segunda-feira, 14 de julho de 2014

REUNIÃO DIOCESANA DE JUNHO

Anotações referentes à Reunião diocesana ocorrida em vinte e um de junho de dois mil e catorze.
EM JULHO E AGOSTO NÃO HAVERÁ REUNIÃO DIOCESANA: NOSSO PRÓXIMO ENCONTRO SERÁ NO SÁBADO 30/8, NA MISSA DO DIA DO CATEQUISTA. PARTICIPE!

domingo, 22 de junho de 2014

LITURGIA - Aula 6. MODELO CATECUMENAL DE CATEQUESE

(aula ministrada pelo diácono Arthur no dia 11/06/2014)
6.1. CATECUMENATO
Processo em etapas para a Iniciação Cristã.
·        Inspiração atual: processo iniciático utilizado na Igreja de Roma no século II – fonte principal: Tradição Cristã de Santo Hipólito de Roma;
·        Pensa-se que este processo gradual tenha sido utilizado até meados do século IV e V quando o batismo dos adultos tornou-se menos frequente.

RESTAURAÇÃO DO CATECUMENATO
·        Missões na África
·        Sacrossanctum Concilium (SC 64): “Restaure-se o catecumenato dos adultos, com vários graus, a praticar segundo o critério do Ordinário do lugar, de modo que se possa dar a conveniente instrução a que se destina o catecumenato e santificar este tempo por meio de ritos sagrados que se hão-de celebrar em ocasiões sucessivas.”
·        Christus Dominus (CD 14): “Esforcem-se também por estabelecer ou organizar melhor a formação dos catecúmenos adultos.”

RICA (Ritual de Iniciação Cristã dos Adultos): 3 etapas ou passos (ritos litúrgicos)
·        Após conversão inicial e desejo de tornar-se cristão: ENTRADA NO CATECUMENATO
·  Após catequeses e prestes a terminar o catecumenato, inicia preparação espiritual imediata: PURIFICAÇÃO
·        Concluída a preparação espiritual: Vigília Pascal e/ou celebração dos sacramentos.

ETAPAS TERMINAM OU INICIAM TEMPOS
·        Pré-catecumenato: evangelização, período de conversão inicial;
·        Catecumenato: catequeses (Creio, Pai-Nosso,...)
·        Purificação Iluminação (Quaresma ou período que antecede celebração dos Sacramentos)
·        Mistagogia: catequeses pós-batismais (Sacramentos, Liturgia...)

OUTROS CAPÍTULOS DO RICA
2º Capítulo: rito simplificado para a Iniciação de adultos
3º Capítulo: rito abreviado de Iniciação de adultos em perigo de morte
4º Capítulo: preparação para a Confirmação de adultos batizados na infância
5º Capítulo: rito de Iniciação de criança em idade de catequese
6º Capítulo: textos diversos na Iniciação cristã de adulto

6.2 MODELO CATECUMENAL DA CATEQUESE
“as condições do mundo atual tornam cada vez mais urgente o ensino catequético sob forma de um catecumenato para numerosos jovens e adultos que, tocados pela graça, descobrem pouco a pouco o rosto de Cristo e experimentam a necessidade de a Ele se entregar” (Evangelii Nuntiandi, EN 44).

SÍNODO DOS BISPOS SOBRE A CATEQUESE (1977):
·        o modelo de catequese é o Catecumenato batismal que leva o adulto convertido a professar sua fé;
·        devem ser suscitados vários método de Iniciação cristã para os batizados que não foram evangelizados;

CATECHESI TRADENDAE (1979): o Papa João Paulo II publica esta exortação apostólica a partir das conclusões do Sínodo de 1977:
·        a catequese com adultos é a principal forma de catequese;
·        leva em conta mais o catecumenato pós-batismal que pré-batismal.

DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE (2005): fala de Catequese inspirada no processo catecumenal (54-50).

DOCUMENTO DE APARECIDA (2007): fala da catequese como Iniciação cristã no Capítulo VI, nos itens 3º e 4º.

CARACTERÍSTICAS DO MODELO CATECUMENAL:
·        Sociedade descristianizada
·        Cristão torna-se, não se nasce! (Tertuliano)
·        Itinerário multiforme, complexo e longo
·        Avaliar a seriedade dos candidatos
·        Não batizar indiscriminadamente
·        Acento sobre a adesão de fé a Cristo.

OUTROS MODELOS
MODELO MEDIEVAL (sec. VI-XVI)
·        Societas Christiana: ser cristão = ser cidadão = ser pessoa civil
·        Cristão nasce, não precisa tornar-se
·        Batismo de crianças muitíssimo mais frequente
·        Catequese depois do batismo
·        Separação dos sacramentos da Iniciação

MODELO TRIDENTINO (Concílio de Trento, 1545-1563)
·        Cristão nasce, não precisa tornar-se, mas precisa conhecer a fé
·        Instrução religiosa

·        Não há preocupação de fazer nascer a fé (isso se aprendia na família, escola...), mas em vivê-la plenamente através da instrução e refutar os erros protestantes.

ANEXO:  Oração das Vésperas (São Barnabé)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

BÍBLIA. Aula 5 - O EVANGELHO DE JOÃO

(aula do dia 04/06/2014, ministrada pelo diácono Ubirajara)
1º MOMENTO: Em grupo. Perguntas comuns a todos os grupos:
a) Qual é o sinal? b) Onde ocorre? Em que momento? c) Quais são os símbolos presentes neste sinal?
1) João 2,1-12. Qual é o papel de Maria nas Bodas de Caná da Galileia?
2) João 4,46-54. Por que Jesus não fez o sinal diretamente, indo à casa do funcionário do rei?
3) João 5,1-18. Quem é o paralítico hoje?
4) João 6,1-13: O que Jesus nos ensina com este sinal?
5) João 6,16-21. O que Jesus nos ensina neste relato?
6) João 9,1-7. Quem é o cego no dia de hoje?
7) João 11,38-44. O que Jesus nos ensina neste acontecimento?

2º MOMENTO:
O Evangelho de João é diferente dos três primeiros. Em João, encontramos sete sinais, que estão diretamente relacionados com a pessoa de Jesus. Os sinais são: 1- o vinho em Caná; 2-o filho do funcionário real; 3- o paralítico junto à piscina; 4- os pães na beira do lago; 5- o caminhar sobre o lago; 6- a cura de um cego; 7- a ressurreição de Lázaro.
O prólogo de João (Jo 1,1-18) lembra a introdução do Gênesis (Gn 1,1-31; 2,1-4a). No começo, antes da Criação, o Filho já existia em Deus, como expressão de Deus, voltado para o Pai. O Filho é a imagem do Pai e o Pai se vê totalmente no Filho, ambos num eterno diálogo de amor e mútua comunicação. É o mesmo princípio desde o início. O chamado de André (Jo 1,35-40) é o sexto dia, dia da criação do homem e da mulher.
1º Sinal: Bodas de Caná (Jo 2,1-12)O casamento é um evento que agrega muitas pessoas. É o primeiro sinal, que encabeça todos os outros sinais. Pelo sinal, os discípulos creem em Jesus. No casamento, Maria é uma convidada importante; com autoridade, translada os criados ao serviço de Jesus. No casamento messiânico (Cristo e Igreja), ela é a mãe do noivo. A mudança da água em vinho é a passagem da velha à nova aliança.
2º Sinal: Cura do funcionário do rei (Jo 4,43-54). Jesus não desce com o funcionário, mas diz: “Vai, teu filho vive!” (Jo 4,50). Jesus é Palavra de Vida (Jo 1,4).
3º Sinal: Cura do paralítico (Jo 5,1-18). O doente é um paralítico ou aleijado jônico. Não pode tomar iniciativa, ninguém o ajuda. Jesus toma a iniciativa e manda que o paralítico ande. Curar é parte de sua missão.
4º Sinal: Multiplicação dos pães (Jo 6,1-15). Jesus, o Pão da vida: prova o alimento cotidiano e se dá como alimento para a vida eterna = Eucaristia é partilha (retomado nos versículos 35ss).
5º Sinal: Jesus caminha sobre as águas (Jo 6,16-21). Pode-se chamar este relato de epifania ou cristofania, porque neles se manifesta sensivelmente a divindade poderosa: “Não temas, sou eu!”.
6º Sinal: O cego de nascença (Jo 9,1-41). Formula-se num jogo de paradoxos. Jesus vem dar vista aos que não veem e querem ver em profundidade e deixar cegos os que vendo não querem ver (Jo 9,39-41). Neste sinal, Jesus se revela como Luz do mundo. Dar a vista é iluminar, o cego passará da noite para o dia (9,4-5). Aquele que vem enviado para o céu e para a terra e com ela. Água lava e ilumina (Batismo). O cego curado começa a ser uma peça que incomoda, não manipulável e reconhece verdadeiramente Jesus como Senhor e não os poderosos manipuladores.
7º Sinal: a ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-57). Jesus é a ressurreição e a vida. O grito de Jesus é soberano. Como uma vocação pessoal, como chamado à vida, como palavra criadora: que dá vida aos mortos e chama a existência o que não existe. Desatar Lázaro é como que romper com a morte.

BÍBLIA. Aula 4. OS EVANGELHOS

(aula ministrada em 07/05/2014 pelo diácono Ubirajara)

O Novo Testamento (NT) é uma coleção de escritos de numerosas fontes e se concentra, na maioria das vezes, num único evento histórico: a concessão de uma “nova aliança”.
O cânon do Novo Testamento começa com quatro documentos que levam o nome de seus supostos autores: Mateus (Mt), Marcos (Mc), Lucas (Lc) e João (Jo). Parecem ter sido a primeira parte do NT a tornar-se canônica, pouco antes do final do século II d.C.
Quem eram esses autores – “Mateus”, “Marcos”, “Lucas” e João”? Ninguém sabe. Esses nomes eram comuns na época. Nenhum deles traz menção ao nome do autor. É bem mais produtivo perguntar: para quê foram escritos? A concepção de cada autor era, sem dúvida, compartilhada no círculo em que ele vivia e prestava culto.
O primeiro evangelho a ser escrito foi Marcos, cerca de 70 d.C. Depois de Marcos, vieram Lucas e Mateus, em alguma data entre 80 e 90 d.C. João foi escrito perto de 100 d.C.

OS EVANGELHOS SINÓTICOS
Os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) vinculam-se uns com os outros e com suas fontes de maneiras diversas. São chamados sinóticos porque possuem uma certa semelhança. João, porém, é um estilo único.
MARCOS: Aparentemente, era um cristão gentio que escrevia para outros cristãos gentios, numa época em que o distúrbio presente, em especial, era a guerra judaica de 66-70 d.C. Começa com um anúncio vigoroso e direto de Jesus Cristo como Filho de Deus. Marcos dirige a narrativa rapidamente para a crucificação porque para ele esse era o evento que dava sentido a todos os outros: Jesus nasceu para ser crucificado. Na versão de Marcos, Jesus passa pelo mundo sem ser percebido, a não ser pelas forças demoníacas. Seus discípulos não compreendem melhor do que os outros a sua natureza. Quando, no final, Jesus responde “Eu sou”, Marcos é o único evangelho qua registra essa resposta como uma afirmativa inequívoca Mc 14,61-62.
LUCAS. Lucas foi um cristão gentio de boa educação e de perspectiva cosmopolita, bem familiarizado com a “septuaginta”.
Lucas destaca a misericórdia do Pai (ovelha perdida, moeda perdida, filho pródigo) e um interesse especial pelas mulheres. Em sua história, elas tem muito mais proeminência e sempre sao apresentadas com simpatia e de modo verssímil.
MATEUS. O Jesus que Mateus apresenta é um profeta-mestre judeu, cuja autoridade peculiar vem tanto de ele ser Filho de Deus, como descendente direto de Davi, reunindo assim em sua pessoa todas as profecias messiânicas das Escrituras.
O evangelho de Mateus é dirigido aos leitores que tinham que estar, de tal modo come ele, convencido da autoridade do Antigo Testamento. O discurso principal do evangelho de Mateus é o Reino de Deus. Dividido em cinco partes, Mateus apresenta os sinais e etapas desse Reino.

BIBLIOGRAFIA:

A Bíblia como literatura, ed. Loyola.

domingo, 1 de junho de 2014

EVANGELII GAUDIUM - Comentário de Dom Vilson

Temas comentados sobre o Cap. II da Exortação Apostólica “Evangellii Gaudium”

A CRISE DO COMPROMISSO COMUNITÁRIO
Para se entender “a crise do compromisso comunitário” é preciso analisar alguns aspectos de nosso tempo...
1. DIMENSÃO ECONÔMICA
2. DIMENSÃO SOCIAL
3. DIMENSÃO RELIGIOSA

São muitas qualidades que uma pessoa tem de ter para ser catequista. A seguir elenco algumas dessas características:
1.    Pessoa que fez uma experiência de Deus, encontrou e continua encontrando-o nos irmãos e nos acontecimentos da História
2.    Pessoa de fé
3.    Pessoa que busca um equilíbrio psíquico-espiritual [...]

II.    AS    TENTAÇÕES QUE OS CATEQUISTAS PRECISAM EVITAR:
São muitas as tentações dos catequistas hoje. A seguir vou apresentar 7 tentações, não porque sejam as mais importantes, mas porque para um processo de superação deve-se começar aos poucos. Se dermos conta de 7, depois veremos outras 7 e assim por diante.
1.    Individualismo da fé.
2.    Não ao desânimo egoísta
3.    Não ao pessimismo estéril
4.    Não ao isolamento
5.    Não ao mundanismo espiritual
6.    Não à guerra entre nós
7.    Não ao clericalismo
... Que esta mensagem é para todos, de todos os lugares e culturas. Por causa do Reino nós deixamos nossas casas, nossas famílias, nosso conforto; por causa do Reino nós estudamos, nos preparamos e rezamos em comunidade; por causa do Reino suportamos chuva, frio e sol, humilhações e perseguições. Por causa do Reino nós encontramos alegria em meio as tristezas, força diante do medo, luz nas trevas. Tudo por causa do Reino prometido por Jesus. Não esmorecemos, nem desistimos. Porque sabemos que Deus está conosco, caminha conosco, nos encoraja e anima. Com Ele somos corajosos, capazes de vencer todo individualismo e tentações.
“Os desafios existem para ser superados. Sejamos realistas, mas sem perder a alegria, a audácia e a dedicação cheia de esperança. Não deixemos que nos roubem a força missionária!“ (EG 109).
+ Dom Vilson Dias de Oliveira, DC

Bispo Diocesano de Limeira
Leia na íntegra em:
http://www.cnbbsul1.org.br/reflexoes-sobre-o-capitulo-ii-da-exortacao-apostolica-evangelii-gaudium/

quarta-feira, 28 de maio de 2014

LITURGIA - Aula 5: O CICLO DOS TRÊS ANOS E O MODELO CATECUMENAL DA CATEQUESE

(aula do dia 28/05/2014*, ministrada pelo diácono Arthur)

5.1. LITURGIA DA PALAVRA
SC 24 (Sacrossanctum Concilium). É enorme a importância da Sagrada Escritura na celebração da Liturgia. Porque é a ela que se vão buscar as leituras que se explicam na homilia e os salmos para cantar; com o seu espírito e da sua inspiração nasceram as preces, as orações e os hinos litúrgicos; dela tiram a sua capacidade de significação as ações e os sinais. Para promover a reforma, o progresso e adaptação da sagrada Liturgia, é necessário, por conseguinte, desenvolver aquele amor suave e vivo da Sagrada Escritura de que dá testemunho a venerável tradição dos ritos tanto orientais como ocidentais.
__. 51. Prepare-se para os fiéis, com maior abundância, a mesa da Palavra de Deus: abram-se mais largamente os tesouros da Bíblia, de modo que, dentro de um período de tempo estabelecido, sejam lidas ao povo as partes mais importantes da Sagrada Escritura.
DV 21 (Dei Verbum). A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo.
VD 53 (Verbum Domini). De fato, na relação entre Palavra e gesto sacramental, mostra-se de forma litúrgica o agir próprio de Deus na história, por meio do carácter performativo da Palavra. Com efeito, na história da salvação, não há separação entre o que Deus diz e faz; a sua própria Palavra apresenta-se como viva e eficaz (cf. Hb 4, 12), como aliás indica o significado do termo hebraico dabar. Do mesmo modo, na ação litúrgica, vemo-nos colocados diante da sua Palavra que realiza aquilo que diz
São Jerônimo (VD 55): «Lemos as Sagradas Escrituras. Eu penso que o Evangelho é o Corpo de Cristo; penso que as santas Escrituras são o seu ensinamento. E quando Ele fala em comer a minha carne e beber o meu sangue” (Jo 6, 53), embora estas palavras se possam entender do Mistério [eucarístico], todavia também a palavra da Escritura, o ensinamento de Deus, é verdadeiramente o corpo de Cristo e o seu sangue. Quando vamos receber o Mistério [eucarístico], se cair uma migalha sentimo-nos perdidos. E, quando estamos a escutar a Palavra de Deus e nos é derramada nos ouvidos a Palavra de Deus que é carne de Cristo e seu sangue, se nos distrairmos com outra coisa, não incorremos em grande perigo?».
CICLO TRIENAL (PARA DOMINGOS DO TEMPO COMUM):
Ano A – Mateus (2014, 2017, 2020, 2023...)
Ano B – Marcos (2015, 2018, 2021, 2024...)
Ano C – Lucas (2016, 2019, 2022, 2025...)
CICLO BIENAL (FÉRIAS DO TEMPO COMUM):
Ano Par (2010, 2012, 2014, 2016, 2018...)
Ano ímpar (2011, 2013, 2015, 2017, 2019...)

5.2 O CICLO TRIENAL NA CATEQUESE
ANO A – MATEUS (2014, 2017, 2020, 2023...). “IGREJA”. Exemplo: 3º Domingo (Mt 4,12-23):
= Pregação aos pagãos e proximidade do Reino de Deus :
- Jesus anuncia o Evangelho em primeiro lugar àqueles que estão distantes e quer fazer deles um Novo Povo;
- Igreja Instituída por Jesus Cat. 763ss
= Cristo convoca os primeiros discípulos:
- Denominações e imagens da Igreja Cat. 751
ANO B (MARCOS). “CRISTO”. Exemplo: 11º Domingo (Mc 4,26-34)
·        Anúncio do Reino de Deus (Cat.543ss)
·        Crescimento do Reino é dom de Deus (Parábola da Semente)
·        Presença do Reino deve causar grandes mudanças no nosso modo de ver as coisas conforme o desígnio do Pai e não conforme os nossos (parábola da mostarda).
ANO C (LUCAS). “DISCIPULADO”. Exemplo: 23º Domingo (Lc 14, 25-33)
Preferir pai, mãe e família ou Cristo
  • Cristo, centro de toda a vida.
  • Virgindade e celibato pelo Reino (Cat.1618ss)
Pobreza em espírito
  • Décimo Mandamento (não cobiçar as coisas alheias)
  • A pobreza de coração (Cat. 2544ss)
DNC 105 (Diretório Nacional de Catequese). Ao apresentar a mensagem evangélica, a catequese observa os seguintes critérios:
a) centralidade da pessoa de Jesus Cristo, que introduz na dimensão trinitária e antropológica da mensagem;
b) valorização da dignidade humana (mistério da encarnação);
c) anúncio da Boa-Nova do Reino de Deus em vista da Salvação, o que implica uma mensagem de conversão e libertação;
d) caráter eclesial da mensagem, que remete a seu caráter histórico;
e) exigência de inculturação, uma vez que a mensagem evangélica é destinada a todos os povos; isso supõe que a mensagem seja apresentada, gradualmente, em sua integridade e pureza;
f) a mensagem cristã é orgânica; tem uma hierarquia de verdades. A visão harmoniosa do Evangelho tem um significado profundo para o ser humano.

5.3 MODELO CATECUMENAL
DAp 289 (Documento de Aparecida ref. V CELAM).  Sentimos a urgência de desenvolver em nossas comunidades um processo de iniciação na vida cristã que comece pelo querigma e que, guiado pela Palavra de Deus, conduza a um encontro pessoal, cada vez maior, com Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito homem, experimentado como plenitude da humanidade e que leve à conversão.

Anexo I. ORAÇÃO DAS VÉSPERAS

Anexo II. ATIVIDADE PRÁTICA EM GRUPOS

A partir de um texto bíblico: Qual é o enfoque que pode ser dado para diferentes faixas etárias:
  • de 5 a 7 anos?
  • de 7 a 9 anos?
  • de 13 a 15 anos?
(Vou pedir para o Arthur a relação dos textos bíblicos que ele usou.)

Anexo III. MINHAS ANOTAÇÕES DA AULA
O modelo catecumenal propõe utilizarmos na catequese as leituras dominicais (especialmente o evangelho) como tema a ser aprofundado, respeitando as características de cada idade. Sem deixar de lado temas essenciais de nossa fé: sacramentos, mandamentos, orações, etc. Muito pelo contrário, usando-o como base para tratar desses temas.

* Data corrigida em 22/06/2014

terça-feira, 27 de maio de 2014

SEMANA FILOSÓFICA

Na Semana passada, houve a Semana Filosófica da Faculdade Paulo VI. 
Na Quarta-feira, Prof. Alfredo Antonio Fernandes fez "Uma reflexão sobre a concepção de pessoa na pós-modernidade".



(Depois eu posto minhas anotações da palestra)

OBS: Não houve aula da Escola Diocesana de Catequese e fomos convidados a participar das palestras.



sexta-feira, 16 de maio de 2014

LITURGIA - Aula 4. ANO LITÚRGICO

(Anotações da aula de 14/05/2014, ministrada pelo diácono Arthur)

4.1 EXPERIÊNCIA NATURAL E SOBRENATURAL DO TEMPO

4.1.1 O TEMPO SAGRADO

Indefinidamente reversível: o tempo pode ser parado!
  • Festas
  • Comemorações
  • Ritos
  • Atualização dos primórdios
  • Tornar presente o tempo primordial

Chronós e Kairós

Novidade cristã
  • Historicidade da Pessoa de Jesus de Nazaré: Mt1,1-17; 2,1; Lc 1,5; 3,1-2; 3,23-38
  • Tempo histórico santificado pela Encarnação do Filho de Deus.

4.1.2 TEMPO PROFANO

Leis astronômicas dão unidades objetivos de Tempo:
  • Rotação da terra em volta do próprio eixo: +/- 24h (dia)
  • Transladação da Lua em torno da Terra: 29 dias e meio (mês)
  • Estações do ano

Vida humana regulada pela experiência da luz e da escuridão, do clima, etc.
  • Agricultura, viagem, pesca, pecuária, reguladas pelo calendário lunar (fases da lua)


4.2 FESTIVIDADES JUDAICAS
  • Fundamentos: Mandamentos bíblicos ou ensinamentos rabínicos ou história moderna de Israel
  • Natureza: Yom Tov (Dia Bom) Chag (Festival) ou Taanit (jejum)
  • Shabat (Sábado)
  • Festivais de Peregrinação: Pessach (Páscoa + Pães ázimos), Sucot (Tendas) e Shavuot (Semanas/ Pentecostes).

4.3 O CALENDÁRIO CRISTÃO

Coincidência, na Liturgia:
  • Ação representativa (hoje)
  • História da Salvação (ontem)
  • Plenitude da Salvação (amanhã)
Participação do homem (temporal) na eternidade de Deus – fatos não estão em paralelo (agora é isso, depois aquilo...), mas acontecem de uma única vez (ontem, hoje e amanhã).


Obra salvífica da Páscoa de Cristo:
  • Ilumina festividades judaicas
  • Trona-se o centro das festividades cristãs

Domingo: “Fazei isto em minha memória!”
  • Coincidência entre memória e tempo
  • Relações entre sábado e domingo
  • 1º dia e 8º dia
  • Páscoa Semanal
  • Fundamento e origem do Ano Litúrgico

CICLO DA PÁSCOA:
  • Quaresma (4ª feira de Cinzas – 5ª feira Santa);
  • Tríduo Pascal (Missa da Ceia do Senhor – Tarde do Domingo de Páscoa)
  • Tempo Pascal: até semana de Pentecostes.

CICLO DO NATAL:
  • Advento (s.IV – 1ª parte: vinda gloriosa + “novena”: 1ª vinda)
  • Natal e sua oitava (Domingo da Sagrada Família)
  • Epifania, 6 de janeiro (no Brasil o domingo entre 2 e 8 de janeiro) + Batismo do Senhor (domingo na oitava da Epifania);
Estreita ligação entre as três manifestações ou epifanias: na carne, às nações (magos) e aos judeus (Batismo).

TEMPO COMUM
  • Solenidades do Senhor (Corpus Christi, Sagrado Coração de Jesus, Cristo Rei)
  • Hierarquia das festas: Solenidades, Festas, Memórias, Comemorações
  • Festas de Nossa Senhora e calendário dos Santos

4.4 JESUS CRISTO, CENTRO DO ANO LITÚRGICO
Páscoa: Paixão, morte e Ressurreição de Jesus é o coração do Ano Litúrgico:
  • Todas as festas referem-se a este mistério, (inclusive o Natal!)
  • Reforma do Vaticano II pôs essa realidade em evidência em detrimento de um excesso de práticas piedosas e devoção aos santos


ANEXO: Oração das vésperas


segunda-feira, 5 de maio de 2014

BÍBLIA. Aula 3 - SIGNIFICADO DA PÁSCOA

(Anotações referentes à aula de 30/04/2014, ministrada pelo diácono Ubirajara, de Poá)
A cada ano, quando chega a primavera no hemisfério norte, cristãos e judeus celebram a festa da Páscoa. Ambas as celebrações coincidem no sentido libertador, do fato que comemoram e na vigência atual. No entanto, se diferenciam em outros aspectos. Primeiro, no próprio fato: saída do Egito, para os judeus; paixão, morte e ressurreição de Jesus, para os cristãos. Também em realção a seus protagonistas: Moisés e o núcleo do clã dos hebreus, que formam mais tarde o povo de Israel; Jesus e a totalidade dos homens chamados a formar a nova humanidade. 

ORIGEM DA PÁSCOA
O texto (Êxodo 12) tem toda a aparência de um relato histórico do acontecimento que teve lugar provavelmente na primeira metade do século XIII a.C., no tempo de Ramsés II (1290-1224 a.C.). Trata-se, na verdade, do ritual de sua celebração anual dos israelitas no “mês de abib”, “o primeiro dos meses do ano”.

A Páscoa dos nômades: com a chegada da primavera, as cabras e ovelhas, o gado menor dos pastores nômades, pariam e estes se dispunham a partir em busca de novas pastagens. Antes de se separarem, os nômades reuniam-se à noite de “plenilúnio” (ou seja, à lua cheia) e imolavam um cordeiro, a fim de assegurar a fecundidade do gado. O sangue do animal era untado nos paus das tendas para afastar os perigos que existiam na caminhada. Tais perigos personificavam-se nos demônios que, em sua imaginação, povoavam o deserto. As vezes, concretizava-se em um demônio determinado, o Destruidor. A própria descrição que o livro do Êxodo faz da Páscoa indica sua origem e sua condição na festa dos pastores.

A Festa dos pães ázimos: Nos povos sedentários, com a chegada da primavera e o início da colheita da cevada, tinha lugar também, um rito religioso: a oferenda da primícia da colheita, cujo fim era interpretar a abundância dos rebanhos e a fecundidade dos campos. Durante os setes dias seguintes, comia-se apenas pães sem fermento (isto é,  ázimos), feito com os grãos moídos das espigas recém-colhidas. A razão de se comer unicamente este pão ázimo pde estar relacionada com as antigas tradições que falavam de influências maléficas, evitando por isso utilizar o fermente que restou da colheita anterior para fazer fermentar o fruto da nova colheita.
Assim, no relato de Ex 12, essas festas da primavera agora se tornam um memorial da libertação do Egito, apoiada por Deus, através de seu servo Moisés.
Páscoa significa “passagem” do povo judeu, da escravidão para a libertação. Para nós, cristãos, Cristo é a nossa Páscoa, nossa “passagem” da morte para a vida.

OBSERVAÇÃO: No hemisfério norte, a primavera tem início no dia 23 de Março, assim, para os judeus, a páscoa é celebrada no primeiro sábado da lua cheia, a partir deste dia. Para nós, cristãos, é celebrada no primeiro domingo da “lua cheia”, a partir desta data, seguindo a antiga tradição.