quarta-feira, 28 de maio de 2014

LITURGIA - Aula 5: O CICLO DOS TRÊS ANOS E O MODELO CATECUMENAL DA CATEQUESE

(aula do dia 28/05/2014*, ministrada pelo diácono Arthur)

5.1. LITURGIA DA PALAVRA
SC 24 (Sacrossanctum Concilium). É enorme a importância da Sagrada Escritura na celebração da Liturgia. Porque é a ela que se vão buscar as leituras que se explicam na homilia e os salmos para cantar; com o seu espírito e da sua inspiração nasceram as preces, as orações e os hinos litúrgicos; dela tiram a sua capacidade de significação as ações e os sinais. Para promover a reforma, o progresso e adaptação da sagrada Liturgia, é necessário, por conseguinte, desenvolver aquele amor suave e vivo da Sagrada Escritura de que dá testemunho a venerável tradição dos ritos tanto orientais como ocidentais.
__. 51. Prepare-se para os fiéis, com maior abundância, a mesa da Palavra de Deus: abram-se mais largamente os tesouros da Bíblia, de modo que, dentro de um período de tempo estabelecido, sejam lidas ao povo as partes mais importantes da Sagrada Escritura.
DV 21 (Dei Verbum). A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo.
VD 53 (Verbum Domini). De fato, na relação entre Palavra e gesto sacramental, mostra-se de forma litúrgica o agir próprio de Deus na história, por meio do carácter performativo da Palavra. Com efeito, na história da salvação, não há separação entre o que Deus diz e faz; a sua própria Palavra apresenta-se como viva e eficaz (cf. Hb 4, 12), como aliás indica o significado do termo hebraico dabar. Do mesmo modo, na ação litúrgica, vemo-nos colocados diante da sua Palavra que realiza aquilo que diz
São Jerônimo (VD 55): «Lemos as Sagradas Escrituras. Eu penso que o Evangelho é o Corpo de Cristo; penso que as santas Escrituras são o seu ensinamento. E quando Ele fala em comer a minha carne e beber o meu sangue” (Jo 6, 53), embora estas palavras se possam entender do Mistério [eucarístico], todavia também a palavra da Escritura, o ensinamento de Deus, é verdadeiramente o corpo de Cristo e o seu sangue. Quando vamos receber o Mistério [eucarístico], se cair uma migalha sentimo-nos perdidos. E, quando estamos a escutar a Palavra de Deus e nos é derramada nos ouvidos a Palavra de Deus que é carne de Cristo e seu sangue, se nos distrairmos com outra coisa, não incorremos em grande perigo?».
CICLO TRIENAL (PARA DOMINGOS DO TEMPO COMUM):
Ano A – Mateus (2014, 2017, 2020, 2023...)
Ano B – Marcos (2015, 2018, 2021, 2024...)
Ano C – Lucas (2016, 2019, 2022, 2025...)
CICLO BIENAL (FÉRIAS DO TEMPO COMUM):
Ano Par (2010, 2012, 2014, 2016, 2018...)
Ano ímpar (2011, 2013, 2015, 2017, 2019...)

5.2 O CICLO TRIENAL NA CATEQUESE
ANO A – MATEUS (2014, 2017, 2020, 2023...). “IGREJA”. Exemplo: 3º Domingo (Mt 4,12-23):
= Pregação aos pagãos e proximidade do Reino de Deus :
- Jesus anuncia o Evangelho em primeiro lugar àqueles que estão distantes e quer fazer deles um Novo Povo;
- Igreja Instituída por Jesus Cat. 763ss
= Cristo convoca os primeiros discípulos:
- Denominações e imagens da Igreja Cat. 751
ANO B (MARCOS). “CRISTO”. Exemplo: 11º Domingo (Mc 4,26-34)
·        Anúncio do Reino de Deus (Cat.543ss)
·        Crescimento do Reino é dom de Deus (Parábola da Semente)
·        Presença do Reino deve causar grandes mudanças no nosso modo de ver as coisas conforme o desígnio do Pai e não conforme os nossos (parábola da mostarda).
ANO C (LUCAS). “DISCIPULADO”. Exemplo: 23º Domingo (Lc 14, 25-33)
Preferir pai, mãe e família ou Cristo
  • Cristo, centro de toda a vida.
  • Virgindade e celibato pelo Reino (Cat.1618ss)
Pobreza em espírito
  • Décimo Mandamento (não cobiçar as coisas alheias)
  • A pobreza de coração (Cat. 2544ss)
DNC 105 (Diretório Nacional de Catequese). Ao apresentar a mensagem evangélica, a catequese observa os seguintes critérios:
a) centralidade da pessoa de Jesus Cristo, que introduz na dimensão trinitária e antropológica da mensagem;
b) valorização da dignidade humana (mistério da encarnação);
c) anúncio da Boa-Nova do Reino de Deus em vista da Salvação, o que implica uma mensagem de conversão e libertação;
d) caráter eclesial da mensagem, que remete a seu caráter histórico;
e) exigência de inculturação, uma vez que a mensagem evangélica é destinada a todos os povos; isso supõe que a mensagem seja apresentada, gradualmente, em sua integridade e pureza;
f) a mensagem cristã é orgânica; tem uma hierarquia de verdades. A visão harmoniosa do Evangelho tem um significado profundo para o ser humano.

5.3 MODELO CATECUMENAL
DAp 289 (Documento de Aparecida ref. V CELAM).  Sentimos a urgência de desenvolver em nossas comunidades um processo de iniciação na vida cristã que comece pelo querigma e que, guiado pela Palavra de Deus, conduza a um encontro pessoal, cada vez maior, com Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito homem, experimentado como plenitude da humanidade e que leve à conversão.

Anexo I. ORAÇÃO DAS VÉSPERAS

Anexo II. ATIVIDADE PRÁTICA EM GRUPOS

A partir de um texto bíblico: Qual é o enfoque que pode ser dado para diferentes faixas etárias:
  • de 5 a 7 anos?
  • de 7 a 9 anos?
  • de 13 a 15 anos?
(Vou pedir para o Arthur a relação dos textos bíblicos que ele usou.)

Anexo III. MINHAS ANOTAÇÕES DA AULA
O modelo catecumenal propõe utilizarmos na catequese as leituras dominicais (especialmente o evangelho) como tema a ser aprofundado, respeitando as características de cada idade. Sem deixar de lado temas essenciais de nossa fé: sacramentos, mandamentos, orações, etc. Muito pelo contrário, usando-o como base para tratar desses temas.

* Data corrigida em 22/06/2014

terça-feira, 27 de maio de 2014

SEMANA FILOSÓFICA

Na Semana passada, houve a Semana Filosófica da Faculdade Paulo VI. 
Na Quarta-feira, Prof. Alfredo Antonio Fernandes fez "Uma reflexão sobre a concepção de pessoa na pós-modernidade".



(Depois eu posto minhas anotações da palestra)

OBS: Não houve aula da Escola Diocesana de Catequese e fomos convidados a participar das palestras.



sexta-feira, 16 de maio de 2014

LITURGIA - Aula 4. ANO LITÚRGICO

(Anotações da aula de 14/05/2014, ministrada pelo diácono Arthur)

4.1 EXPERIÊNCIA NATURAL E SOBRENATURAL DO TEMPO

4.1.1 O TEMPO SAGRADO

Indefinidamente reversível: o tempo pode ser parado!
  • Festas
  • Comemorações
  • Ritos
  • Atualização dos primórdios
  • Tornar presente o tempo primordial

Chronós e Kairós

Novidade cristã
  • Historicidade da Pessoa de Jesus de Nazaré: Mt1,1-17; 2,1; Lc 1,5; 3,1-2; 3,23-38
  • Tempo histórico santificado pela Encarnação do Filho de Deus.

4.1.2 TEMPO PROFANO

Leis astronômicas dão unidades objetivos de Tempo:
  • Rotação da terra em volta do próprio eixo: +/- 24h (dia)
  • Transladação da Lua em torno da Terra: 29 dias e meio (mês)
  • Estações do ano

Vida humana regulada pela experiência da luz e da escuridão, do clima, etc.
  • Agricultura, viagem, pesca, pecuária, reguladas pelo calendário lunar (fases da lua)


4.2 FESTIVIDADES JUDAICAS
  • Fundamentos: Mandamentos bíblicos ou ensinamentos rabínicos ou história moderna de Israel
  • Natureza: Yom Tov (Dia Bom) Chag (Festival) ou Taanit (jejum)
  • Shabat (Sábado)
  • Festivais de Peregrinação: Pessach (Páscoa + Pães ázimos), Sucot (Tendas) e Shavuot (Semanas/ Pentecostes).

4.3 O CALENDÁRIO CRISTÃO

Coincidência, na Liturgia:
  • Ação representativa (hoje)
  • História da Salvação (ontem)
  • Plenitude da Salvação (amanhã)
Participação do homem (temporal) na eternidade de Deus – fatos não estão em paralelo (agora é isso, depois aquilo...), mas acontecem de uma única vez (ontem, hoje e amanhã).


Obra salvífica da Páscoa de Cristo:
  • Ilumina festividades judaicas
  • Trona-se o centro das festividades cristãs

Domingo: “Fazei isto em minha memória!”
  • Coincidência entre memória e tempo
  • Relações entre sábado e domingo
  • 1º dia e 8º dia
  • Páscoa Semanal
  • Fundamento e origem do Ano Litúrgico

CICLO DA PÁSCOA:
  • Quaresma (4ª feira de Cinzas – 5ª feira Santa);
  • Tríduo Pascal (Missa da Ceia do Senhor – Tarde do Domingo de Páscoa)
  • Tempo Pascal: até semana de Pentecostes.

CICLO DO NATAL:
  • Advento (s.IV – 1ª parte: vinda gloriosa + “novena”: 1ª vinda)
  • Natal e sua oitava (Domingo da Sagrada Família)
  • Epifania, 6 de janeiro (no Brasil o domingo entre 2 e 8 de janeiro) + Batismo do Senhor (domingo na oitava da Epifania);
Estreita ligação entre as três manifestações ou epifanias: na carne, às nações (magos) e aos judeus (Batismo).

TEMPO COMUM
  • Solenidades do Senhor (Corpus Christi, Sagrado Coração de Jesus, Cristo Rei)
  • Hierarquia das festas: Solenidades, Festas, Memórias, Comemorações
  • Festas de Nossa Senhora e calendário dos Santos

4.4 JESUS CRISTO, CENTRO DO ANO LITÚRGICO
Páscoa: Paixão, morte e Ressurreição de Jesus é o coração do Ano Litúrgico:
  • Todas as festas referem-se a este mistério, (inclusive o Natal!)
  • Reforma do Vaticano II pôs essa realidade em evidência em detrimento de um excesso de práticas piedosas e devoção aos santos


ANEXO: Oração das vésperas


segunda-feira, 5 de maio de 2014

BÍBLIA. Aula 3 - SIGNIFICADO DA PÁSCOA

(Anotações referentes à aula de 30/04/2014, ministrada pelo diácono Ubirajara, de Poá)
A cada ano, quando chega a primavera no hemisfério norte, cristãos e judeus celebram a festa da Páscoa. Ambas as celebrações coincidem no sentido libertador, do fato que comemoram e na vigência atual. No entanto, se diferenciam em outros aspectos. Primeiro, no próprio fato: saída do Egito, para os judeus; paixão, morte e ressurreição de Jesus, para os cristãos. Também em realção a seus protagonistas: Moisés e o núcleo do clã dos hebreus, que formam mais tarde o povo de Israel; Jesus e a totalidade dos homens chamados a formar a nova humanidade. 

ORIGEM DA PÁSCOA
O texto (Êxodo 12) tem toda a aparência de um relato histórico do acontecimento que teve lugar provavelmente na primeira metade do século XIII a.C., no tempo de Ramsés II (1290-1224 a.C.). Trata-se, na verdade, do ritual de sua celebração anual dos israelitas no “mês de abib”, “o primeiro dos meses do ano”.

A Páscoa dos nômades: com a chegada da primavera, as cabras e ovelhas, o gado menor dos pastores nômades, pariam e estes se dispunham a partir em busca de novas pastagens. Antes de se separarem, os nômades reuniam-se à noite de “plenilúnio” (ou seja, à lua cheia) e imolavam um cordeiro, a fim de assegurar a fecundidade do gado. O sangue do animal era untado nos paus das tendas para afastar os perigos que existiam na caminhada. Tais perigos personificavam-se nos demônios que, em sua imaginação, povoavam o deserto. As vezes, concretizava-se em um demônio determinado, o Destruidor. A própria descrição que o livro do Êxodo faz da Páscoa indica sua origem e sua condição na festa dos pastores.

A Festa dos pães ázimos: Nos povos sedentários, com a chegada da primavera e o início da colheita da cevada, tinha lugar também, um rito religioso: a oferenda da primícia da colheita, cujo fim era interpretar a abundância dos rebanhos e a fecundidade dos campos. Durante os setes dias seguintes, comia-se apenas pães sem fermento (isto é,  ázimos), feito com os grãos moídos das espigas recém-colhidas. A razão de se comer unicamente este pão ázimo pde estar relacionada com as antigas tradições que falavam de influências maléficas, evitando por isso utilizar o fermente que restou da colheita anterior para fazer fermentar o fruto da nova colheita.
Assim, no relato de Ex 12, essas festas da primavera agora se tornam um memorial da libertação do Egito, apoiada por Deus, através de seu servo Moisés.
Páscoa significa “passagem” do povo judeu, da escravidão para a libertação. Para nós, cristãos, Cristo é a nossa Páscoa, nossa “passagem” da morte para a vida.

OBSERVAÇÃO: No hemisfério norte, a primavera tem início no dia 23 de Março, assim, para os judeus, a páscoa é celebrada no primeiro sábado da lua cheia, a partir deste dia. Para nós, cristãos, é celebrada no primeiro domingo da “lua cheia”, a partir desta data, seguindo a antiga tradição.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

BÍBLIA PEREGRINA EM 2014

 A história da Bíblia peregrina começou no ano passado, no Ano da Fé. Uma ideia bem recebida para lembrar que Palavra de Deus é que alimenta a nossa vida na Fé.
Mas, o tempo foi curto e nem todas as paróquias receberam a BÍBLIA PEREGRINA.
A exemplo de iniciativas que já ocorreram no ano passado em alguns lugares da diocese, ampliamos a quantidade de Bíblias: no lugar de apenas sete Bíblias, distribuímos onze Bíblias, isto é UMA POR CIDADE, para procurarmos atender não apenas todas as paróquias, mas se possível todas as comunidades. Além disso, as Bíblias foram entregues na reunião diocesana do mês de março, dando muito mais tempo de cumprirem o seu roteiro. Na reunião anterior, tínhamos partilhado algumas experiências da passagem da Bíblia peregrina em algumas paróquias, para que todos os presentes compreendessem a INTENÇÃO MISSIONÁRIA DESTA BÍBLIA, que neste ano ficou mais caracterizada: ganhou uma folha (que fica na contra-capa), para registrar a sua caminhada, bem como uma sacola que revela a sua função.

No ano passado, a sugestão foi buscarmos a Bíblia na outra paróquia, durante uma missa, que é momento privilegiado para ouvir a Palavra de Deus. No final da missa, a Bíblia era enviada para a Paróquia seguinte.
Para este ano, aqui em Ferraz, estamos recebendo a BÍBLIA na missa (ou celebração da Palavra), fazendo um momento especial para a Entrada da Bíblia, que pode ser pelas mãos do catequista da outra paróquia. Isto é, a ideia é levarmos a Bíblia para a Paróquia seguinte. Das duas maneiras fica bom. Por isso resolvam com o padre (ou o ministro que presidir a celebração) como é melhor, na realidade em que se encontram, e procurem combinar com a devida antecedência.

O material escrito para orientar o acolhimento desta BÍBLIA na sua Paróquia foi publicado em http://abcdiocesedemogi.blogspot.com.br/2013/08/envio-da-biblia-peregrina-as-regioes.html


quinta-feira, 24 de abril de 2014

LITURGIA - Aula 3: CONCEITO DE ASSEMBLEIA LITURGICA

(Anotações da aula de 23/04/2014, ministrada pelo diácono Arthur)


3.1 FENÔMENO HUMANO DA ASSEMBLEIA
  • Confluência de pessoas;
  • Fenômeno de comunicação;
  • Funções e formas regulamentadas;
  • Ritualização dos gestos: repetibilidade, participação;
  • Estabelecimento de metas;
  • Acontecimento da comunidade.
  • Liturgia termo apropriado no séc XVI
  • + Antigo: Assembleia (Synaxis
  • Igreja (Ecclesia) = coletividade dos cristãos dispersos + reunião periódica ao redor da Palavra de Deus e da Eucaristia.
  • Liturgia católica: reclama assembleia

3.2 POVO SACERDOTAL 
  • Qachal Yahweh: Assembleia do Senhor.
  • “Vós sois uma raça eleita, um povo sacerdotal...” (1ª Pedro 2,9)
  • Corpo de Cristo 

3.2.1 QACHAL YAHWEH 
  • Deus está presente (Ex 19,17s)
  • Faz ouvir sua Palavra (Dt 4,12 ss)
  • Convocação feita em nome do Senhor:
  • Dedicação do Templo
  • Josias
  • Neemias
Festas judaicas: memória das grandes assembleias históricas
  • Pessach (Páscoa)
  • Sucot (Tendas)
  • Shavuot (Semanas)
  • Pentecostes: nova assembleia

3.2.2 “VÓS SOIS UMA RAÇA ELEITA, UM POVO SACERDOTAL...” (1ª Pedro 2,9)
  • Celebrar em nome do Cristo
  • Façam isso em minha memória (1ª Corintios 11,24)
  • Presença de Cristo Ressuscitado e sua ação salvadora (Mateus 18,20; 28,20)
  • Novo Povo de Deus reúne os filhos de Deus dispersos por toda terra
  • Convocação feita pelos arautos de Cristo


3.2.3 CORPO DE CRISTO 
  • Epifania da Igreja
  • Não diminuir o Corpo de Cristo (S. João Crisóstomo)
  • Unanimidade = uma só fé, um só batismo, uma única assembleia
  • Deus convoca seu povo
  • Mistério pascal
  • Sacerdócio Ministerial
  • Imagem da liturgia celeste
3.3 POVO DE DEUS, HIERARQUICAMENTE ORDENADO 
  • Não há judeu ou grego; nem escravo ou livre; nem homem ou mulher (Gálatas 3,28). 
  • Sem quaisquer distinções, exceto a que quis Cristo
  • Ministérios ordenados
  • Ministros e ministrantes (ministros extraordinários)
  • Participação ativa e inteligente
  • Nada de expectadores mudos (Pio XI)
  • Sem semelhança com cultos pagãos 
  • Edifícios, 
  • Diálogo, 
  • Ação de graças comum.

Presidente/Celebrante
  • Presidente (chefe da oração)
  • Celebrante (sacerdote que oferece o sacrifício e apresenta os dons ao povo de Deus)
  • Em virtude da ordenação e da comunhão eclesiástica – não é delegado pela comunidade

Ministérios
  • A serviço da Palavra de Deus
  • A serviço do Presidente
  • A serviço do povo

Vestes litúrgicas
  • Veste litúrgica e hábito eclesiástico
  • Apagar a individualidade, demonstrar a função e dignidade dos ministros da Igreja
  • Túnica Branca: memória da liturgia celeste, rompimento com as tarefas utilitárias.

BIBLIOGRAFIA 
MARTIMORT. A Igreja em Oração: Introdução à Liturgia. Barcelos: Minho, 1965.
GERHARDS; KRANEMANN. Introdução à Liturgia. São Paulo: Loyola, 2013. 
Bíblia de Jerusalém
(Atualizado em 05/05/2014)

Anexo 1: Liturgia das horas
http://www.liturgiadashoras.org/pascoa/horas/1quartapascoa_vesperas.htm

Anexo 2: Textos para aprofundamento


Pio XII, Mediator Dei
A Igreja, portanto, tem em comum com o Verbo encarnado o escopo, o empenho e a função de ensinar a todos a verdade, reger e governar os homens, oferecer a Deus o sacrifício, aceitável e grato, e assim restabelecer entre o Criador e as criaturas aquela união e harmonia que o apóstolo das gentes claramente indica por estas palavras: "Não sois mais hóspedes ou adventícios, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, educados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, com o próprio Jesus Cristo por pedra angular, sobre a qual todo o edifício bem ordenado se levanta para ser um templo santo no Senhor, e sobre ele vós sois também juntamente edificados em morada de Deus, pelo Espírito".(21) Por isso, a sociedade fundada pelo divino Redentor não tem outro fim, seja com a sua doutrina e o seu governo, seja com o sacrifício e os sacramentos por ele instituídos, seja enfim com o ministério que lhe contou, com as suas orações e o seu sangue, senão crescer e dilatar-se sempre mais – o que se dá quando Cristo é edificado e dilatado nas almas dos mortais, e quando, vice-versa, as almas dos mortais são educadas e dilatadas em Cristo.

Sacrossanctum concilium
26. As ações litúrgicas não são ações privadas, mas celebrações da Igreja, que é «sacramento de unidade», isto é, Povo santo reunido e ordenado sob a direção dos Bispos.
Por isso, tais ações pertencem a todo o Corpo da Igreja, manifestam-no, atingindo, porém, cada um dos membros de modo diverso, segundo a variedade de estados, funções e participação atual.
27. Sempre que os ritos comportam, segundo a natureza particular de cada um, uma celebração comunitária, caracterizada pela presença e ativa participação dos fiéis, inculque-se que esta deve preferir-se, na medida do possível, à celebração individual e como que privada.
Isto é válido, sobretudo para a celebração da Missa e para a administração dos sacramentos, ressalvando-se sempre a natureza pública e social de toda a Missa.
28. Nas celebrações litúrgicas, limite-se cada um, ministro ou simples fiel, exercendo o seu ofício, a fazer tudo e só o que é de sua competência, segundo a natureza do rito e as leis litúrgicas.

sábado, 19 de abril de 2014

PÁSCOA DO SENHOR

Deixemos a liturgia deste tempo litúrgico falar por si mesma...

Na Quinta-feira Santa, iniciamos o tríduo, três dias que formam a celebração solene da Páscoa do Senhor. A Missa da Santa Ceia do Senhor nos traz a memória da Páscoa Judaica (Êxodo 12,1-8. 11-14), a graça da comunhão com Cristo (Salmo 115, “O cálice por nós abençoado é a nossa comunhão com o sangue de Jesus”), a instituição da Eucaristia (1ª Coríntios 11,23-26) e o lava-pés (João 13,1-15). O rito do lava-pés nos recorda que o amor de Deus é muito maior do que nossa limitada compreensão humana, e que a sua grandeza está na fraternidade,  na caridade, que se transformam em oração ao Pai.

“Ó Pai, estamos reunidos para a Santa Ceia, na qual seu Filho único, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja, um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém.” (Oração do dia, na Quinta-feira Santa)

A Sexta-feira Santa é dia de jejum e abstinência, em honra do Senhor. Preparamos todo o nosso ser (corpo e espírito) para celebrar dignamente o mistério pascal, reafirmando o nosso compromisso com o reino de Deus. O servo sofredor (Isaías 52,13-53,12 e Salmo 30, “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito!”) é o Filho obediente à vontade do Pai (Hebreus 4,14-26; 5,7-9 e João 18,1-19-42). Por isso, fazemos também a Oração Universal (na qual rezamos por todos) e o rito de Adoração da cruz (“Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo”).


“Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo destruístes a morte que o primeiro pecado transmitiu a todos. Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho e, assim como trouxemos pela natureza a imagem do homem terreno, possamos trazer pela graça a imagem do homem novo. Por Cristo, nosso Senhor.” (Oração do dia, na Sexta-feira Santa)


O Sábado Santo é o dia da Vigília Pascal. Em comunhão com toda a Criação, celebramos a Ressurreição de Jesus! 
Começamos fora da Igreja, com a Bênção do fogo (e preparação do círio pascal), a Procissão do Círio Pascal para dentro da Igreja e a proclamação da Páscoa (canto “Exulte”), que formam a CELEBRAÇÃO DA LUZ. 
A LITURGIA DA PALAVRA é composta por sete Leituras do Antigo Testamento acompanhadas por sete Salmos (Gênesis 1,1. 26-31 e Salmo 103; Gênesis 22,1-18 e Salmo 15; Êxodo 14,15-15,1 e Êxodo 15; Isaías 54,5-14 e Salmo 29; Isaías 55,1-11 e Isaías 12; Baruc 3,9-15.32-4,4 e Salmo 18B; Ez 36,16-28 e Salmo 41) e sete Orações; em seguida, o Glória solene (hino de louvor) e a Oração do Dia; então, a Epístola (Romanos 6,3-11), a Aclamação ao Evangelho (com o Salmo 117) e o Evangelho (Mateus 28,1-10). 
Na sequência, temos a LITURGIA BATISMAL, com a Ladainha de todos os santos, a Bênção da água batismal (com o mergulho do Círio Pascal), a Renovação das promessas do Batismo e os Batismos. 
E, finalmente, a LITURGIA EUCARÍSTICA (como de costume).


“Ó Deus, derramai em nós o vosso espírito de caridade, para que, saciados pelos sacramentos pascais, permaneçamos unidos no vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.”(Oração depois da comunhão, na Vigília Pascal)



A TODOS UMA FELIZ E SANTA PÁSCOA!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

TRÍDUO PASCAL

A LITURGIA do Tempo Quaresmal nos prepara para a Páscoa. Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa e amanhã começaremos o Tríduo Pascal.
Na Quinta-feira Santa celebramos solenemente a Santa Ceia do Senhor, festejamos o amor de Deus que se entrega completamente para a nossa salvação. 
Cristo nos ensina a dar um passo além da nossa compreensão limitada, revelando que o reino de Deus acontece quando nos colocamos disponíveis à fraternidade, ao serviço gratuito ao pobre e ao necessitado. 

"Se eu vosso Mestre e Senhor, vossos pés hoje lavei. Lavai os pés uns dos outros, este exemplo vos dei."


(Pela manhã, teremos a Missa dos Santos Óleos na catedral Sant'Ana, em Mogi das Cruzes. À noite, teremos a missa nas paróquias e em algumas comunidades.)

OBS: Hoje não haverá aula na escola diocesana, devido à Semana Santa.

LITURGIA - Aula 2: ÍNTIMA RELAÇÃO ENTRE CATEQUESE E LITURGIA

(Anotações da aula de 09/04/2014, ministrada pelo diácono Arthur)

2.1 HOMEM COMO SER RITUAL 
  • RITO: perceber a vida transfigurada e transcendente 
  • Representar o mito fundante na própria vida
  • Recapitular a história do povo
RITOS DE PASSAGEM 
  • Existência incompleta
  • Tornar-se pessoa
  • A transmissão pelo ritual
  • Ritos de passagem na sociedade secularizada
  • Esvaziamento do conteúdo transcendente
  • Rito experimentado como conclusão ou coroamento
  • Atrelados às opções pessoais

2.2 LITURGIA, FONTE DA AÇÃO PASTORAL DA IGREJA 
  • Conteúdo primordial da catequese: Mistério pascal de Cristo
  • Depósito da fé, vivido e celebrado
  • Liturgia ação da Igreja 

2.2.1 CONTEÚDO PRIMORDIAL DA CATEQUESE: MISTÉRIO PASCAL DE CRISTO
  • MISTÉRIO, algo que está fechado e precisa ser aberto, como os olhos de quem dorme
  • MISTÉRIO PASCAL: At 2, 22-24
  • KERIGMA = Evangelização
  • CATEQUESE = aprofundar a relação com o Mistério anunciado;
  • LITURGIA = celebração do Mistério
  • Mudança de paradigma após o primeiro período da Igreja:
      Aprender celebrando (modelo oriental) / Aprender para celebrar (modelo ocidental)

2.2.2 DEPÓSITO DA FÉ VIVIDO E CELEBRADO
  • Guarda o Deposito da fé (1Tm 6,20)
  • Pio XI: “[a liturgia] é o órgão mais importante do magistério da Igreja”
OBRA COLETIVA: 
  • Fato comum dos tempos apostólicos
  • Formas e ritos das Igrejas particulares
  • Autoridade docente e magisterial
  • A celebração torna a doutrina vivificante
    (Ano Litúrgico, Diálogo com Deus, Comunhão eclesial = experiência do Reino de Deus)

2.2.3 LITURGIA, AÇÃO DA IGREJA 
  • CULTO DO CORPO MÍSTICO DE CRISTO: estreita ligação entre Chefe e povo
  • CULTO DO POVO DE DEUS HIERARQUICAMENTE ORGANIZADO: memória dos Mistérios de Deus revelados em Cristo e chamar os homens à comunhão
  • CULTO DA ESPOSA DE CRISTO:
    Múnus maternal em relação a toda a Humanidade
    Inaugura comunhão e diálogo amor com Deus
    Gera filhos e os faz crescer 
  • IGREJA TOMA CONSCIÊNCIA DO QUE É
    Corpo social: dispensadora do mistério da salvação da humanidade.
    A Liturgia constitui a Igreja (Batismo) e exprime a Igreja (Eucaristia)

2.3 LITURGIA, CUME DA AÇÃO PASTORAL DA IGREJA
  • Liturgia não esgota a ação pastoral da Igreja (SC 9)
  • Liturgia e missão
  • Santificação 

2.3.1 LITURGIA NÃO ESGOTA A AÇÃO PASTORAL DA IGREJA (SC 9)
  • Apostolado chamar os homens a Cristo para fruírem da Palavra e dos Mistérios de Cristo (SC 10)
  • Fé e conversão (SC 9);
  • Catequese, promover participação (SC14);

2.3.2 LITURGIA E MISSÃO 
  • Ações litúrgicas sempre válidas: Ex opere operato (sacramentos); Ex opere operantis Ecclesiae (demais ações litúrgicas)
  • Liturgia é ação gratuita (fugir da Magia e da emoção religiosa)
  • Pregação do Evangelho para que os homens renasçam pela Palavra de Deus e pelos sacramentos (AG 6)
  • Itinerário da Missão: Testemunho => Caridade => Anúncio de JC => Formação da Comunidade (sacramentos) => Formação de Igrejas Locais.
  • Experiência dos primeiros cristãos: “as conversões começavam com as questões postas pela pureza de vida e pela caridade dos cristãos, às quais respondia uma primeira evangelização e só após um longo período de catequese e de iniciação eram os catecúmenos introduzidos na celebração dos mistérios, na qual não participavam plenamente senão após o seu batismo.”

2.3.3 SANTIFICAÇÃO PELA LITURGIA
  • Processo iniciático
  • Catequese mistagógica
  • Participação ativa, plena e consciente 
  • Ação Apostólica
  • Comunhão fraterna e eclesial

BIBLIOGRAFIA
  • CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II. Constituição apostólica Sacrossanctum Concilium & Decreto Ad Gentes. In: Documentos do Conc. Ecu.Vt. II.  São Paulo: Paulus, 2001.
  • BÍBLIA DE JERUSALÉM
  • MARTIMORT. A Igreja em Oração: Introdução à Liturgia. Barcelos: Minho, 1965.
  • GERHARDS; KRANEMANN. Introdução à Liturgia. São Paulo: Loyola, 2013.
ANEXO 1: Oração das vésperas

ANEXO 2: Texto para estudo

Segunda Catequese Mistagógica (De Baptismo) de São Cirilo de Jerusalém.

“Ou não sabeis que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, é na sua norte que fomos batizados? (...) Pois que não estais debaixo da Lei, mas sob a graça”. (Romanos 6,3.14)
(2) Logo que entrastes, despistes a túnica. E isto era imagem do despojamento do velho homem com suas obras. Despidos, estáveis nus, imitando também nisso a Cristo nu sobre a cruz. Por sua nudez despojou os principados e as potestades e no lenho triunfou corajosamente sobre eles. As forças inimigas habitavam em vossos membros. Agora já não vos é permitido trazer aquela velha túnica, digo, não esta túnica visível, mas o homem velho corrompido pelas concupiscências falazes. Oxalá a alma, uma vez despojada dele, jamais torne a vesti-la, mas possa dizer com a esposa de Cristo, no Cântico dos Cânticos: “Tirei minha túnica, como irei revesti-la?”(Cântico dos Cânticos 5,3). Ó maravilha, estáveis nus à vista de todos e não vos envergonhastes. Em verdade éreis imagem do primeiro homem Adão, que no paraíso andava nu e não se envergonhava.
(3) Depois de despidos, fostes ungidos com óleo exorcizado desde o alto da cabeça até os pés. Assim, vos tornastes participantes da oliveira cultivada, Jesus Cristo. Cortados da oliveira bravia, fostes enxertados na oliveira cultivada e vos tornastes participantes da abundância da verdadeira oliveira (cf. Romanos 11,17-24). O óleo exorcizado era símbolo, pois, da participação da riqueza de Cristo. Afugenta toda presença das forças adversas. Como a insuflação dos santos e a invocação do nome de Deus, qual chama impetuosa, queima e expele os demônios, assim este óleo exorcizado recebe, pela invocação de Deus e pela prece, uma tal força que, queimando, não só apaga os vestígios dos pecados, mas ainda põe em fuga as forças invisíveis do maligno.
(4) Depois disto fostes conduzidos pela mão à santa piscina do divino batismo, como Cristo da cruz ao sepulcro que está à vossa frente. E cada qual foi perguntado se cria no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. E fizestes a profissão salutar, e fostes imersos três vezes na água e em seguida emergistes, significando também com isto, simbolicamente, o sepultamento de três dias de Cristo. E assim como nosso Salvador passou três dias e três noites no coração da terra, do mesmo modo vós, com a primeira imersão, imitastes o primeiro dia de Cristo na terra, e com a imersão, a noite. Como aquele que está na noite nada enxerga e ao contrário o que está no dia tudo enxerga na luz, assim vós na imersão, como na noite, nada enxergastes; mas na emersão, de novo vos encontrastes no dia. E no mesmo momento morrestes e nascestes. Esta água salutar tanto foi vosso sepulcro como vossa mãe. E o que Salomão disse em outras circunstâncias, sem dúvida, pode ser adaptado a vós: “Há tempo para nascer, e tempo para morrer” (Eclesiastes 3,2). Mas para vós foi o inverso: tempo para morrer, e tempo para nascer. Um só tempo produziu ambos os efeitos e o vosso nascimento ocorre com vossa morte.
(5) Oh! fato estranho e paradoxal! Não morremos em verdade, não fomos sepultados em verdade, não fomos crucificados e ressuscitados em verdade. A imitação é uma imagem; a salvação, uma verdade. Cristo foi crucificado, sepultado e verdadeiramente ressuscitou. Todas estas coisas nos foram agraciadas a fim de que, participando, por imitação, de seus sofrimentos, em verdade logremos a salvação. Oh! Amor sem medida! Cristo recebeu em suas mãos imaculadas os pregos e padeceu, e a mim, sem sofrimento e sem pena, concede graciosamente por esta participação a salvação. 
(6) Ninguém, pois, creia que o batismo só obtém a remissão dos pecados, como o batismo de João só conferia o perdão dos pecados. Também nos concede a graça da adoção de filhos. Mas nós sabemos, com precisão, que como é purificação dos pecados e prodigalizador do dom do Espírito Santo, é também figura da Paixão de Cristo. Por isso clama a propósito Paulo, dizendo: “Ou não sabeis que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, é na sua morte que fomos batizados?” (Romanos 6,3). Talvez dissesse estas coisas por causa de alguns, dispostos a ver o batismo como prodigalizador da remissão dos pecados e da adoção, mas não como participação, por imitação, dos verdadeiros sofrimentos de Cristo.
(7) Para que aprendêssemos que tudo o que Cristo tomou sobre si foi por nós e pela nossa salvação, tudo sofrendo em verdade e não em aparência e para que nos tornássemos participantes dos seus sofrimentos, exclamava veementemente Paulo: “Se fomos plantados com [Ele] pela semelhança de sua morte, também o seremos pela semelhança de sua ressurreição” (Romanos 6,5). Boa é a expressão “plantados com Ele”. Logo que foi plantada a verdadeira vide, nós também pela participação do batismo da sua morte “fomos plantados”. Fixa a mente com toda a atenção nas palavras do Apóstolo. Não disse: Fomos plantados com Ele pela morte, mas, pela semelhança da morte. Deveras, houve em Cristo uma morte real, pois a alma se separou do corpo. Houve verdadeiramente sepultamento, pois seu corpo sagrado foi envolvido em lençol limpo e foi verdadeiro tudo o que nele ocorreu. Para nós há a semelhança da morte e dos sofrimentos. Quando se trata da salvação, porém, não é semelhança e sim realidade.
(8) Todas estas coisas foram ensinadas suficientemente: retende tudo em vossa memória, rogo-vos, para que eu, ainda que indigno, possa dizer-vos: “Amo-vos porque sempre vos lembrais de mim e conservais as tradições que vos transmiti” (cf. 2ª Tessalonicenses 2,15) Ademais, poderoso é Deus que de mortos vos fez vivos, para conceder-vos que andeis em novidade de vida. A Ele a glória e o poder, agora e pelos séculos. Amém.

Para ampliar a discussão: Observar quais elementos “mistagógicos” estão presentes na celebração dos sacramentos e sacramentais. Eles são suficientemente valorizados ritualmente na sua paróquia? São suficientemente compreendidos? Qual a contribuição a catequese poderia oferecer para melhor apreendermos o seu significado e melhor celebrar?