sábado, 17 de outubro de 2020

29° Domingo do Tempo Comum

Liturgia do 29° Domingo do Tempo Comum

1ª LEITURA: Isaías 45,1. 4-6

SALMO 95(96). "Ó famílias das nações, dai ao Senhor poder e glória!", salmista Mariana Legal Igarashi, com acompanhamento de Jefferson Igarashi. Eles são da Paróquia Nossa Senhora do Carmo - Sabaúna, Mogi das Cruzes.

Para ouvir o salmo cantado, clique aqui]

2ª LEITURA: Tessalonicenses 1,1-5

EVANGELHO: MATEUS 22,15-21  [Clique aqui para ouvir]

Partilha do Evangelho [Clique aqui para ouvir

O plano bem elaborado não trouxe resultados. Jesus separa as coisas de César e as coisas de Deus. 

Os judeus pensavam no reino de Jesus em termos humanos e, neste caso, nada melhor que unir as coisas de César com as coisas de Deus. Isso nunca será possível! 

As coisas de César vem manchadas de sangue e opressão, as coisas de Deus visam à vida e a liberdade. 

Podemos entender a de César como dimensão política. E aí continua difícil estabelecer limites. O poder civil tem como obrigação promover o bem comum, que tem tudo a ver com o mandamento do amor. Caso contrário, é ilegítimo.

A igreja não faz e não pode fazer política partidária, que é a de César. Mas ela estabelece CRITÉRIOS PARA UMA SOCIEDADE JUSTA: E ISTO É DE DEUS!

Mensagem da Semana

"Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". 
Estou dando a Deus, o que é de Deus? 
Santo domingo e abençoada semana.🌹
(Irmã Ísis Ubalda)

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Solenidade de Nossa Senhora Aparecida

Liturgia da Solenidade de Nossa Senhora Aparecida

1ª LEITURA: Ester 5,1b-2. 7,2b-3 

SALMO 44(45),11-16. "Escutai minha filha! Olhai, ouvi isto: que o rei se encante com a vossa beleza!"  

 2ª LEITURA: Apocalipse 12,1-5. 13a. 15-16a  

  EVANGELHO: JOÃO 2,1-11 

PARTILHA DO EVANGELHO [Clique aqui para ouvir]

 Hoje o grande dia de festas em nossas igrejas e por todo o Brasil. Dia de Nossa Senhora Aparecida: a tão conhecida por todos nós, como a nossa mãe padroeira!  

O evangelho de João Capítulo 2 de 1 a 11. (É engraçado a gente ver...) João, o autor do Evangelho, ele não fala em milagre. Não. As bodas de Caná, que o evangelho que vamos contemplar e refletir durante todo esse dia dedicado a uma mãe, a uma mulher. Entre todas, a que tem o bendito o fruto. Que nós possamos ver que João fala de sete sinais sinais que são para que a gente marque nossas vidas e nos dê direção para seguir, passos. E é isso que a gente vê no evangelho.  

 Numa festa onde se encontrava os discípulos e também Jesus, a gente vê que uma mulher simples (porque naquela época mulher nem era colocada entre os contados nas outras atividades. Mulher quando Jesus fez a multiplicação do pão tinha 5 mil homens, fora mulheres e crianças.) Mas a gente vê nesse Evangelho, no primeiro sinal de Jesus, que ela é um guia. E ninguém melhor que João para poder falar da mãe de Jesus. Aos pés da Cruz, justo ele que ganhou ela como mãe e ela ganhou ele com filho. 

E nós vemos nesse evangelho que Maria nos ensina a gente fazer tudo o que o Mestre nos ordenar. Ela impõe nada, ela pede. O fim acabou e a falta do vinho no casamento era tristeza, era falta da alegria. Mas ela sabe do que o filho é capaz. E assim essa Padroeira faz o nosso Brasil, ela sabe do que eu e você somos capaz. Capaz de perdoar, capaz de sair pelas igrejas, ruas, casas levando a palavra do filho, fazendo o que o filho quer: simplesmente isso! Que nós possamos, neste dia dedicado a Padroeira do Brasil, que aqui no Brasil também comemoramos o Dia da criança. Que a gente vê esse mesmo Jesus falando que quem não for como criança, não entrará no reino dos céus.  

Que nós possamos, como bons filhos que somos, seguir os passos e ensinamentos do grande Jesus. Que sempre, como nós brasileiros que acreditamos na proteção divina e a intercessão de Nossa Senhora, possamos colocar a nossa vida sobre a proteção desse manto... desse manto azul, desse manto cheio de estrelas na mãe do nosso Brasil.  

Que no dia de hoje em especial, a benção do Deus todo-poderoso, por interseção dessa mãe que nos ensina a fazer tudo o que o filho quer. Que nós possamos viver o amor, a caridade, a fraternidade, sermos catequistas e missionários segundo o coração de Maria. E fazendo sempre o que o filho nos ordenar. Bom dia! 

Que Deus vos abençoe e vos proteja, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Homenagens nas Paróquias

sábado, 10 de outubro de 2020

28º Domingo do Tempo Comum

 Liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum - Ano A

1ª LEITURA: Isaías 25, 6-10a

SALMO 22(23),1-3-6 (R. 6) "Na casa do Senhor habitarei eternamente."

[Clique aqui para ouvir] Salmo cantado por Fernanda Leal e Arlindo Lopes, da Paróquia São Maximiliano Kolbe - região Brás Cubas, Mogi das Cruzes.

2ª LEITURA: Filipenses 4,12-14.19-20

EVANGELHO: MATEUS 22,1-14 [Clique aqui para ouvir] 

PARTILHA sobre o Evangelho: [Clique aqui para ouvir] 

A todo momento, Deus nos convida a participar deste banquete e celebrar com Ele a alegria da presença do Filho no meio de nós. 

Porém, para participar é necessário levar em conta que não é um convite qualquer, para uma festa qualquer. Aceitá-lo implica em uma adesão verdadeira a Cristo e seus ensinamentos. Lembrando, que os primeiros convidados foram as ovelhas perdidas da casa de Israel. (Mateus 10,5-6)

Muitos vão pelo mundo anunciando o evangelho, pregando a Palavra, convidando para o banquete, fazendo discípulos e missionários para a messe do Senhor. Mas... quão triste é ver que muitos não entendem a proposta que o evangelho apresenta, porque seu ego não permite; não querem porque essa Palavra é dura demais (João 6,60); não querem deixar de viver as ilusões e as paixões que o mundo oferece. Neste sentido, não reconhecem a verdadeira face de Deus,que é paciente, cuidadoso, justo, misericordioso, zeloso (Deuteronômio 6,15) e não desampara aos que a Ele recorrem.

Com efeito, através da vinda de seu Filho, Deus  ainda continua conduzindo aqueles que se abrem e aceitam o evangelho como um novo modelo de vida – pois, Jesus percorria toda a periferia curando doentes, cegos, leprosos, expulsando demônios, entre outros (Mateus 19,2) chamando-os para fazer parte do reino de seu Pai.

Todos que aceitaram o convite e suas implicações mudaram suas vestes (Apocalipse 22,14), agora estavam “limpos” de toda sujeira que o pecado lhes proporcionou. Como homens novos em Cristo, agora são transportados para o local do banquete, para celebrar e experimentar a alegria de fazer parte deste Reino.

Mesmo assim, é possível encontrar convidados que não querem dar um novo sentido a sua vida. Neste caso, a decisão de continuar uma vida de pecado tem como consequência o afastamento da presença de Deus.

Neste evangelho, pode-se pensar que a atitude do rei é injusta, levando a muitos questionamentos: por que excluir? Por que não aceitar ele assim? 

No entanto, também é preciso refletir: será que esse homem que o Rei lançou fora queria mudar? Se ele não está disposto a mudar, não pode fazer parte desse banquete, não tem sentido algum.

É preciso viver o evangelho, mudar de vida e mentalidade. Se conformar a Cristo, para fazer parte da grande festa que nos aguarda!

Portanto meus irmãos e irmãs, que o Senhor nos dê a graça de aceitarmos esse convite com sabedoria, perseverança e discernimento, para que não sejamos lançados fora da sua presença!


(Evangelho proclamado e partilhado por Luciene Matoso, teóloga e membro da equipe diocesana de catequese.)

sábado, 3 de outubro de 2020

27º Domingo do Tempo Comum

 Liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum - Ano A

1ª LEITURA: Isaías 5,1-7

SALMO 79 (80), 9. 12-16. 19-20. "A vinha do Senhor é a casa de Israel"

[Clique aqui para ouvir] Salmo cantado por Maria de Fátima Gonçalves dos Reis, da Paróquia Santa Rita - Jd. Odete - Itaquaquecetuba

2ª LEITURA: Filipenses 4,6-9

EVANGELHO - MATEUS 21,33-43 [Clique aqui para ouvir] 

PARTILHA sobre o Evangelho: [Clique aqui para ouvir] 

Nestes últimos Domingos, Jesus conta parábolas sobre agricultores. Qual o planta cultivada?

Isso mesmo, a videira, a planta que dá uvas.

Com os trabalhadores da vinha, Jesus ensina uma lógica diferente: a grandeza da misericórdia e do amor de Deus!

Com os dois filhos do vinhateiro, aprendemos que não bastam palavras. O que nos faz seguidores do Reino é o coração e as ações.

Hoje, temos a parábola da vinha arrendada. A vinha é uma plantação de videiras, da planta que tem a uva como fruto. E o que caracteriza a uva?

A uva é uma fruta suculenta e doce, da qual se faz o vinho, que representa o amor de Deus por nós. Se não rompemos a casca da fruta, não sabemos quanto caldo pode nos proporcionar. No entanto, quando fazemos isso, o suco sai abundante e doce.

Assim também nós. Quando estamos fechados à vida e ao amor de Deus, nossa vida é sem graça. Mas quando nos abrimos, percebemos que este amor transborda vida, infinita, divina.

A videira (ou o seu produto, o vinho) aparece em outras passagens bíblicas muito conhecidas no evangelho, como nas Bodas de Caná (quando Jesus transforma água em vinho) e na passagem do capitulo 15 de João, onde Jesus diz: "Eu sou a videira e vocês são os ramos. Quem fica unido a mim, dá muitos frutos."

O Amor transborda do coração de Deus e alimenta e alegra a nossa vida.  E o que é a vida, senão o dom que Deus dá a cada um de nós? Deus nos dá o dom da vida e ainda acompanha a nossa caminhada, nos conduzindo a uma nova justiça pautada no Amor. E o amor que brota nós em é produto de uma vida cuidada com carinho por Deus. 

Assim como Jesus falou naquele tempo aos sumo sacerdotes e aos anciãos. Hoje ele fala a nós. O poder de Deus não está na ganância e na opressão, mas na partilha e no Amor. Não basta pertencer a um grupo, seguir preceitos, frequentar ou mesmo participar da igreja. O essencial é estar aberto ao outro, à simplicidade, à promoção da alegria que vem de Deus, pois é este o caminho do Reino. É a partilha e a humildade que nos dão a alegria de viver na graça e no amor de Deus. "Quem de vocês quiser ser grande, deve ser o servidor de vocês; e quem quiser ser o primeiro deve tornar-se servo de vocês.” (Mt 20,26-27)

Que nossas palavras e ações não sejam no sentido de julgar ou condenar (quem somos nós para isso?) mas, no sentido de ecoar o amor de Deus, que nos anima e nos leva à vida plena em Cristo. 

Partilhemos e ecoemos com os irmãos a doçura do amor de Deus, porque o reino dos céus já começa aqui! 

(Evangelho proclamado e partilhado por Rossana Suzuki, da equipe diocesana de catequese.)


Mensagem da Semana

"O que poderia Eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz?" 
Ele faz tudo!!! Porque às vezes não dou bons frutos? 
Santa Semana e abençoada domingo! (Irmã Ísis Ubalda)

domingo, 27 de setembro de 2020

26º Domingo do Tempo Comum

Liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum - Ano A

1ª LEITURA: Ezequiel 18,25-28

SALMO 24,4bc-5.6-7.8-9 (R. 6a). "Recordai, Senhor Deus, vossa ternura e compaixão!"

[Clique aqui para ouvir] Salmo cantado por Rayssa Camargo, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Vila Jundiaí, Mogi das Cruzes.

2ª LEITURA: Filipenses 2,1-11

EVANGELHO - MATEUS 21,28-32 [Clique aqui para ouvir] 

PARTILHA sobre o Evangelho: [Clique aqui para ouvir] 

(Evangelho proclamado e partilhado por José Rosildo Santos, da equipe diocesana de catequese.)



Mensagem da Semana
A Igreja nos ensina a seguir
a vontade de Deus, 
através das fontes:
Sagrada Tradição, Sagrado Magistério
e Sagradas Escrituras.
Santo domingo e abençoada semana!🌹 (Catequista Rossana)

sábado, 19 de setembro de 2020

25° Domingo do Tempo Comum

Liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum - Ano A

1a LEITURA: Isaías 55,6-9

SALMO 144,2-3. 8-9. 17-18 "O Senhor está perto da pessoa que O invoca."

[Clique aqui para ouvir] Salmo cantado e tocado por Simone Bencid, Paróquias Santa Luzia e São Benedito - Biritiba Mirim.

2a LEITURA: Filipenses 1,20c-24.27a

EVANGELHO: Mateus 20,1-16a [Clique aqui para ouvir] 

PARTILHA sobre o Evangelho: [Clique aqui para ouvir] 

Na parábola de hoje, tivemos um ensinamento muito bonito de Jesus, do qual todos nós devemos extrair muitas lições para aplicarmos em nossa vida. Nela está claro que todos aqueles que trabalham em prol do reino dos céus serão da mesma forma acolhidos, sem distinção quanto ao tempo de serviço prestado às causas da Igreja.

Nesta parábola, nós vimos que o valor fundamental estabelecido para a justiça entre os trabalhadores chamados na vinha não era a recompensa material, mas o fato é que todos eles terem sido chamados pelo mesmo patrão, que era uma pessoa boa e por isso verdadeiramente justo.

A expressão “Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos” nos mostra que os últimos terão os mesmos direitos que os primeiros e principalmente porque na comunidade do Reino de Deus não há distinção entre seus membros, uma vez que o reino é família e em família todos nós somos irmãos e irmãs.

Então não façamos questão de sermos os primeiros ou os últimos, em prol de nossos irmãos necessitados. 

E você já aceitou este convite para trabalhar na vinha do Senhor?

(Evangelho proclamado e partilhado por Maria Elizabeth Pereira, da equipe diocesana de catequese.)



Mensagem da Semana
"Ou está com inveja, porque estou sendo bom?"
Nós cristãos somos convidados a surpreender
pela nossa generosidade a exemplo do "Bom Patrão.
Santo domingo e abençoada semana!🌹 (Irmã Ísis Ubalda)



sábado, 12 de setembro de 2020

24º Domingo do Tempo Comum

Liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum - Ano A

1a LEITURA: Eclesiástico 27,33-28,9

SALMO 102 (103),1-4. 9-12. "O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso."

[Clique aqui para ouvir] Salmo cantado por Genivalda Macedo Oliveira (Geninha), da Área Pastoral Senhor Bom Jesus, bairro do Tanquinho - Ferraz de Vasconcelos.

2a LEITURA: Romanos 14,7-9

EVANGELHO: Mateus 18,21-35 [Clique aqui para ouvir] 

REFLEXÃO sobre o Evangelho: [Clique aqui para ouvir] 

A comunidade dos discípulos de Jesus recebe essa proposta que deveria acontecer naturalmente. 

Mas a nossa mesquinhez procura estabelecer limites. Até sete vezes?

Toda vez que rezamos o Pai Nosso, como que pedimos perdão a Deus? 

Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos. 

Se Deus levasse em conta a nossa medida de perdão... coitados de nós! 

Sempre desejamos o perdão Divino, mas nem sempre estamos dispostos a entender os outros. 

É o que mostra a parábola do Evangelhos. 

Pode-se pensar que aqui se aborda o perdão entre as pessoas da comunidade. 

Nas situações em que o pobre está tão endividado que necessitava ter sua dívida cancelada. 

Não se trata de grandes roubos praticados nos círculos de poder e na esfera pública, os quais lesam o cidadão. 

O perdão também não significa permitir tudo o que ocorre na sociedade, principalmente os desvios que prejudicam o investimento do bem comum. 

O perdão é fundamental para construirmos uma cultura de paz, uma cultura de solidariedade, uma cultura de misericórdia e combatermos logicamente a cultura da violência. 

Senhor, dai-nos um coração intolerante para que possamos perdoar, assim como nós queremos ser perdoados. Amém.

(Evangelho proclamado e partilhado por Rosildo Santos, da equipe diocesana de catequese.)


Mensagem da Semana

💡 Reflexão: Qual é a medida do perdão, em caso de ofensa pessoal “contra mim”? Jesus nos ensina a praticar o perdão sem medida. Ora, conforme a gravidade da ofensa, torna-se muito difícil perdoar do fundo do coração. Às vezes são necessários tempo e disposição interior, para um perdão completo. No entanto, Jesus recomenda perdoar sempre. Quem já teve oportunidade de oferecer o perdão por alguma ofensa recebida, sente alívio e bem-estar. O contrário também é verdade: quando a pessoa guarda rancor contra alguém, ou alimenta desejo de vingança, só leva prejuízo. Sofre, perde o sono e abre espaço para alguma doença grave. Nesse campo, nosso modelo é o próprio Deus, que perdoa infinitamente. Nós é que somos mesquinhos. Gastamos energia calculando se vamos perdoar! ❤️ # 70x7 🙏

Oração: Senhor Jesus, realças um dos mais importantes temas do Reino, o perdão. Tua parábola sobre os dois devedores põe em destaque a imensa capacidade que tem o Pai celeste para nos perdoar, ao passo que nós somos mesquinhos para perdoar a quem nos ofendeu. Senhor, ensina-nos a perdoar generosamente. Amém.

sábado, 5 de setembro de 2020

23º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 Liturgia do 23º Domingo do Tempo Comum - Ano A

1a LEITURA: Ezequiel 33,7-9

SALMO 94 (95),1-2. 6-9. "Não fecheis o coração! Ouvi hoje a voz de Deus!"

[Clique aqui para ouvir] Salmo proclamado pela catequista Cintia Bruno de Lollo, da Paróquia Senhor Bom Jesus, de Arujá.

2a LEITURA: Romanos 13,8-10

EVANGELHO: Mateus 18,8-10 [Clique aqui para ouvir] 

REFLEXÃO sobre o Evangelho: [Clique aqui para ouvir] 

O evangelho deste domingo nos convida a refletir sobre a importância da correção fraterna na vida em comunidade, recordando que somos todos responsáveis uns pelos outros e onde a principal motivação para tudo isso é o amor e a plenitude da Lei, que é elemento essencial para uma vida cristã, o qual deve ser vivido reciprocamente.

Em uma vida em comunidade sendo ela principalmente cristã, as pessoas são todas irmãs umas às outras, o que implica a responsabilidade os cuidados recíprocos desta vida é o amor. Por isso, Jesus aqui nos ensina que quando há ofensas e conflitos pessoais, a primeira iniciativa deve ser o diálogo franco e sincero tendo em vista a reconciliação sempre.

Essa é uma proposta, é uma alternativa às reações extremas mais comuns e às indiferenças e às vinganças que muitas vezes existem; práticas que são inaceitáveis numa comunidade fraterna, ou seja, uma comunidade de irmãos. Com isso, a correção em particular se torna um gesto de amor, que deve ser feita com discrição, sem exposição, sem acusação pública.

Caso essa iniciativa não tenha efeito, aqui Jesus nos propõe um segundo passo, que consiste na recepção da correção diante um número mínimo de testemunhas. Se também esta não funcionar, Jesus propõe uma terceira condição, desta vez levando a questão para igreja. A igreja aqui não significa uma instituição hierárquica ou jurídica de construção, mas sim a comunidade que se reúne em torno de um único eterno. 

E para viver essa fraternidade, se mesmo essa última medida não for eficaz, isso significa que o nosso irmão não está disposto a viver na fraternidade proposta pela comunidade, ou seja, por toda essa condição que ele se encontra.

Diante disso, ele deve ser tratado pela comunidade como um pagão, como um publicano. O que não significa excluirmos, mas sim veremos como uma pessoa que seja e tenha uma necessidade de conversão. E ser destinados a conhecer e ser de convidados a viver uma boa nova junto a uma vida.

Aqui, vamos ver que quando o irmão fere essa unidade na comunidade, se resistir a todas essas tentativas de reconciliação, ele deve ser afastado dessa condição que coloca. Mas viver e ser mantidas as portas abertas para o caminho de reconciliação dele e de conversão, com a vida junto amor de Deus.

A vivência coerente deste amor é o esforço pela reconciliação dos irmãos que fazem parte dessa comunidade (envolvendo todos) e isso que garante a eficácia da oração e da vida em comunidade que nos leva a real presença de Jesus.

É inegável que a fé em Deus exige responsabilidade com os outros e com os que comportam a vigilância e a solidariedade e também a correção. E é isso que une o evangelho de hoje ao amor mútuo, como deve ser vivido por todos os cristãos. De fato sem o amor, sem o exercício da correção fraterna, poderia ser usado o contexto de atitude autoritária ou abusiva, algo que é inadimissível dentro de uma comunidade.

Por isso, o evangelho nos indica e nos leva sempre um caminho de correção, mas de correção fraterna que nos leve e nos indique (nos aponte) ao amor de Jesus, um projeto real da Vida em Cristo! E nos mostre essa reconciliação e esse caminho eterno de conversão. Que estejamos sempre todos nós disponíveis a viver este caminho proposto por Deus, sem ser autoritários ou com propostas irrevogáveis, mas sim como irmãos fraternos que querem mostrar o amor em Cristo.

Evangelho lido e comentado por Maria Roseneire Santos da Silva.

domingo, 30 de agosto de 2020

22º Domingo do Tempo Comum - Ano A

  Liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum - Ano A

1a LEITURA: Jeremias 20, 7-9

SALMO 62(63),2-6. 8-9. A minha alma tem sede de vós, como terra sedenta, ó meu Deus!

[Clique aqui para ouvir] Salmista: Felipe .Gomes, da Paróquia São José - Vila Varela, Poá.

2a LEITURA: Romanos 12, 1-2

EVANGELHO: Mateus 16,21-27 [Clique aqui para ouvir] 

REFLEXÃO sobre o Evangelho: [Clique aqui para ouvir] 

Jesus nos ensina o caminho para a felicidade e a vida eterna. Porém, este caminho não são só flores, tem fome, gula, pobreza, conflitos, guerra, cansaço,  má vontade, preguiça, ignorância, tristeza, desânimo, egoísmo, vaidade e todas as nossas limitações. O caminho de Jesus não é uma mágica e não tem privilégios. Parte do chão da nossa realidade, da nossa vida, com todos os seus altos e baixos, pois é assim que aprendemos.

Pedro não aceita este caminho. Na presença do Mestre, quer se acomodar. No entanto, ser discípulo de Jesus é buscar a verdadeira liberdade, com atitudes concretas, arregaçando as mangas, colocando-nos a serviço dos irmãos e da comunidade, assumindo a responsabilidade sobre nossos atos. Aprendendo com nossos erros. Entregando nossa vida nas mãos de Deus.

Muitas vezes, nós também não aceitamos esta condição, queremos um Messias que resolva os nossos problemas, esquivando-nos da responsabilidade e de amadurecer.

Sim, temos sede de Deus e os irmãos também. Se ainda há pessoas passando fome, sofrendo, depressivos, enquanto outros fecham-se em suas vaidades e seu egoísmo, estabelecendo seus próprios valores, ainda há muito o que fazer. A comunidade não é perfeita, tampouco nós. Precisamos seguir e conviver com este fato. O caminho é feito juntos.

Que Deus nos ajude a superar as nossas limitações e assumir de fato os valores do Reino em nossa vida!

“No peito eu levo uma cruz, no meu coração o que disse Jesus!”

Mensagem para o Dia do Catequista

Ser catequista é atender ao chamado de Deus para testemunhar a sua Palavra e fazê-la ecoar no coração dos irmãos.

Hoje é dia de celebramos e darmos graças a Deus por nossa vocação de CATEQUISTAS.
Que Deus nos ajude a perseverar e atender com amor a esta vocação!
FELIZ DIA DO CATEQUISTA A TODOS!

OBSERVAÇÃO*: Completando esta mensagem, colocamos no anexo (depois da Mensagem da Semana).

Mensagem da Semana


"Seduziste-me, Senhor, e deixei-me seduzir; 
foste mais forte, tiveste mais poder." 
Estás sempre comigo, Senhor; 
por isso ajuda- me a  carregar minha cruz do dia a dia 
com paciência, paz e alegria.  
Santo domingo e abençoada semana. (Irmã Isis Ubalda)


* Anexo: ORAÇÃO DO CATEQUISTA (Padre Paulo Gil) *



sexta-feira, 21 de agosto de 2020

21º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 Liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum - Ano A

1a LEITURA: Isaías 22,19-23

SALMO 138(137). "Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!" 

[Clique aqui para ouvir] Salmistas Maria Eduarda da Silva e Tatiane Lourenço Nomura, com acompanhamento de Sirlene Xavier de Almeida.

2a LEITURA: Romanos 11,33-36

EVANGELHO: Mateus 16,13-20 [Clique aqui para ouvir] 

PARTILHA sobre o Evangelho: [Clique aqui para ouvir] 

Neste episódio fica muito claro duas coisas: Jesus é o Filho de Deus e Pedro terá a missão de continuar sua obra, de apascentar as ovelhas e confirmar os irmãos. 

Pedro (e com ele a Igreja) recebe o poder das chaves sem nenhuma restrição. Ele tem o poder de ligar e desligar. O termo PODER é mais bem compreendido se falarmos em SERVIÇO. Foi o SERVIÇO que levou o Pedro e os demais Apóstolos às fronteiras do mundo, onde anunciaram o projeto de Jesus pela PALAVRA e pelo SANGUE. Em Pedro está o mistério da igreja. 

Mas essa pergunta Jesus faz também a nós hoje. E nós, qual será a nossa resposta?

A resposta de fato vendo o fato da nossa experiência pessoal não bastam palavras. A resposta de Pedro mostra que a experiência que fazemos de Jesus no fundo é uma experiência de revelação, de amor. Seguir Jesus mais que dizer com palavras e discursos é testemunhar com a vida e na vida dos irmãos.

Se experimentamos a Bondade de Deus, devemos ser bondosos com os irmãos.

Se experimentamos a Sua Misericórdia,  devemos praticar misericórdia.

Se experimentamos seu amor, devemos amar, ter sinais de amor com o irmão.

É assim que Deus se revela também em nossas fraquezas, porque ao final se trata sempre do dom de Deus e não do mero esforço pessoal nosso.

Pedro expressou com palavras a sua fé em Jesus. No entanto, além das palavras e grandes atitudes, a atitude maior e fundamental é a confiança inabalável em Deus (que tem Pedro).

Essa deveria ser também a nossa fé e a nossa confiança em Deus. Seguir esse homem,  que é a nossa rocha, que é o nosso simbolo de fé, de esperança e de confiança em Deus. Devemos ser sinais de amor, de confiança neste Deus.


Evangelho proclamado e partilhado por Irmã Ísis Ubalda, da equipe diocesana de catequese.



 Mensagem da Semana

Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
Completai em mim a obra começada!

Que tenhamos como Pedro a coragem e a confiança
de dizer: " Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo."

Santo domingo e abençoada semana!
🌹
(Irmã Ísis Ubalda)