aprende a
formular a sua própria prece. Até em missas ou celebrações com grande número de
pessoas se costuma usar esse método. Vale lembrar, no entanto, algumas
observações a respeito:
a) A oração deve ser feita na linguagem da turma.
b) Quem dirige a oração deverá rezar pausadamente,
falando as preces com clareza;
c) Deve-se esperar que a turma repita a frase
anterior para falar nova frase; do contrário, a turma não entenderia o começo
da frase seguinte;
d) As frases devem ser curtas, senão a turma já as
terá esquecido na hora de responder;
e) as frases devem ter sentido completo, tanto
quanto possível. Se o dirigente parte de uma frase grande em vários pedaços, ao
final ela poderá ter perdido o sentido;
f) Antes de começar a rezar, é preciso concentrar a
turma para que a repetição não seja algo mecânico. Nesse sentido, o gesto ajuda
muito.
MEDITAÇÃO DIRIGIDA
Consiste
em uma oração silenciosa, orientada pelo catequista. O catequista coloca todos
em silêncio e vai dirigindo palavras que ajudarão a refletir e a meditar. O
segredo dessa forma está no talento do catequista em manter o grupo em clima de
meditação e em dizer palavras que possam interiorizar e transformar em sua
própria oração. O silêncio ajuda na concentração. As palavras do catequista
devem evitar a dispersão. De fato, uma oração totalmente silenciosa, se o grupo
não for muito maduro, poderia logo gerar mais distração do que diálogo com
Deus. Vale observar o seguinte:
a) É aconselhável, antes de meditar, combinar um
gesto de recolhimento: fechar os olhos, abaixar a cabeça, sentar-se, colocar a
mão no coração, etc.
b) Só é possível rezar assim se todos realmente
fizerem silêncio. Se houver ruído é melhor nem tentar meditar. Nesse caso, a
oração repetida funcionará muito melhor.
c) O catequista precisa conduzir a oração no
mínimos detalhes, como se estivesse "hipnotizando" o pessoal. Deve
dizer o que fazer, o que pensar, o que sentir. Isso ajudará a criar um clima
favorável.
d) Para ajudar na concentração pode-se cantar
suavemente uma música que ajude a rezar. Ou usar um fundo musical bem suave.
e) Na meditação dirigida, podemos distinguir dois
momentos: primeiro o catequista vai concentrar a turma, colocando-a em clima de
oração. É o que falamos no item anterior. Depois que todos estiverem
concentrados, o catequista vai induzi-los à oração, por meio de palavras que
possam repetir interiormente. Nesse momento, a tendência será sempre repetir as
palavras do catequista. Por isso, será sempre bom usar a primeira pessoa e não
a terceira. Exemplo: "Diga a Jesus: - Jesus, eu preciso de seu amor, eu
quero ser amado pelo Senhor." ( Primeira pessoa); "Diga a Jesus que
você precisa de seu amor, que você quer ser amado por Ele." (Terceira pessoa)
f) Esse oração precisa de uma conclusão. Para
concluir, pode-se cantar uma música, ou fazer uma oração a uma só voz, ou uma
oração repetida etc.
g) Lembramos ainda que nenhuma forma de oração deve
ser prolongada demais. Isso cansaria a turma, gerando inquietação. A arte de
conduzir orações supõe que o catequista perceba o momento certo de encerrar a
oração, antes que o grupo dê sinais de inquietação.
ORAÇÃO ESCRITA
Consiste
em pedir que se escreva a oração que se deseja fazer. É uma forma mais trabalhada.
A vantagem é que permite organizar melhor os pensamentos. É aconselhada quando
se faz necessária uma oração que, além da espontânea e pessoal, seja também
pensada e refletida. Exemplo:
a) Escrever uma avaliação de vida, dizendo para
Deus quais são as maiores dificuldades que se tem enfrentado ultimamente.
b) Escrever uma carta para Deus, contando-lhe como
vai a família.
c) Escrever um compromisso, colocando por escrito o
propósito de seguir Jesus com fidelidade.
A oração escrita pode se tornar um momento profundo
de desabafo com Deus, uma ocasião de se “soltar” com total sinceridade. O papel
aceita tudo, calado. Depois de escrever a oração, é preciso ver o que fazer com
o papel. Se forem escritas coisas pessoais e íntimas, é melhor queimar os papéis
numa vasilha apropriada, enquanto se canta alguma canção. Se o conteúdo escrito
pode ser lido, sem revelar coisas pessoais, cada um pode ler para os demais sua
oração, ou pode-se partilhar a oração em duplas, ou ainda, expor os textos num
cartaz etc. Antes, porém, de escrever, é preciso combinar o que se fará com os
textos para não acontecer que alguém coloque num papel coisas que não deseja
ver publicadas diante de todos. O catequista deverá ter essa sensibilidade.
ORAÇÃO A PARTIR DE
SÍMBOLOS
Também podem-se
usar símbolos para motivar a oração: faixas, cartazes, objetos etc. Isso
permite variar bastante, contanto que os símbolos sejam adaptados à realidade
do grupo e este tenha maturidade para compreender a mensagem dos símbolos.
Exemplos:
a) Escrever em
sulfite, ou outro material que achar pertinente, várias fraquezas humanas e colocá-las sobre o
altar ou a mesa. Pedir que cada pessoa
vá à frente, erga um cartaz e faça uma prece pedindo a Deus força para superar
aquela fraqueza. Em seguida, rasgue-a e a coloque numa vasilha. Cantar algum
refrão ou um mantra. No final, queimar
os papéis rasgados.
b) Colocar vários símbolos (pão, vinho, cruz, água,
veste branca, óleo, vela, flores, espinhos, pedra) sobre o altar ou no chão.
Estando todos em volta, convidar a louvar pelo que os símbolos representam.
c) Convidar cada um a escrever uma prece num
coração e depois ofertar esse coração a Deus, colocando-o sobre o altar;
enquanto se canta uma música apropriada.
A oração,
a partir de símbolos, acaba se tornando um verdadeiro ritual, uma autêntica
celebração. Por isso, é importante. Depende, é claro, de um tempo maior e da
arte do catequista de conduzir todos
à compreensão dos símbolos. O
segredo é usar símbolos que expressem
uma mensagem clara e sejam de fácil compreensão de todos.
SUGESTÃO DE ORAÇÃO PARA FAZER
COM ADULTOS
OBJETIVO: Descobrir o valor da oração e a
necessidade de orar
MATERIAL: Folhas de
papel e lápis para cada participante; Bíblias.
Divida a turma em
grupos. Distribua as leituras e perguntas por grupos diferentes. Dê um tempo
para cada grupo ler, conversar sobre cada parte e responder de preferência
escrevendo um texto. Depois junte todos, ouça as respostas e faça comentários.
Como e por que devemos
orar? Mateus 6, 5 -13.
Como e por que devemos
orar? Marcos 11, 22 – 25.
Como é a pessoa que costuma
orar? Romanos 12, 10 – 21.
Para
que serve a oração e a Palavra de Deus? Efésios 6, 10 – 20.
Respostas para ajudar na
reflexão:
1 - Ao orar a pessoa
assume a existência de um Deus amoroso que está atento para sua realidade e é
Onipresente. A constância desta ação, inculca na mente Sua presença, levando a
pessoa a sentir-se acompanhada. Na oração descobrimos nossa dependência do
Criador, e a necessidade de Sua orientação, proteção, conforto. A prática da
oração impulsiona a pessoa à disciplina da dependência; o que redundará em
conhecimento, obediência, e bênçãos. A oração também possui uma função
terapêutica, pois, leva a pessoa a abrir-se; a colocar para fora aquilo que
incomoda, que amedronta; e que, se guardado, poderia facilmente redundar em
distúrbios emocionais, ou mesmo depressão. Ao se colocar diante do Deus Amor;
criador e sustentador do universo, inclusive de sua própria vida, a pessoa
liberta-se da ansiedade de seu próprio controle.
Leia e medite com todos
Filipenses 4, 4 – 9.
A oração é
importantíssima porque a partir dela o Espírito do Senhor trabalha em nosso
ser, guiando e confortando-nos para uma vida melhor.
Para refletir e rezar:
Mt 6, 7-8; Mc 1-35; Jo 16-20
Lc 5, 16; 6, 12-13; 10,21; 22,40-42; 23,34
Partilhemos nossas descobertas e terminemos com a oração
que está em Mt 6, 9-13.
*O primeiro tema da semana de formação do
Catequese Kids, é sobre a arte de se conduzir orações. Ele foi retirado do
livro "Elementos de Didática na Catequese" da autora Solange
Maria do Carmo, editora Paulus e publicado em http://catequesekids.blogspot.com.br/search/label/Ora%C3%A7%C3%B5es
Anexo: A PIPOCA (Rubem Alves)
Adaptei esse texto de Rubem Alves, que pode ser
usado em uma dinâmica ou celebração usando como símbolo pipoca.
Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca
iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu. A pipoca, milho
mirrado, grãos redondos e duros,
me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões
metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma
paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente
aconteceu. Minhas ideias começaram a estourar como pipoca.
Percebi, então,a relação metafórica entre a
pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura,
de forma inesperada e imprevisível. A pipoca se revelou a mim, então, como
um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas,
as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das
pipocas dentro de uma panela.
Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca
tem sentido religioso? Pois tem. Para os cristãos, religiosos são o pão
e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de
vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...).
Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida
e alegria devem existir juntas.
A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido. Fosse
eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem
aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me
livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os
milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei
como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a ideia de debulhar
as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos
amolecessem e pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com
água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia
ter imaginado. Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da
panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com
eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias
que até as crianças podiam comer.
O estouro das pipocas se transformou, então, de uma
simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos
de todos, especialmente as crianças.
É muito
divertido ver o estouro das pipocas! E a transformação do milho duro em
pipoca macia é um símbolo da grande
transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que
devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que
acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes,
impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos
transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só
acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo
continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com a gente. As grandes
transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo
fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza
assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o
melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos
lança numa situação que nunca imaginamos.
Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder
um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de
dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas
ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o
sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que
a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais
quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura,
fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode
imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo
de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande
transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente
diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que
surge do casulo como borboleta voante.
Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca
poderá representar a morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro
do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de
outro.
O SIGNIFICADO DO ADVENTO E DO NATAL
Aula ministrada pelo Professor Gabriel Frade em 12/11/2014, na Semana Litúrgica
(estamos aguardando o material)
(estamos aguardando o material)
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
CATEQUÉTICA, Aula 6. DISCIPLINA NA CATEQUESE
(Aula ministrada pela Professora NAZIR RAMOS em 05/11/2014)
A questão da disciplina é um desafio no
mundo atual. Já se foi aquele tempo em que as crianças eram dóceis e
obedientes, cheias de motivação para o aprendizado das coisas de Deus. A falta
de motivação talvez seja a principal causa da indisciplina. Isso não se
verifica só na catequese. As escolas enfrentam o mesmo problema e as famílias
também não escapam da questão. Até na convivência social se nota mais
indisciplina e menos respeito. Além da falta de motivação, o que se constata
largamente é a falta de educação. Isto mesmo. A maioria dos psicólogos
concordam em afirmar que as famílias de hoje estão, muitas vezes, com problemas
na educação de suas crianças, que não sabem respeitar, nem obedecer, nem se
comportar publicamente. Uma das preocupações da catequese precisa ser esta:
formar para a convivência sadia. Então, é preciso enfrentar a questão da
indisciplina. É um tema extremamente difícil.
Focos de problemas disciplinares na catequese
A indisciplina é um fenômeno generalizado, em todas
as turmas e idades. Não é fácil resumir suas causas. Mas podemos apontar alguns
focos, ou seja, situações ou realidades que ajudam a provocar a indisciplina.
A falta de
motivação da turma: Talvez seja o maior problema. A criança vai para a catequese sem
estar motivada para isso. As famílias não respiram mais aquele ar sagrado que
motivaria a busca do conhecimento das coisas de Deus. As crianças não
compreendem como e por que a catequese pode ser importante. Para que rezar?
Para que cantar? Para que ler a Bíblia? Não fica claro. Então a criança se
dispersa e começa a fazer bagunça. Para enfrentar isso, o catequista precisa,
antes de mais nada, ser capaz de motivar a turma. Não existem regras mágicas
para isso. Na convivência com a turma, o catequista tentará ir descobrindo como
fazer esta motivação. No entanto, vale lembrar alguns cuidados sem os quais não
se faz motivação: simpatia do catequista, exposição inteligente e clara dos
assuntos, segurança quanto à vocação de catequista, interesse por cada criança.
Além disso, o catequista pode usar a criatividade, fazendo promoções,
festinhas, passeios, etc.
O encontro mal
dado: É outra
questão que dificulta o entusiasmo da turma e provoca indisciplina. O
catequista não precisa ser um pedagogo nato, mas precisa aperfeiçoar sua metodologia
catequética. Estudar bem os assuntos, tirar suas dúvidas, treinar as músicas,
ensaiar as leituras, compreender bem as atividades. Além disso, saber mostrar o
por que e para que de cada coisa que se faz, saber chamar a atenção para a
importância dos assuntos, saber fazer a ligação dos temas com a vida das
crianças, fazer tudo com capricho e bom gosto. Quando o encontro é bem dado, a
turma já se sente mais motivada. Às vezes, o catequista domina o conteúdo, mas
não sabe transmiti-lo. A comunicação é a chave principal do encontro de
catequese.
O jeito do
catequista: É outra questão essencial. Cada catequista tem seu jeito. Isso é óbvio.
Mas há questões que podem ser melhoradas. O catequista precisa mostrar
segurança e simpatia; mas não pode ser meloso, nem violento. Deve ter voz
forte; sem gritar o tempo todo. Se surgir algum problema, deve saber tomar
decisões; sem perder o bom humor e sem se sentir culpado. Deve também estar
atento para perceber tudo o que acontece na turma. Se surgir algum problema, interromper
o encontro até que tudo seja resolvido. O catequista que continua falando no
meio da algazarra acaba passando por palhaço diante da turma. Isso faz com que
a turma perca o respeito. Outra coisa importante: tratar a todos de forma
igualitária e ser sobretudo atencioso e amigo, sem deixar de ser firme.
O ambiente
dispersivo: O ambiente
circular e aconchegante ajuda na concentração e na comunicação. Ambientes muito
grandes para turmas pequenas ou vice-versa, não são favoráveis. Ambientes muito
próximos de barulhos também atrapalham a concentração. Tudo o que puder fazer
para melhorar o ambiente ajudará na disciplina.
Idades
misturadas: Outra coisa que não deve acontecer. Se houver na mesma turma crianças
com idades muito diferentes, dificilmente o catequista conseguirá manter a
disciplina. Por isso, as turmas já devem ser divididas de acordo com as idades
das crianças.
Tipos mais comuns de indisciplina
É certo que,
na hora de analisar a questão disciplinar, cada caso é um caso. Pessoas e
circunstâncias são diferentes. Mas podemos enfocar alguns tipos mais comuns, só
para ajudar a compreendê-los e a lidar com eles. Geralmente, a criança
indisciplinada apresenta várias destas características ao mesmo tempo.
O
problemático: É a criança que apresenta indisciplina
por estar passando por problemas. Normalmente, os problemas vêm da família. é
preciso ter em vista, no entanto que nem todas as crianças indisciplinadas são
simplesmente problemáticas. Mas a criança pode estar atravessando uma fase
difícil na vida: problemas familiares, problemas na escola, divergências
com os amigos, problema de saúde, tudo isso pode diminuir o interesse e a
concentração do catequizando. O problemático é meio imprevisível: às
vezes torna-se agressivo e violento; outras vezes, faz greve de silêncio;
outra, resolve ser do contra. Quando todos se sentam, ele fica de pé; quando
todos se levantam, ele se senta. Portanto, para saber se a criança é
indisciplinada por causa de problemas, o catequista precisa conhecê-la bem. Aí
está o primeiro desafio. Importante também é saber que, mesmo estando com
problemas, a criança precisa saber se comportar. Então, o catequista não
permitirá um comportamento que prejudique o encontro. O mais aconselhável é que
o catequista tenha uma conversa simpática e amigável em particular com esta
criança, num momento favorável.
O mal
-educado: É fácil perceber quando a criança é
sem educação mesmo. Como já diz o ditado "vem do berço". O
mal-educado não sabe respeitar nada, nem ninguém. Interrompe quando não deve,
age com grosseria. Nesse caso, é preciso mostrar energia. Repreenda-o com
firmeza, mas com educação. Ao conversar em particular, seja firme e não dê
tréguas. E, mesmo diante da turma, não tenha medo de chamar sua atenção. Quando
o problema for falta de educação, não ignore. É preciso "pegar no pé"
desse catequizando, sem se tornar excessivamente implicante.
O violento: É um
tipo agressivo que mexe com todos e só pensa em brigar e mostrar força. Não só
provoca dentro do encontro, mas depois também. O violento é uma pessoa que não
sabe lidar com seu temperamento explosivo. Às vezes, é também problemático e
sem educação. O problema maior é que uma criança violenta acaba provocando mais
violência, despertando agressividade nos outros e oprimindo aos que são mais
recatados. O catequista precisa intervir logo. Não deixe haver brigas dentro do
encontro em hipótese alguma. Chame a atenção energicamente e com voz forte.
O
catequizando violento e agressivo precisa saber que, durante o encontro
catequético o catequista é o responsável pelo desenvolvimento do mesmo e tem
autoridade. Então, exerça sua autoridade no melhor estilo.
O
engraçadinho: É o palhacinho da turma. Faz
todos rirem na hora mais inadequada. Basta um olhar dele ou uma careta para a
turma achar graça, vira o centro das atenções e ganha destaque. Usa suas
artimanhas para conquistar seu espaço e colher a atenção da turma. Se parar de
fazer gracinhas, perderá sua extrema simpatia. O que fazer? Se forem
brincadeiras inocentes, encontre uma forma de conviver com ele. Tente
estabelecer momentos de fazer graça e momentos de ficar sério. Não o repreenda
duramente em público, pois a turma o incentivaria a continuar só para provocar
você. Não é bom que o catequista seja rabugento nesse caso. Ao contrário, a
solução é ser bem-humorado. Às vezes, você pode até rir também. Com isso, você
conquista a simpatia do "engraçadinho". E lembre-se: ele só vai
respeitá-lo se aprender a admirá-lo. Ele pode se tornar seu aliado ou seu
inimigo. Vai depender de seu jogo de cintura. Se as brincadeiras estão
ultrapassando certos limites, tenha uma conversa em particular. Nessa conversa,
brinque e seja amável. Mostre que é bom que ele seja simpático, mas que é
preciso ter cuidado para não passar dos limites. Mostre claramente quais são estes
limites e tente chegar a um acordo com ele. Se depois, ele esquecer de cumprir
o acordo, chame sua atenção com o olhar, ou de forma bem-humorada. De
preferência, ao chamar sua atenção, seja mais engraçado do que ele. Outra
coisa: Veja como a turma reage ao "engraçadinho". Se suas
brincadeiras já começaram a incomodar, então é hora de dosar seu estilo. Mas
nunca perca a simpatia da turma por causa do "engraçadinho".
"O
avacalhador": É um "engraçadinho"
desajeitado. Quer ser simpático e acaba avacalhando tudo. Vai brincar e acaba
causando grande confusão. Tolere simpatia, mas não aceite
"avacalhação". Se for preciso, chame a atenção com certa energia, mas
nunca com a mesma energia com que você se dirigiria ao violento. Se ele é
simpático diante da turma, tome cuidado. Às vezes, para controlar suas
trapalhadas, você acaba perdendo a simpatia da turma. Isso não vale a pena.
Seja firme, mas simpático. Conquiste sua amizade, faça-o admirar você. Tente
descobrir, mas sem perguntar a ele diretamente, o porquê de suas
"avacalhações". Conhecendo suas razões, será possível compreendê-lo
melhor.
"O
mal-intencionado": É um tipo que se aproveita das
situações para aprontar. Gosta de esconder suas "macaquices", põe a
culpa nos outros. Fique atento: não deixe que ele enrole você. Veja tudo. Se
for possível, coloque-o em um lugar onde possa ser visto. Ele difere do
avacalhador por gostar de se esconder. Às vezes, tem atitudes bastante
inconvenientes. Ao dar as mãos, belisca o colega. Quando vai dar abraço da paz,
joga o outro no chão. Retira a cadeira para o outro cair no chão, enfia o dedo
no olho do companheiro, passa as mãos nas pernas das meninas. É, enfim, um
brincalhão que incomoda toda a turma com suas brincadeiras de mau gosto. E a
turma, a o invés de prestar atenção no catequista, ficará de olho no
mal-intencionado, para evitar cair em seus golpes. É preciso ter tino para
controlar esse tipo.Se ele for simpático à turma, é preciso competir com sua
simpatia evitando mau-humor. Converse com ele em particular e ajude-o a ser
engraçado sem incomodar. Mas não o impeça de ser engraçado e simpático, porque
é isso que ele quer e não consegue. Não deixe que ele forme turminhas dentro da
turma. Ele terá uma enorme tendência a isso, pois não podendo agradar a todos,
tentará arrebanhar alguns adeptos. E os colegas aceitarão ser amigos dele
para ficar livres de suas brincadeiras de mau gosto. Desmanche as turminhas,
isole o líder. Coloque-o perto de você. Quando for rezar em dupla, reze com
ele; quando for dar as mãos, dê as mãos a ele. E fique de olho o tempo todo.
"O mal-humorado": É outro tipo difícil. É fechado, calado e
azedo. Normalmente é antipatizado pela turma, costuma ter poucos amigos.Dá
meias respostas com extrema má vontade. Pode se tornar aborrecido
e agressivo. Não gosta de cantar, de rezar, de ouvir, nem de participar de
nada. Odeia fazer gestos e atividades. Às vezes, é do contra: fica sentado
quando deveria estar de pé, fica de pé quando deveria estar sentado. É difícil
abordar esse tipo. Diante da turma, costuma ser melhor tratá-lo com
indiferença, dar um "gelo". Em particular, é preciso tentar
conhecê-lo para conquistar pelo menos um pouco de sua confiança. Pode ser uma
pessoa que vive chateada e entediada, passando por problemas, e pode estar indo
à catequese por mera obrigação. Se suas atitudes azedas estiverem causando um
clima ruim na turma, chame a atenção em particular. Com muita simpatia tente
convencê-lo de que assim não dá. Se for problemático, tente ajudar. Se você
conquistar sua simpatia terá ganhado a batalha.
PROCEDIMENTOS MAIS
COMUNS DIANTE DA INDISCIPLINA
1. Melhorar o domínio do encontro. Prepare bem o
encontro, mostre segurança, Não perca o bom humor, nem entre em pânico. 2. Manter postura enérgica: Não
permita algazarra. Use voz firme e chame atenção sempre que for necessário. Não
chame atenção em nome de Jesus, mas sim no seu. 3. Agir com indiferença. Colocar no gelo, mas isso só em alguns
casos. Quando uma criança está atrapalhando a turma, não é o caso de agir com
indiferença. 4. Conversa em particular
cobrando responsabilidade da criança. 5.
Separar as crianças, se for o caso, mudar de turma. 6. Conversar com o padre. 7.
Conversar com os pais.
Fonte: Agenda Diocesana de Catequese-2010/ Diocese de
Divinópolis-MG, publicado em: http://tiapaulalimeira.blogspot.com.br/2012/01/disciplina-na-catequese.html
"O mais importante na catequese é que a nossa catequese leve a Jesus Cristo, que junto com o Pai e o Espírito Santo, fazem a obra da vida acontecer." Rossana
REUNIÃO DIOCESANA DE OUTUBRO (25/10/2014)
25/10/2014, Reunião mensal de representantes
paroquiais de catequese, feita numa sala de aula no andar térreo.
O padre Thiago fez a ACOLHIDA de todos os
presentes, perguntando o nome e a paróquia de cada um. Em seguida, conduziu a ORAÇÃO
INICIAL, fazendo memória a São Frei Galvão
e a partilha do evangelho (Mateus 22,34-40). Deus nos chama à partilha,
à ação junto ao irmão (próximo), o que leva ao amadurecimento na fé. Nossa FÉ é
alicerçada na Igreja. A fé contém um aspecto subjetivo, pessoal = dom que Deus
dá a cada um, e um aspecto objetivo = conteúdo. Precisamos considerar os dois
aspectos para que haja “entendimento” e possamos “testemunhar” o que
acreditamos em gestos concretos.
O TEMA da formação foi “Espiritualidade do
catequista”, baseado no livro “Discípulos catequistas” (Pe. Vicente Frisullo,
Paulinas). O termo “espiritualidade” nos remete à condição espiritual (alma,
coração) e à vida no Espírito (cf. Rm 8,1-17). A Catequese pode ser entendida
como vida espiritual que se partilha, que se doa, mesmo que incompleta (a
caminho). A Catequese tem o momento da preparação, do “encontro” propriamente
dito e da oração; é um processo que se alimenta continuamente porque se
constrói na caminhada e que ocorre na oração. No Batismo, é aberto o caminho
para o céu; recebemos uma marca que não se apaga, porque é inscrita em nosso
coração; somos configurados a Cristo nas atitudes e no empenho diário. A
espiritualidade cristã contempla a “humildade” = imagem (não é a mesma coisa,
não tem a mesma natureza, é parecido) e semelhança de Deus (dependência amorosa
Dele, “sem mim, nada podeis fazer”); e a “confiança” = lançar-se, abandono
(como a criança que confia na avó e chora, sente-se abandonada, se ela não
estiver mais quando a criança voltar); “A minh’alma tem sede de vós, como terra
sedenta e sem água!”, cf. Salmo 42 (41). Dimensões da espiritualidade:
“cristocêntrica” = trinitária (= comunidade de amor), “sacramental” =
eucaristia e reconciliação (= cultivo espiritual), “oração”, “bíblica”, “eclesial”,
“mariana” e “solidária”.
Encerrado o tema, fizemos a PARTILHA das experiências
sobre a passagem da Bíblia peregrina nas paróquias: na N. Sra. Carmo (Itaquá), fizeram
gincana; na Santos Apóstolos (Itaquá), cada comunidade trouxe uma Bíblia para
ser enviada; na Santa Isabel (S. Isabel), a Bíblia fez peregrinação,
acompanhando a imagem de S. Isabel nas comunidades, passando também pelas
pastorais, uma procissão como Ato Penitencial (e com slides para reflexão); na
Bom Jesus e na N. Sra. Aparecida (Arujá), trouxeram as fotos dos eventos da
Bíblia peregrina; etc.
O padre Thiago fez a ACOLHIDA de todos os
presentes, perguntando o nome e a paróquia de cada um. Em seguida, conduziu a ORAÇÃO
INICIAL, fazendo memória a São Frei Galvão
e a partilha do evangelho (Mateus 22,34-40). Deus nos chama à partilha,
à ação junto ao irmão (próximo), o que leva ao amadurecimento na fé. Nossa FÉ é
alicerçada na Igreja. A fé contém um aspecto subjetivo, pessoal = dom que Deus
dá a cada um, e um aspecto objetivo = conteúdo. Precisamos considerar os dois
aspectos para que haja “entendimento” e possamos “testemunhar” o que
acreditamos em gestos concretos.
O TEMA da formação foi “Espiritualidade do
catequista”, baseado no livro “Discípulos catequistas” (Pe. Vicente Frisullo,
Paulinas). O termo “espiritualidade” nos remete à condição espiritual (alma,
coração) e à vida no Espírito (cf. Rm 8,1-17). A Catequese pode ser entendida
como vida espiritual que se partilha, que se doa, mesmo que incompleta (a
caminho). A Catequese tem o momento da preparação, do “encontro” propriamente
dito e da oração; é um processo que se alimenta continuamente porque se
constrói na caminhada e que ocorre na oração. No Batismo, é aberto o caminho
para o céu; recebemos uma marca que não se apaga, porque é inscrita em nosso
coração; somos configurados a Cristo nas atitudes e no empenho diário. A
espiritualidade cristã contempla a “humildade” = imagem (não é a mesma coisa,
não tem a mesma natureza, é parecido) e semelhança de Deus (dependência amorosa
Dele, “sem mim, nada podeis fazer”); e a “confiança” = lançar-se, abandono
(como a criança que confia na avó e chora, sente-se abandonada, se ela não
estiver mais quando a criança voltar); “A minh’alma tem sede de vós, como terra
sedenta e sem água!”, cf. Salmo 42 (41). Dimensões da espiritualidade:
“cristocêntrica” = trinitária (= comunidade de amor), “sacramental” =
eucaristia e reconciliação (= cultivo espiritual), “oração”, “bíblica”, “eclesial”,
“mariana” e “solidária”.
Encerrado o tema, fizemos a PARTILHA das experiências
sobre a passagem da Bíblia peregrina nas paróquias: na N. Sra. Carmo (Itaquá), fizeram
gincana; na Santos Apóstolos (Itaquá), cada comunidade trouxe uma Bíblia para
ser enviada; na Santa Isabel (S. Isabel), a Bíblia fez peregrinação,
acompanhando a imagem de S. Isabel nas comunidades, passando também pelas
pastorais, uma procissão como Ato Penitencial (e com slides para reflexão); na
Bom Jesus e na N. Sra. Aparecida (Arujá), trouxeram as fotos dos eventos da
Bíblia peregrina; etc.
Encerrada a partilha, encerramos a reunião com uma
Oração e com o lanche.
SEMANA TEOLÓGICA
A teologia Latino-americana, encarnada na história do povo*
Prof. Ms. Maria Angélica
Moreira
·
Teologias europeias: Teoria Dialética e
Teoria da Práxis;
·
Concílio de Trento: dogmático;
·
Concílio Vaticano II: pastoral.
Eventos que preparam o Concílio Vaticano II:
·
Crescimento da importância dos leigos na vida da
Igreja;
·
Novo florescimento pastoral (experiências novas,
diante da realidade urbana);
·
Movimento catequético: perspectiva bíblica,
litúrgica e missionária;
·
Movimento bíblico: exegeta católico.
Precedentes sócio-econômico-políticos na América Latina
·
Consolidação do processo industrial;
·
Aumento da diferença entre ricos e pobres
(aumento dos pobres);
·
Teoria da dependência (sociólogos): América
Latina num processo de subdesenvolvimento à há interesse em manter a dependência (Medelin,
pobreza 1-2: pede aos pastores a libertação).
Precedentes eclesiais
·
Ação católica chega ao Brasil (1935):
recristianizar através dos leigos;
·
Ação católica especializada (1945):
ver-julgar-agir-celebrar (Pe. José Cardim) e movimentos sociais = JAC
(Juventude Agraria Católica), JEC (Juventude Estudantil Católica), JIC
(Juventude Independente Católica), JOC (Juventude Operária Católica) e JUC
(Juventude Universitária Católica);
·
Movimento de Natal (Dom Eugenio Sales): escolas
radiofônicas;
·
Bispos começam a se envolver com as questões
sociais: estudam fora do país e voltam com vontade de pensar.
·
Concílio Vaticano II (1962-1965): Aggiornamento
= atualização da Igreja e diálogo com o mundo moderno
·
Mendelin: adaptar o Vaticano II à realidade do
povo marcada por relações de injustiça;
·
Pacto das catacumbas (Domitila, 39 bispos):
pobres no centro do ministério pastoral.
(incompleto)
OBS:* Anotações minhas sobre a palestra do dia 22/10/2014, na Semana Teológica da Faculdade Paulo VI. Rossana
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