quarta-feira, 20 de agosto de 2014

CATEQUÉTICA, Aula 1: HISTÓRIA DA CATEQUESE

1.1.  CATEQUESE COMO INICIAÇÃO À FÉ E VIDA DA COMUNIDADE
4. Esta primeira fase se estende, aproximadamente, do século I ao século V.
No tempo dos Apóstolos, a vivência fraterna na comunidade, celebrada principalmente na Eucaristia, representava a maneira mais alta de traduzir na vida a mensagem de Cristo Ressuscitado (1Cor 11,17-29).
5. Era na comunidade que se vivia a doutrina dos Apóstolos, seu ensinamento recebido do próprio Cristo que, pouco a pouco, foi sendo formulado nos Símbolos da Fé (fórmulas condensadas, como o Credo), nas doxologias (aclamações litúrgicas como as que encontramos, por exemplo, em Ef 1,3-14; Rm 1,8; Rm 16,27; 1Cor 1,2-3), e nas orações.
6. Aos  poucos  foi-se  formando  uma  Catequese prolongada e  organizada,  que  tinha  como  objetivo  levar  os  convertidos à iniciação  na  vida  cristã.  Criou-se  assim  o  catecumenato com seus  vários  graus,  que  preparava  os  candidatos  à  vivência na comunidade  cristã,  através  da  escuta  da Palavra, das celebrações e do testemunho. Muitas das obras notáveis em Catequese dos Padres da Igreja surgiram no contexto do catecumenato (cf. CT 12).
7. A Catequese introduzia progressivamente na participação da vida cristã dentro da comunidade. Animada pela fé, sustentada pela esperança, exercida através da caridade fraterna, a própria vida da comunidade fazia parte do conteúdo da Catequese. Esta, por sua vez, era o instrumento a serviço de uma entrada consciente na comunidade de fé e da perseverança nela. Catequese e comunidade caminhavam juntas.
1.2. CATEQUESE COMO PROCESSO DE IMERSÃO NA CRISTANDADE
8. No período que vai mais ou menos do século V ao século XVI, pode-se dizer que a Catequese já não consistia tanto numa iniciação à comunidade de fé, como verificamos na fase anterior. É que a sociedade inteira, em todos os seus aspectos, se considerava animada pela religião cristã, a ponto de se estabelecer uma aliança entre o poder civil e o poder eclesiástico. Foi o que se chamou de cristandade.
9. A Catequese se fazia, então, por um processo de imersão nessa cristandade.
Sem esquecer a influência da família, das escolas episcopais e monacais e da pregação, convém ressaltar que a educação da fé se realizava pela participação numa vida social, profissional e artística marcada pelo religioso, num ambiente cristão presente na sociedade inteira.
1.3. CATEQUESE COMO INSTRUÇÃO
10. A partir do século XVI, a catequese passou, conforme as exigências do tempo, a realizar-se prevalentemente por um processo que valorizava mais a aprendizagem individual, na qual já não era tão marcante a ligação com a comunidade.
11. Vários fatores concorreram para que a Catequese se concentrasse no aspecto da instrução. Salientamos entre outros:
a) a preocupação com a clareza e a exatidão das formulações doutrinais, em face das divisões no meio dos cristãos, no tempo da reforma protestante;
12. b) a descoberta da imprensa e a difusão das escolas, que concentram a Catequese nos textos para o ensino, isto é, nos catecismos. Após as primeiras tentativas católicas, inclusive latino-americanas, Lutero publicou seu catecismo em 1529. Entre 1550 e 1600 apareceram os grandes catecismos inspirados no Concílio de Trento, como o de São Pedro Canísio, em 1555, e o de São Carlos Borromeu, em 1566, e o de São Roberto Bellarmino, em 1597. O valor sempre inspirador dos catecismos, numa época de confusão doutrinal, foi o de apresentar de maneira clara e pedagógica o conjunto dos principais mistérios da fé cristã (cf. CT 13);
13. c) a influência do iluminismo: segundo este movimento cultural, a inteligência humana, devidamente instruída, é capaz de encontrar sozinha a solução de todos os problemas da humanidade.
1.4. CATEQUESE COMO EDUCAÇÃO PERMANENTE PARA A COMUNHÃO E PARTICIPAÇÃO NA COMUNIDADE DE FÉ
14. 1.4.1. No século XX foi-se redescobrindo na Catequese a importância fundamental da iniciação cristã e do lugar primordial que nela cabe à comunidade de fé.
Tal tendência foi gradativamente reforçada por vários elementos:
15. a) os resultados dos movimentos bíblicos, patrístico, litúrgico e querigmático que, na evangelização, contribuíram respectivamente para a revalorização da Bíblia, da Liturgia e do anúncio de Jesus Cristo;
16. b) as descobertas da psicologia, da pedagogia e de outras ciências humanas, descobertas essas aplicadas aos processos catequéticos;
17. c) mais recentemente, a renovação inspirada no Concílio Vaticano II (1962-65), explicitada no Diretório Catequético Geral (1971) e animada pelos Sínodos sobre a Evangelização (1974) e sobre a Catequese (1977). Fruto desses dois Sínodos são as exortações apostólicas Evangelii Nuntiandi (EN) de Paulo VI, sobre a Evangelização no mundo de hoje (1975) e  Catechesi Tradendae (CT) de João Paulo II, sobre a Catequese hoje (1979);
18. d) as transformações no próprio mundo pelo progresso tecnológico-científico, explosão demográfica, urbanização, e pela secularização, fruto do positivismo e do tecnicismo.
Esta sociedade, marcada pela massificação, anonimato, impacto dos meios de comunicação de massa, consumismo, libertinagem moral, violência coletiva e desigualdades sociais chocantes, exige, de modo novo e radical, a segurança da pessoa no abrigo de uma comunidade menor, onde possam ser vividos os valores do relacionamento interpessoal.
19. Esta sociedade, marcada também pelos ateísmos práticos e teórico-militantes, por diversos tipos de neopaganismo, pelas formas fanáticas e sectárias de religiosidade de origem recente e pelo indiferentismo religioso, precisará também de um tipo de Catequese que, além de uma sólida fundamentação da fé, seja capaz de ajudar o cristão a converter-se e a comprometer-se no seio de uma comunidade cristã para a transformação do mundo.
20. 1.4.2. Na América Latina, a 2ª Conferência Episcopal realizada em Medellín (1968), percebeu esta nova necessidade e, aplicando os ensinamentos do Concílio Vaticano II à nossa realidade continental, redirecionou a catequese para o compromisso libertador nas situações concretas. À luz do documento final de Medellín, confirmado mais tarde pela Evangelii Nuntiandi e pela Conferência de Puebla (cf. P 978-986), a Catequese na América Latina vem procurando realizar-se em estreita ligação com a realidade da vida, para a construção de comunidades de fé.
Neste sentido vem levando os catequistas a caminharem com os mais pobres e oprimidos e a partilharem as suas angústias, lutas e esperanças.
21. 1.4.3. No século XX, também no Brasil, o movimento catequético foi impulsionado pela ação do Papa São Pio X e sua encíclica sobre a catequese, intitulada Acerbo Nimis (1905). Também nesta época surgiu o Catecismo dos Bispos das Províncias Meridionais do Brasil, que teve inúmeras edições. Varias gerações de cristãos foram instruídas e educadas na fé por este catecismo.
Num notável esforço de renovação nestas últimas décadas, a Catequese no Brasil passou por diversas fases onde, sucessivamente, os acentos e as preocupações recaíam sobre o conteúdo, método, sujeito e, mais recentemente, sobre o objetivo da catequese.
Já desde os anos 40, diversos pioneiros se dedicaram ao trabalho de sistematização e adaptação da Catequese às novas exigências.
22.     É o caso, entre outros, de Mons. Álvaro Negromonte, que criou e difundiu no Brasil o chamado Método integral de Catequese, o qual se propunha como objetivo formar o cristão íntegro, firme na fé, forte no amor e pleno de esperança.
23.     É o caso também dos que trabalharam, nas décadas de 50 e 60, nos secretariados nacionais e regionais de catequese e nos Institutos de Pastoral Catequética, que daí surgiram depois do Concílio Vaticano II nos diversos níveis. Os Institutos prestaram relevante serviço no que tange à formação dos quadros dirigentes da catequese.
24.     Houve, em todo este último período, um grande esforço de integrar a catequese no conjunto da renovação pastoral, a fim de pôr em prática os princípios e normas do Concílio, repetidamente inculcados pelos Papas e pelos Sínodos, adaptados à situação latino-americana em Medellín e Puebla e à nossa situação brasileira pelas orientações e diretrizes gerais da CNBB.
25. 1.4.4. Cabe ressaltar, como características positivas que vem tomando a nossa catequese:
— uma inserção maior no conjunto de toda a pastoral esta vem procurando torna-se cada vez mais uma pastoral orgânica;
— a apresentação de uma nova imagem da pessoa de Jesus Cristo e sua prática, da Igreja, e do homem;
— a consideração da pessoa humana como um todo, com seus direitos e deveres, suas dimensões individual, comunitária e social;
— a luta pela libertação integral do homem, reconhecido como sujeito de sua própria história;
— o relevo dado às comunidades eclesiais de base e à opção preferencial pelos pobres;
— a preocupação por um ensino sistemático dos conteúdos da fé, através de um roteiro nacional.
26.     Ao lado dessas aquisições, porém, cabe não perder de vista as deficiências que a catequese no Brasil continua mostrando:
— ainda não atinge permanentemente a todos os cristãos, especialmente os jovens e adultos, os universitários, o operariado nos grandes centros e as elites intelectuais;
— às vezes, fica em dualismos e falsas oposições, como entre a catequese sacramental e catequese vivencial, entre catequese doutrinal e catequese situacional;
— publicações catequéticas fracas e às vezes questionáveis do ponto de vista doutrinal e metodológico;
— em certos lugares, a catequese ainda continua a merecer maior atenção de nossa parte, de sacerdotes, de seminaristas, de religiosos, e também não encontra apoio suficiente nas famílias;
— um ensino religioso muitas vezes fragmentário e pouco eficaz em diversos Estados.
27. É compreensível que cada um, num processo complexo como é o da catequese, acabe por favorecer um ou mais elementos integrantes do processo, em detrimento de outro. Daí o surgimento de diversos tipos de catequese e uma rica variedade de textos e manuais que sublinham, às vezes, a instrução nas verdades; outras, a experiência vital individual ou comunitária, os métodos de uma sã pedagogia e a devida atenção à pessoa do educando.
Em alguns sobressai o aspecto da inserção na comunidade de fé; noutros, a adesão à caminhada do povo na busca de sua libertação e o impacto to transformador nas estruturas sociais.
28. Cada uma das múltiplas tendências existentes em nossas Igrejas locais tem seus aspectos positivos e suas limitações. O processo que procura integrar os diversos elementos válidos das diferentes tendências parece-nos como o mais correspondente aos objetivos finais da Catequese e como o mais fiel às diretrizes da Igreja desde o Vaticano II.
29. Tal processo procurará unir: fé e vida (cf. Cân 773); dimensão pessoal e comunitária; instrução doutrinária e educação integral; conversão a Deus e atuação transformadora da realidade; celebração dos mistérios e caminhada com o povo.
Procuramos, nestas Orientações, perceber os fundamentos e as consequências práticas de uma Catequese que procura renovar-se diante das novas situações.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A INICIAÇÃO CRISTÃ E A EXPERIÊNCIA VIVIDA

(Textos selecionados a partir do tema.)

DINÂMICA DO DOCE
Descrição: O coordenador estabelece um diálogo. Diz que tem um presente/doce/fruta que é muito bom! Mas, como saber ao certo? (Precisa confiar em quem está falando!) Então, um voluntário  é chamado a experimentar o presente (bala ou uva) e comunica suas sensações para os outros. A seguir perguntamos para outros voluntários: "Você acha que este presente/doce/fruta é bom realmente?" (até que alguém responda "Não" ou "Não sei"). "O que voce precisa para saber?" "Preciso experimentar." (O voluntário experimenta e, se gostar, fica tão contente que quer que os outros também provem.)

OBS: A dinâmica acima foi baseada na Dinâmica: 69. SENTINDO O ESPÍRITO SANTO. 

Participantes: indefinido. Tempo Estimado: 15 minutos. Material: Uvas ou balas.
Descrição: O coordenador deve falar um pouco do Espírito Santo para o grupo. Depois o coordenador da dinâmica deve mostrar o cacho de uva e perguntar a cada um como ele acha que esta o sabor destas uvas. Obviamente alguns irão discordar a respeito do sabor destas uvas, como: acho que está doce, que está azeda, que está suculenta etc.
Após todos terem respondido o coordenador entrega uma uva para cada um comer. Então o coordenador deve repetir a pergunta (como esta o sabor desta uva?).
Mensagem: Só saberemos o sabor do Espírito Santo se provarmos e deixarmos agir em nós.

ADAPTAÇÃO: Foi feita a dinâmica no início do encontro, sem ter ainda falado nada.
OBJETIVO: Mostrar a importância de experimentar, de provar, de saborear o amor de Deus e a sua Palavra. E que essa Palavra, uma vez saboreada, nos leva à ação, à partilha, à caridade e ao amor ao outro.


LITURGIA, A FESTA DA VIDA
Rodrigo é um menino curioso. Vive fazendo perguntas sobre o que vê ou escuta. Certo dia, ao chegar na casa de sua avó, perguntou:
_ Vó, o que é liturgia?
_ Liturgia é uma festa – respondeu dona Alice.
_ Ah… Então a festa de aniversário da Mariana foi uma liturgia?
_ O aniversário da Mariana foi uma festa, mas não uma liturgia.
Em um aniversário existem muitas coisas que existem numa festa de liturgia: pessoas, alegria… Mas não existe o mais importante: a presença de Deus como centro da festa. As festas litúrgicas são momentos fortes na vida da Igreja. Assim, como nós temos momentos fortes em nossa vida: nosso nascimento, aniversários, formaturas, casamento… – também a Igreja tem momentos fortes.
A festa litúrgica mais conhecida é a Eucaristia. Mas há também os momentos litúrgicos do batismo, da Crisma, do matrimônio e outros. As pessoas se reúnem para celebrar a vida em Deus e por isso rezam, cantam, louvam e agradecem.
_ Quer dizer que Deus fica na Igreja esperando o povo para a liturgia?
_ Não… Deus está presente na vida de todas as pessoas – afirmou a vó Alice, – mas é na liturgia que O encontramos de forma especial. Há momentos durante o ano muito importantes na liturgia: o Natal, a Quaresma, a Páscoa, Pentecostes, Corpus Christi e outros.
_ Vovó… – disse Rodrigo, como quem havia chegado a uma bela conclusão, – quer dizer que a liturgia é a festa da vida?!
_ Muito bem, meu netinho! Agora vejo que você entendeu muito bem!

LITURGIA COMO FONTE DA CATEQUESE (Diretório Nacional da Catequese, DNC n.116)
2.2.1. Fundamento antropológico
116. O ser humano é, por natureza, ritual e simbólico. Refeições em família, nascimentos e mortes, festas populares, comícios, perdas e vitórias humanas são cheias de ritos. Pelo rito, expressamos o sentido da vida, oferecido e experimentado por um ser cultural. Aderir ao rito significa abrir-se ao sentido proposto por aquele grupo e, portanto, assumir sua identidade, fazer parte dele. A observância do mandamento de Jesus: “Fazei isto em memória de mim” possibilita a adesão, sempre renovada e reforçada em cada celebração, à identidade com Ele e à comunidade cristã. A identidade, nesse caso, tem a ver com o sentido da vida, a proposta do Reino (amor, comunhão, partilha...) que Jesus ensinou, viveu e nos deixou como mandamento.
A expressão ritual trabalha com ações simbólicas e estas atingem o ser humano como um todo, em suas diversas dimensões: sensorial, afetiva, mental, espiritual, individual, comunitária e social. A ligação estreita que existe entre experiência, valores e celebração nos permite formular uma espécie de lei estrutural da comunicação religiosa: aquilo que não é celebrado não pode ser apreendido em sua profundidade e em seu significado para a vida. A catequese leva em conta essa expressão de fé pelo rito para desenvolver também uma verdadeira educação para a ritualidade e o simbolismo.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

AGOSTO, MÊS VOCACIONAL

Neste mês, todo cristão é convidado a rezar pelas vocações e a Igreja celebra em cada domingo, uma vocação específica:


No segundo domingo celebramos o dia dos Pais, recordamos então o chamado a gerar a vida, a continuar com a obra criadora de Deus. Ser Pai constituir família, assumir um estado de vida na Igreja. “Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida?” (Hebreus 12,9)

No terceiro domingo celebramos a vocação religiosa motivados pela festa da Assunção de Maria, modelo de todos aqueles que dizem SIM.  “Vida consagrada é um dom do Pai, dado por meio do Espírito, à sua Igreja e que constitui um elemento decisivo para sua missão. Se expressa na vida monástica, contemplativa e ativa, nos institutos seculares, naqueles que se inserem nas sociedades de vida apostólica e outras novas formas” (Documento de Aparecida, DAp 216)

No quarto domingo recordamos todos os ministérios leigos. Todos os leigos são chamados a evangelizar fazendo parte, como nos diz a palavra de Deus. Ide fazei discípulos todos os povos” (Mateus 28,19)  
“Os fiéis, e mais propriamente os leigos, encontram-se na linha mais avançada da vida da Igreja; para eles, a Igreja é o princípio vital da sociedade humana. Por isso, eles, e sobretudo eles, devem ter uma consciência, cada vez mais clara, não só de pertencerem à Igreja, mas de ser a Igreja, isto é, a comunidade dos fiéis sobre a terra sob a guia do Chefe comum, o Papa, e dos Bispos em comunhão com ele. Eles são a Igreja...” (Pio XII, citado no Catecismo 899)

E no último domingo, a vocação dos catequistas. “O catequista, que participa da vida do grupo e sente e valoriza a sua dinâmica, reconhece e atua, como sua tarefa primária e específica, a de ser, em nome da Igreja, testemunha ativa do Evangelho, capaz de participar aos outros os frutos da sua fé madura e de estimular, com inteligência, a busca comum.” (Diretório Geral da Catequese, DGC 159b)

TEXTO DO DIÁCONO ARNALDO JOSÉ DA SILVA PARA A CATEQUESE.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A ESCOLA DIOCESANA RECOMEÇA NESTA QUARTA 06/8

Nesta quarta-feira 06/8 às 19h30, retomamos a ESCOLA DIOCESANA DE CATEQUESE com duas novas matérias: Iniciação Cristã (com Prof. Gabriel Frade) e Metodologia Catequética (Profa. Nazir Ramos). 
Afinal, ser "discípulo e missionário de Jesus Cristo" é levar "a alegria do evangelho" e o amor de Deus ao mundo!
Participe e divulgue!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

segunda-feira, 14 de julho de 2014

REUNIÃO DIOCESANA DE JUNHO

Anotações referentes à Reunião diocesana ocorrida em vinte e um de junho de dois mil e catorze.
EM JULHO E AGOSTO NÃO HAVERÁ REUNIÃO DIOCESANA: NOSSO PRÓXIMO ENCONTRO SERÁ NO SÁBADO 30/8, NA MISSA DO DIA DO CATEQUISTA. PARTICIPE!

domingo, 22 de junho de 2014

LITURGIA - Aula 6. MODELO CATECUMENAL DE CATEQUESE

(aula ministrada pelo diácono Arthur no dia 11/06/2014)
6.1. CATECUMENATO
Processo em etapas para a Iniciação Cristã.
·        Inspiração atual: processo iniciático utilizado na Igreja de Roma no século II – fonte principal: Tradição Cristã de Santo Hipólito de Roma;
·        Pensa-se que este processo gradual tenha sido utilizado até meados do século IV e V quando o batismo dos adultos tornou-se menos frequente.

RESTAURAÇÃO DO CATECUMENATO
·        Missões na África
·        Sacrossanctum Concilium (SC 64): “Restaure-se o catecumenato dos adultos, com vários graus, a praticar segundo o critério do Ordinário do lugar, de modo que se possa dar a conveniente instrução a que se destina o catecumenato e santificar este tempo por meio de ritos sagrados que se hão-de celebrar em ocasiões sucessivas.”
·        Christus Dominus (CD 14): “Esforcem-se também por estabelecer ou organizar melhor a formação dos catecúmenos adultos.”

RICA (Ritual de Iniciação Cristã dos Adultos): 3 etapas ou passos (ritos litúrgicos)
·        Após conversão inicial e desejo de tornar-se cristão: ENTRADA NO CATECUMENATO
·  Após catequeses e prestes a terminar o catecumenato, inicia preparação espiritual imediata: PURIFICAÇÃO
·        Concluída a preparação espiritual: Vigília Pascal e/ou celebração dos sacramentos.

ETAPAS TERMINAM OU INICIAM TEMPOS
·        Pré-catecumenato: evangelização, período de conversão inicial;
·        Catecumenato: catequeses (Creio, Pai-Nosso,...)
·        Purificação Iluminação (Quaresma ou período que antecede celebração dos Sacramentos)
·        Mistagogia: catequeses pós-batismais (Sacramentos, Liturgia...)

OUTROS CAPÍTULOS DO RICA
2º Capítulo: rito simplificado para a Iniciação de adultos
3º Capítulo: rito abreviado de Iniciação de adultos em perigo de morte
4º Capítulo: preparação para a Confirmação de adultos batizados na infância
5º Capítulo: rito de Iniciação de criança em idade de catequese
6º Capítulo: textos diversos na Iniciação cristã de adulto

6.2 MODELO CATECUMENAL DA CATEQUESE
“as condições do mundo atual tornam cada vez mais urgente o ensino catequético sob forma de um catecumenato para numerosos jovens e adultos que, tocados pela graça, descobrem pouco a pouco o rosto de Cristo e experimentam a necessidade de a Ele se entregar” (Evangelii Nuntiandi, EN 44).

SÍNODO DOS BISPOS SOBRE A CATEQUESE (1977):
·        o modelo de catequese é o Catecumenato batismal que leva o adulto convertido a professar sua fé;
·        devem ser suscitados vários método de Iniciação cristã para os batizados que não foram evangelizados;

CATECHESI TRADENDAE (1979): o Papa João Paulo II publica esta exortação apostólica a partir das conclusões do Sínodo de 1977:
·        a catequese com adultos é a principal forma de catequese;
·        leva em conta mais o catecumenato pós-batismal que pré-batismal.

DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE (2005): fala de Catequese inspirada no processo catecumenal (54-50).

DOCUMENTO DE APARECIDA (2007): fala da catequese como Iniciação cristã no Capítulo VI, nos itens 3º e 4º.

CARACTERÍSTICAS DO MODELO CATECUMENAL:
·        Sociedade descristianizada
·        Cristão torna-se, não se nasce! (Tertuliano)
·        Itinerário multiforme, complexo e longo
·        Avaliar a seriedade dos candidatos
·        Não batizar indiscriminadamente
·        Acento sobre a adesão de fé a Cristo.

OUTROS MODELOS
MODELO MEDIEVAL (sec. VI-XVI)
·        Societas Christiana: ser cristão = ser cidadão = ser pessoa civil
·        Cristão nasce, não precisa tornar-se
·        Batismo de crianças muitíssimo mais frequente
·        Catequese depois do batismo
·        Separação dos sacramentos da Iniciação

MODELO TRIDENTINO (Concílio de Trento, 1545-1563)
·        Cristão nasce, não precisa tornar-se, mas precisa conhecer a fé
·        Instrução religiosa

·        Não há preocupação de fazer nascer a fé (isso se aprendia na família, escola...), mas em vivê-la plenamente através da instrução e refutar os erros protestantes.

ANEXO:  Oração das Vésperas (São Barnabé)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

BÍBLIA. Aula 5 - O EVANGELHO DE JOÃO

(aula do dia 04/06/2014, ministrada pelo diácono Ubirajara)
1º MOMENTO: Em grupo. Perguntas comuns a todos os grupos:
a) Qual é o sinal? b) Onde ocorre? Em que momento? c) Quais são os símbolos presentes neste sinal?
1) João 2,1-12. Qual é o papel de Maria nas Bodas de Caná da Galileia?
2) João 4,46-54. Por que Jesus não fez o sinal diretamente, indo à casa do funcionário do rei?
3) João 5,1-18. Quem é o paralítico hoje?
4) João 6,1-13: O que Jesus nos ensina com este sinal?
5) João 6,16-21. O que Jesus nos ensina neste relato?
6) João 9,1-7. Quem é o cego no dia de hoje?
7) João 11,38-44. O que Jesus nos ensina neste acontecimento?

2º MOMENTO:
O Evangelho de João é diferente dos três primeiros. Em João, encontramos sete sinais, que estão diretamente relacionados com a pessoa de Jesus. Os sinais são: 1- o vinho em Caná; 2-o filho do funcionário real; 3- o paralítico junto à piscina; 4- os pães na beira do lago; 5- o caminhar sobre o lago; 6- a cura de um cego; 7- a ressurreição de Lázaro.
O prólogo de João (Jo 1,1-18) lembra a introdução do Gênesis (Gn 1,1-31; 2,1-4a). No começo, antes da Criação, o Filho já existia em Deus, como expressão de Deus, voltado para o Pai. O Filho é a imagem do Pai e o Pai se vê totalmente no Filho, ambos num eterno diálogo de amor e mútua comunicação. É o mesmo princípio desde o início. O chamado de André (Jo 1,35-40) é o sexto dia, dia da criação do homem e da mulher.
1º Sinal: Bodas de Caná (Jo 2,1-12)O casamento é um evento que agrega muitas pessoas. É o primeiro sinal, que encabeça todos os outros sinais. Pelo sinal, os discípulos creem em Jesus. No casamento, Maria é uma convidada importante; com autoridade, translada os criados ao serviço de Jesus. No casamento messiânico (Cristo e Igreja), ela é a mãe do noivo. A mudança da água em vinho é a passagem da velha à nova aliança.
2º Sinal: Cura do funcionário do rei (Jo 4,43-54). Jesus não desce com o funcionário, mas diz: “Vai, teu filho vive!” (Jo 4,50). Jesus é Palavra de Vida (Jo 1,4).
3º Sinal: Cura do paralítico (Jo 5,1-18). O doente é um paralítico ou aleijado jônico. Não pode tomar iniciativa, ninguém o ajuda. Jesus toma a iniciativa e manda que o paralítico ande. Curar é parte de sua missão.
4º Sinal: Multiplicação dos pães (Jo 6,1-15). Jesus, o Pão da vida: prova o alimento cotidiano e se dá como alimento para a vida eterna = Eucaristia é partilha (retomado nos versículos 35ss).
5º Sinal: Jesus caminha sobre as águas (Jo 6,16-21). Pode-se chamar este relato de epifania ou cristofania, porque neles se manifesta sensivelmente a divindade poderosa: “Não temas, sou eu!”.
6º Sinal: O cego de nascença (Jo 9,1-41). Formula-se num jogo de paradoxos. Jesus vem dar vista aos que não veem e querem ver em profundidade e deixar cegos os que vendo não querem ver (Jo 9,39-41). Neste sinal, Jesus se revela como Luz do mundo. Dar a vista é iluminar, o cego passará da noite para o dia (9,4-5). Aquele que vem enviado para o céu e para a terra e com ela. Água lava e ilumina (Batismo). O cego curado começa a ser uma peça que incomoda, não manipulável e reconhece verdadeiramente Jesus como Senhor e não os poderosos manipuladores.
7º Sinal: a ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-57). Jesus é a ressurreição e a vida. O grito de Jesus é soberano. Como uma vocação pessoal, como chamado à vida, como palavra criadora: que dá vida aos mortos e chama a existência o que não existe. Desatar Lázaro é como que romper com a morte.

BÍBLIA. Aula 4. OS EVANGELHOS

(aula ministrada em 07/05/2014 pelo diácono Ubirajara)

O Novo Testamento (NT) é uma coleção de escritos de numerosas fontes e se concentra, na maioria das vezes, num único evento histórico: a concessão de uma “nova aliança”.
O cânon do Novo Testamento começa com quatro documentos que levam o nome de seus supostos autores: Mateus (Mt), Marcos (Mc), Lucas (Lc) e João (Jo). Parecem ter sido a primeira parte do NT a tornar-se canônica, pouco antes do final do século II d.C.
Quem eram esses autores – “Mateus”, “Marcos”, “Lucas” e João”? Ninguém sabe. Esses nomes eram comuns na época. Nenhum deles traz menção ao nome do autor. É bem mais produtivo perguntar: para quê foram escritos? A concepção de cada autor era, sem dúvida, compartilhada no círculo em que ele vivia e prestava culto.
O primeiro evangelho a ser escrito foi Marcos, cerca de 70 d.C. Depois de Marcos, vieram Lucas e Mateus, em alguma data entre 80 e 90 d.C. João foi escrito perto de 100 d.C.

OS EVANGELHOS SINÓTICOS
Os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) vinculam-se uns com os outros e com suas fontes de maneiras diversas. São chamados sinóticos porque possuem uma certa semelhança. João, porém, é um estilo único.
MARCOS: Aparentemente, era um cristão gentio que escrevia para outros cristãos gentios, numa época em que o distúrbio presente, em especial, era a guerra judaica de 66-70 d.C. Começa com um anúncio vigoroso e direto de Jesus Cristo como Filho de Deus. Marcos dirige a narrativa rapidamente para a crucificação porque para ele esse era o evento que dava sentido a todos os outros: Jesus nasceu para ser crucificado. Na versão de Marcos, Jesus passa pelo mundo sem ser percebido, a não ser pelas forças demoníacas. Seus discípulos não compreendem melhor do que os outros a sua natureza. Quando, no final, Jesus responde “Eu sou”, Marcos é o único evangelho qua registra essa resposta como uma afirmativa inequívoca Mc 14,61-62.
LUCAS. Lucas foi um cristão gentio de boa educação e de perspectiva cosmopolita, bem familiarizado com a “septuaginta”.
Lucas destaca a misericórdia do Pai (ovelha perdida, moeda perdida, filho pródigo) e um interesse especial pelas mulheres. Em sua história, elas tem muito mais proeminência e sempre sao apresentadas com simpatia e de modo verssímil.
MATEUS. O Jesus que Mateus apresenta é um profeta-mestre judeu, cuja autoridade peculiar vem tanto de ele ser Filho de Deus, como descendente direto de Davi, reunindo assim em sua pessoa todas as profecias messiânicas das Escrituras.
O evangelho de Mateus é dirigido aos leitores que tinham que estar, de tal modo come ele, convencido da autoridade do Antigo Testamento. O discurso principal do evangelho de Mateus é o Reino de Deus. Dividido em cinco partes, Mateus apresenta os sinais e etapas desse Reino.

BIBLIOGRAFIA:

A Bíblia como literatura, ed. Loyola.

domingo, 1 de junho de 2014

EVANGELII GAUDIUM - Comentário de Dom Vilson

Temas comentados sobre o Cap. II da Exortação Apostólica “Evangellii Gaudium”

A CRISE DO COMPROMISSO COMUNITÁRIO
Para se entender “a crise do compromisso comunitário” é preciso analisar alguns aspectos de nosso tempo...
1. DIMENSÃO ECONÔMICA
2. DIMENSÃO SOCIAL
3. DIMENSÃO RELIGIOSA

São muitas qualidades que uma pessoa tem de ter para ser catequista. A seguir elenco algumas dessas características:
1.    Pessoa que fez uma experiência de Deus, encontrou e continua encontrando-o nos irmãos e nos acontecimentos da História
2.    Pessoa de fé
3.    Pessoa que busca um equilíbrio psíquico-espiritual [...]

II.    AS    TENTAÇÕES QUE OS CATEQUISTAS PRECISAM EVITAR:
São muitas as tentações dos catequistas hoje. A seguir vou apresentar 7 tentações, não porque sejam as mais importantes, mas porque para um processo de superação deve-se começar aos poucos. Se dermos conta de 7, depois veremos outras 7 e assim por diante.
1.    Individualismo da fé.
2.    Não ao desânimo egoísta
3.    Não ao pessimismo estéril
4.    Não ao isolamento
5.    Não ao mundanismo espiritual
6.    Não à guerra entre nós
7.    Não ao clericalismo
... Que esta mensagem é para todos, de todos os lugares e culturas. Por causa do Reino nós deixamos nossas casas, nossas famílias, nosso conforto; por causa do Reino nós estudamos, nos preparamos e rezamos em comunidade; por causa do Reino suportamos chuva, frio e sol, humilhações e perseguições. Por causa do Reino nós encontramos alegria em meio as tristezas, força diante do medo, luz nas trevas. Tudo por causa do Reino prometido por Jesus. Não esmorecemos, nem desistimos. Porque sabemos que Deus está conosco, caminha conosco, nos encoraja e anima. Com Ele somos corajosos, capazes de vencer todo individualismo e tentações.
“Os desafios existem para ser superados. Sejamos realistas, mas sem perder a alegria, a audácia e a dedicação cheia de esperança. Não deixemos que nos roubem a força missionária!“ (EG 109).
+ Dom Vilson Dias de Oliveira, DC

Bispo Diocesano de Limeira
Leia na íntegra em:
http://www.cnbbsul1.org.br/reflexoes-sobre-o-capitulo-ii-da-exortacao-apostolica-evangelii-gaudium/